WhatsApp Twuitter

Quarta, 13 de setembro de 2017, 07h59

Política Nacional

Empresário Wesley Batista, irmão de Joesley, é preso pela Polícia Federal


O empresário Wesley Batista, irmão mais velho do Joesley Batista, foi preso na manhã desta quarta-feira (13), em São Paulo. A ordem de prisão é da 6ª Vara Federal Criminal.

A operação foi batizada como Acerto de Contas e é a segunda fase da Operação Tendão de Aquiles.

Wesley é o atual presidente das empresas do Grupo JBS. Ele estava em sua casa em São Paulo e foi levado para a sede da Superintendência da Polícia Federal na Lapa, na zona Oeste da capital. Além de Wesley, os agentes da PF também tinha ordem para prender Joesley, que já estava preso. Os irmãos são suspeitos de uso indevido de informações privilegiadas em transações no mercado financeiro.

A prisão de Wesley acontece três dias após a prisão temporária de Joesley, no último domingo, junto com o executivo Ricardo Saud. Agora, os dois irmãos vão aguardar presos os desdobramentos das investigações.

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) , determinou a prisão atendendo ao pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Essa série de prisões começou após a divulgação do áudio de uma conversa entre Joesley e Saud, no qual eles abordam fatos que teriam omitido do acordo, o que viola as regras da colaboração premiada.

Na gravação, os delatores citam Marcelo Miller como um contato dentro da Procuradoria-Geral da República que facilitaria a delação.

A Operação de hoje tem duas linhas de investigação. A primeira é a realização de ordens de venda de ações de emissão da JBS S/A na bolsa de valores, entre 24 de abril e 17 de maio, por sua controladora, a empresa FB Participações S/A e a compra dessas ações, em mercado, por parte da empresa JBS S/A, manipulando o mercado e fazendo com que seus acionistas absorvessem parte do prejuízo decorrente da baixa das ações que, de outra maneira, somente a FB Participações, uma empresa de capital fechado, teria sofrido sozinha.

A segunda é a intensa compra de contratos de derivativos de dólares entre 28 de abril e 17 de maio por parte da JBS S/A, em desacordo com a movimentação usual da empresa, gerando ganhos decorrentes da alta da moeda norte-americana após o dia 17.

Entenda o caso

O empresário Joesley Batista, um dos acionistas do frigorífico JBS e um dos maiores doadores de campanhas eleitorais no Brasil, fechou acordo de delação premiada com a PGR em maio, quando entregou aos investigadores da força-tarefa da Lava Jato o áudio de uma conversa entre ele e o presidente Michel Temer.

Em troca das informações, Joesley e outros executivos da J&F receberam o benefício da imunidade penal, ou seja, eles não seriam presos.

Mas para o acordo continuar valendo, os delatores se comprometeram a entregar, até 31 de agosto, novos documentos que comprovassem as acusações feitas — entre elas a de que a J&F teria feito doações a mais de 1.800 políticos.

Nos documentos entregues, havia um áudio, gravado em 17 de março deste ano, em que Saud e Joesley conversam sobre o ex-procurador da República Marcelo Miller, que na data ainda trabalhava no Ministério Público Federal — após se desligar do MPF, em abril, ele foi contratado pelo escritório de advocacia que cuidou do acordo de leniência da J&F (a delação premiada das empresas).

Com a suspeita de que Miller teria aconselhado os executivos em meio às negociações de delação premiada, Janot anunciou na segunda-feira (4) a revisão dos acordos de Joesley, Saud e também do advogado Francisco de Assis e Silva, diretor jurídico da J&F. Na quinta e na sexta-feira, os três executivos prestaram esclarecimentos à PGR, além do ex-procurador Miller.

No sábado (9), a defesa dos delatores solicitou audiência com o ministro Fachin, antes de o magistrado decidir sobre a prisão, e colocou os passaportes dos executivos à disposição da Justiça, num esforço para demonstrar que os acusados não iriam fugir do País. O encontro com o ministro do STF acabou não acontecendo. 



// matérias relacionadas

Quarta, 18 de abril de 2018

08:40 - Justiça analisa último recurso de Lula em segunda instância

Terça, 17 de abril de 2018

08:37 - Agências de publicidade fazem acordo de leniência com AGU

08:32 - Supremo decide hoje se aceita denúncia contra Aécio Neves

Segunda, 16 de abril de 2018

13:44 - STF decide se põe Aécio no banco dos réus por R$ 2 milhões de Joesley

Domingo, 15 de abril de 2018

18:30 - Há uma semana preso, Lula já sente isolamento político

Sexta, 13 de abril de 2018

16:12 - Defesa pede que Sérgio Cabral seja transferido de Bangu para Benfica

14:57 - Desembargador mantém na prisão da Lava Jato operador ligado ao PSDB

Quinta, 12 de abril de 2018

18:00 - Lava Jato reage e afirma que Gilmar 'desborda o equilíbrio'

14:03 - Força-tarefa da Lava Jato rebate acusações de Gilmar Mendes

09:57 - Empresário agredido não tem previsão de alta do hospital


// leia também

Sexta, 20 de abril de 2018

13:47 - Geraldo Alckmin é investigado pelo Ministério Público paulista

13:40 - Justiça Federal torna Cabral réu pela 23ª vez na Lava Jato

10:54 - Marina se defende de apoio a Aécio em 2014 e apoia fim de foro privilegiado

09:58 - STJ envia recurso do ex-presidente Lula ao Supremo

08:54 - Defesa de Lula pede prioridade no julgamento do recurso do petista no STF

08:23 - STJ manda denúncia contra Marconi Perillo para a 1ª instância

Quinta, 19 de abril de 2018

18:00 - Não convenci a mim mesmo que devo ser candidato, diz Joaquim Barbosa

17:00 - Marco Aurélio pede inclusão na pauta do STF de ação do PCdoB sobre 2ª instância

16:59 - STF decide, por 6 votos a 5, que Maluf não pode entrar com recurso

16:55 - Raquel Dodge diz que não executar pena de Lula é afronta aos precedentes do STF