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Quinta, 22 de março de 2018, 10h08

Grande batalha

Conheça a história secreta de Zina e sua luta contra as drogas


As lágrimas que caem sobre o rosto de Marcos da Silva Herédia, o Zina, ex-humorista do Pânico na TV, são de arrependimento.

Caçula de dez irmãos, filho de José Maria da Silva Herédia e Araci Pereira da Fonseca, Zina reflete, durante uma longa entrevista ao R7, sobre as escolhas do passado e as decisões que o levaram até a clínica de reabilitação em Mairinque, a 70 km de São Paulo. Ele está internado desde 11 de janeiro. Essa é sua décima internação.

As reflexões de Zina, apesar de confusas e expressas em rompantes de informação, mostram que ele está bem-situado no tempo em que vive: sabe que 2018 é ano de eleição, entende onde está e os motivos que o levaram para lá. Relembra, com detalhes, os piores momentos com as drogas.

Mas também revela detalhes de uma trágica história que vai muito além do consumo de drogas: uma triste história familiar que permeia sua infância, até a descoberta de que Herédia, o Zina, vive com esquizofrenia.

“Uma hora eu vou acabar morrendo”, diz ele.

“Brilha muito no Corinthians”

Zina ficou famoso na televisão por acaso. Foi entrevistado pela trupe do Pânico na frente do estádio do Pacaembu, em São Paulo, no dia 29 de janeiro de 2009, data em que o ex-jogador Ronaldo, o Fenomeno, estreou pelo Corinthians.

Em vídeo nas redes sociais, o então produtor do programa Fábio Machado contou como Zina foi descoberto pela atração.

“O Alan, diretor, falou para mim: vai lá fazer um “fala povo” porque o Ronaldo vai estrear. Chegando lá, brinquei com um, brinquei com outro, entrevistamos umas 15 pessoas”, conta. “E tinha um cara lá sentado bem no cantinho, tomando refrigerante, meio que dormindo. Cheguei nele e falei: “Oi, grande! Você pode falar com a gente, dar um depoimento sobre o Ronaldo? O que você acha dele?’.”

Com a câmera focada no rosto e microfone aberto, o ex-humorista soltou uma única frase que se transformaria em seu bordão: “Ronaldo, brilha muito no Corinthians”. Entre repetições da frase e “salves” que enviava para seus amigos, foi nesse dia, por uma simples frase, que a vida de Zina mudou para sempre.

De banho tomado, roupa limpa e barba aparada, Zina contou como estava quando chegou na clínica de reabilitação.

“Entrei aqui já ‘pêgo’ na cocaína. ‘Tava’ muito cheiradão, louco, numa brisa danada”, lembra. “Eu ‘tava’ terrível, queria porque queria cheirar todo dia, sem parar. Virava 24 [horas] para 48, 48 para 96. Foram quatro dias diretos acordado, sem dormir. Só cheirando e bebendo pinga e cerveja”, diz.

Sentado na poltrona de uma das salas da clínica, com as pernas agitadas e fala repetitiva, o comediante se manifestou sobre o que deseja fazer quando receber alta.

“Eu queria ficar 'limpo' lá fora. Quero sair daqui e fazer um esforço para não usar drogas. Vou pedir a Deus para quando chegar em casa não usar”, diz. Voltar para casa, para a Xurupita, será uma viagem no tempo para o ex-humorista. Uma viagem em memórias e traumas de uma vida que tenta recuperar.

Tragédias familiares

Zina nasceu em Barueri, região metropolitana de São Paulo. Pouco tempo depois, se mudou com a família para o bairro do Rio Pequeno, na zona oeste da cidade, levando junto todas as dificuldades que uma pessoa necessitada pode ter.

O pai, José Maria Herédia da Silva, ajudante de pedreiro, morreu após um acidente de trabalho. Ele foi atingido pela queda de um muro que levantava quando Zina tinha apenas 3 anos. A mãe, Araci Pereira da Fonseca, passou parte da vida acamada em razão de forte depressão e diabetes. Morreu em 2015, vítima de um câncer no seio.

Coube aos demais irmãos trazer o sustento para a casa. “E assim foi indo a vida da gente. Não tinha água, não tinha luz. Para trazer um pacote de arroz para dentro de casa era uma luta”, contou ao Cleonice Pereira da Silva, uma das três irmãs de Zina, em entrevista exclusiva ao R7. Ela, inclusive, é quem está à frente nas tomadas de decisões sobre a saúde e internações do irmão.

Marcada por dificuldades, a família do ex-integrante do Pânico precisa ainda lidar com dores mais profundas: o desaparecimento do irmão mais velho, Lamartine Pereira da Silva. Ele está desaparecido desde 14 de outubro de 2009.

Na ONG Associação Desaparecidos do Brasil, há a informação sob em que condições o irmão de Zina estava quando sumiu. “Nunca apresentou anormalidades, porém, nos dias 11 a 14 de outubro de 2009, começou a escutar vozes, ter visões de animais e acreditar que havia pessoas o perseguindo para matá-lo”.

Cleonice contou que após o surto, Lamartine nunca mais foi visto pela família. “A gente está sempre atrás de informações, nunca deixamos de procurá-lo. Pensamos onde ele pode estar, o que está comendo... é como ter um irmão e ao mesmo tempo não ter. Sensação de vazio. A pessoa não se foi. Ela só desapareceu.”

Muito antes do desaparecimento de Lamartine, outra tragédia já havia atingido a família: a morte precoce de um outro irmão, Claudenir Pereira da Silva, com apenas 9 anos. O garoto foi atropelado por um ônibus.

“Eu era bem novinha, tinha uns 13 anos, lembro que o motorista parou para prestar socorro, mas, no hospital, ele não resistiu aos ferimentos. Minha mãe e todos os meus irmãos ficaram em choque”, relembrou Cleonice. “Zina e ele andavam sempre juntos. Eram muito amigos. Ele ficou muito triste quando o irmão morreu”, acrescentou.

Aprontando no colégio

Marcos da Silva Herédia foi uma criança alegre e brincalhona. O pai o apelidou de Zina porque era “bonitinho”, no entanto, era do tipo de criança que vivia aprontando na escolinha onde estudava.

Cleonice, que é dez anos mais velha que o irmão, ainda se lembra da professora chegando em casa com ele pelas mãos, dizendo que o menino era terrível. Repetiu a primeira série primária quatro vezes. Deu trabalho.

À medida que foi crescendo, Zina foi ficando um menino calado. Aos 15, 16 anos, já não participava mais do movimento da casa, passando a viver parte do dia na rua.

“Nessa época, acho que ele já tinha alguma coisa diferente. Mas como tivemos uma vida muito difícil, não dava para prestar atenção. Dizer: ‘olha, aquele menino anda muito quieto. Vamos investigar’”, diz Cleonice.

À essa altura, Dona Araci vivia sendo internada, fazendo com que os demais filhos fossem cuidados uns pelos outros.

O fogo e a esquizofrenia

Entre 2005 e 2006, ainda antes da fama, Zina sofreu um episódio de perda de realidade. O ex-integrante do Pânico passou a ver coisas estranhas em casa.

“Ele pegava o colchão da cama e ia para rua dizendo que a casa estava cheia de bichos. Andava para cima e para baixo com o colchão debaixo dos braços”, conta a irmã. “Dizia que os bichos estavam correndo atrás dele. Falava que tinha um monte de gente na casa enquanto só estávamos nós. Eram conversas que não tinham sentido.”

Zina quis vender a casa, mas a família não concordou. Certo dia, ele acabou colocando fogo em toda a casa.

“Foi nesse dia que vimos que tinha alguma coisa muito errada com ele. Além do incêndio, ele estava com os pulsos cortados e os olhos arregalados”, lembra Cleonice. “Corremos com ele para o hospital e lá os médicos fizeram diversos exames no meu irmão. Foi quando descobrimos que ele era portador de esquizofrenia.”

Sérgio Oliva Castilho, psicólogo especialista pela Universidade Federal de São Paulo em dependência química e saúde pública, que acompanha a internação de Zina, explicou o que é a doença.

“A esquizofrenia aparece na adolescência e início da idade adulta. Ela se apresenta como se um indivíduo tivesse uma mente à parte, fora do corpo dele. A pessoa começa a ter delírios e alucinações, tanto visuais como auditivas”, diz. “Ele pode achar que pessoas estão perseguindo ela. O paciente ainda escuta vozes que podem comandar seu comportamento sem que ele tenha ideia do que esteja fazendo.”

A descoberta da disfunção de Zina, aliada aos traumas e dificuldades de infância, ajudam a explicar seu comportamento na adolescência.

“Existe medicação para controlar a doença. A partir do momento que se começa a usar o tratamento medicamentoso, em poucas semanas a pessoa já tem um controle bom do quadro em geral. A pessoa precisa continuar tomando a medicação para que ela não tenha novos surtos”, explicou Mario Louzã, coordenador do Programa de Esquizofrenia do IPq (Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo).

“Existe aí um elemento agravante do quadro de esquizofrenia que é o uso de drogas”, alerta. “Do ponto de vista clínico, as drogas, em geral, são muito mais prejudiciais para quem já tem de base a doença.”Na clínica, Zina relembra o dia em que misturou os remédios com diversos entorpecentes.

“Uma vez eu tomei meus remédios, cheirei cocaína, bebi e fumei crack. Foi uma loucura dentro de mim”, conta. “Do nada comecei a gritar. Pensei que fosse perder a memória. Mas chegava o dia seguinte eu ia atrás dela [cocaína] de novo.”

Zina e o botijão de gás

Cleonice relembrou os períodos mais dramáticos vivido com o irmão. O pior, segundo ela, aconteceu anos atrás.

“Era tarde da noite. Ele chegou em casa bastante alterado e foi pedir dinheiro para os inquilinos que moram no mesmo terreno que o nosso”, relembra. “Foi uma confusão. Nesse dia eu quase vi a morte dele. Zina mexeu em um botijão de gás ameaçando explodir a casa.”

Golpes de faca sobre a mesa da cozinha, vidraças, portas e trincos quebrados mostrados por Cleonice também fizeram parte dessa noite, que ela ainda procura esquecer.

“Foi uma coisa assustadora. Ele meteu uma enxada na testa da minha cunhada e depois quebrou a janela dela”, diz Cleonice.

PlayStation
Se a vida de Zina é marcada por dificuldades, dependência em drogas e doença, há algo que nunca foi problema para ele. Na hora de trabalhar, nada de “corpo mole”. A lábia, o show e os bordões ajudaram Zina a se transformar em um ótimo vendedor.

Pela Santa Ifigênia, na região central de São Paulo, Zina já trabalhou como ‘puxador’ de loja. Vendia de tudo, principalmente consoles de videogame. “Ele não tem vergonha, não tem medo. Não aceita um não de um cliente. Quando vendia PlayStation, dizia que era da Priscilla Alcântara e do Yudi [ex-apresentadores infantis]. Vendia uns três, quatro por dia”, contou a irmã Cleonice, orgulhosa.

Em visita pelo local, outros ‘puxadores’ confirmaram o talento de Zina para o comércio. No entanto, terminada a jornada de trabalho, o ex-comediante costumava se dirigir para a rua dos Andradas, também na região central da cidade, onde andava de bar em bar bebendo cerveja e oferecendo às pessoas a chance de uma foto com ele em troca de dinheiro.

“Ele pedia R$ 5, R$ 10. Gostava da cerveja bem gelada”, contou um atendente de uma lanchonete. A história foi repetida por dois outros funcionários de dois outros bares. “Ele sempre passava aqui”, disse um deles.

Antes de ir para o comércio de rua, Zina já atuou como ajudante de pedreiro fazendo massa e carregando blocos de concreto. Cuidava de jardins, de carros estacionados em feiras públicas e foi também vendedor de balas em trens na grande São Paulo. “Para ele não tem tempo ruim. Se focar, ele faz”, acrescentou a irmã.

Psicólogos, terapeutas e afins

Na clínica onde está internado, Zina obedece a rotina do local. Acorda todos os dias às 8h. Às 8h30 toma café da manhã para logo em seguida partir para a laborterapia.

“É a hora que ele tem para limpar o quarto. Ele também faz pequenos serviços, como recolher o próprio lixo, limpar o corredor dele, tudo para que ele se reorganize”, conta o médico Sergio Castillo. “A desorganização é algo muito típico da pessoa portadora de esquizofrenia.”

O tratamento de Zina segue com acompanhamento de psicólogos, terapias individuais e em grupo e atividades lúdicas com materiais de arte. “A gente pede para que ele expresse sentimentos por meio de pinturas e tarefas com papel crepom, porque ele tem os afetos muito prejudicados”, explicou Castillo.

Edu Garcia/R7 - 31.01.2018

Zina durante conversa com a equipe médica da clínica onde está internado, no interior de São Paulo 

“Hoje ele está um pouco mais adaptado. Segundo conversa que tive com a família, Zina foi um menino muito solitário, sem amigos. Acredito que ali ele já tivesse uma pouco de distimia [um tipo de tristeza de longa duração], baixa autoestima e uma depressão leve”, concluiu o médico.

Depois da limpeza, Zina almoça, tem duas horas de descanso e recreação livre. A mesa de bilhar é a que mais gosta. E ele leva jeito para o jogo.

Desafiado pelo R7 a “matar” uma bola de difícil posicionamento, o ex-comediante pegou o taco, se preparou e, como se fosse um aluno aplicado do célebre Rui Chapéu, encaçapou a bola, deixando todos impressionados.

Os meses de glória na TV

O jeito diferente e simples de Zina despertou a atenção do Pânico logo após a descoberta dele. Contratado pela Rede TV! com carteira assinada e salário de R$ 2 mil, o ex-humorista conheceu famosos, inclusive o personagem que o ajudou a brilhar.

“Conheci o Ronaldo no Pacaembu. Acabou o jogo, me levaram para o vestiário para gravar ‘Zina vista Ronaldo’. Ele me deu uma camisa original do Corinthians”, relembra Zina com alegria.

Pelé, Petkovi?, Adriano Imperador, Luís Fabiano, Kaká, entre tantas outras estrelas do futebol, da mesma forma, foram apresentadas a ele.

Nessa época, Zina ainda foi presenteado pelo programa com uma casa própria, toda mobiliada, dada pelo empresário Amilcare Dallevo, presidente da RedeTV!.

O bairro da Xurupita, na zona norte da capital paulista, parou para acompanhar a entrega das chaves. Teve festa, chuva de papel e até música ao vivo com um show do Exaltasamba.

Daniel Peixoto, o Alfinete, foi quem mais conviveu com Zina no Pânico. Ele contou que as matérias que fizeram juntos, todas surgiam da vontade do ex-comediante.

“Tínhamos um trato todo especial com ele. Zina era acompanhado por duas produtoras que constantemente conversaram com ele”, relembra. “Fazíamos tudo de acordo com o ritmo dele. Se por algum motivo ele não quisesse gravar, a gente não gravava. Sabendo da doença dele, a gente procurava deixar ele sempre bastante à vontade.”

Triste ao saber desta nova internação, Alfinete lamentou e descreveu quem é Marco da Silva Herédia.

“Zina é um cara que o Brasil inteiro gostou dele. Nada mais justo fazer com que as pessoas mandem pensamento positivo para ele nessa hora. Ele é um cara que merece ter uma vida digna e não merece tudo o que está acontecendo com ele”, diz. “Ele não é um cara do mal, pelo contrário, tem um grande coração. Tudo o que aconteceu com ele aconteceu porque ele foi induzido. E reforço: quem mandar pensamento positivo para ele já é um bom começo.”

Atrás das grades

Em janeiro de 2010, Marcos da Silva Herédia foi detido na região de Parada de Taipas, na zona norte de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, Zina teria disparado diversas vezes para o alto em um matagal da região. Com a chamada da Polícia Militar, ele foi flagrado com um revólver calibre 38 com a numeração raspada.


A irmã Cleonice é a responsável pelos cuidados de Zina 

Zina assumiu que pagou R$ 700 pela arma. Ficou preso por 20 dias do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros e depois solto. O episódio foi suficiente para que o então humorista fosse afastado do Pânico.

Ainda assim, ele ainda continuou contratado por alguns anos e recebendo o mesmo salário de quando estava no ar.

Em julho de 2012, outro problema levou Zina de volta para a cadeia. Ele foi preso por roubar uma garrafa de cachaça, segundo o dono de um bar. Desta vez, foram três meses de prisão.

Como ele já tomava medicação controlada e assistida, o ex-comediante ficou detido novamente no CDP de Pinheiros, mas na ala da Saúde, onde fica a enfermaria.

Na clínica, Zina se diz cansado. “Essa aqui é a décima internação minha. Já estou cansado disso. Minha cabeça está explodindo de tanto passar por clínicas. Eu sinto vontade de trabalhar. Entrou nesse negócio de droga, é difícil parar. Entrar é fácil, sair é difícil”, sente. E acrescentou: “eu já cheguei a ficar cinco dias limpo em casa, sem usar droga. Depois me deu uma vontade danada de usar”, lamenta.

“Não quero meu mal”

Mesmo esgotada com toneladas de preocupações com o irmão, Cleonice Pereira da Silva não desanima. Ela disse que ainda tem esperanças de que Zina possa melhorar e um dia levar uma vida mais tranquila.

“Gostaria que essa fosse a última internação. Não quero que nada de mal aconteça com ele. Ele pode ter uma overdose, matar alguém”, diz. “Tudo o que faço é só para o bem dele.”

Do outro lado, lá na clínica, Zina também deseja o mesmo. “Quero ficar limpo. Não quero o meu mal”, finalizou. 



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