WhatsApp Twuitter

Quinta, 17 de agosto de 2017, 11h04

operação convescote

Funcionário da Faespe faz delação e deixa cadeia

Celly Silva, repórter do GD


O funcionário da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) Hallan Gonçalves de Freitas, réu na operação Convescote, firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Estadual (MPE) e, por causa disso, obteve a revogação de sua prisão, na tarde desta quarta-feira (16). Ele estava preso desde o dia 20 de junho, quando a operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). 

Reprodução

Hallan Gonçalves

Conforme apurou o Gazeta Digital, o termo de colaboração foi homologado na terça-feira (15), pela juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, um dia antes dela expedir o decreto de soltura de Hallan. O processo corre em segredo de justiça.

Segundo apontam as investigações, Hallan Gonçalves foi flagrado pelos agentes do Gaeco diversas vezes no escritório da Faespe, localizado no edifício Maruanã, em Cuiabá, e também em encontros com o servidor do Tribunal de Contas do Estado Cláudio Roberto Borges Sassioto, no local de trabalho deste, além da agência do Sicoob no TCE, onde sacava valores que eram repassados ao outro réu.

Leia também - Gaeco segue passos e flagra encontros 'espúrios' entre presos - Veja fotos

Ele também é dono da empresa de fachada H.G. de Freitas ME, usada pela suposta organização criminosa para desviar dinheiro que era pago pela Faespe, que por sua vez, recebia quantias milionárias de órgãos públicos, por meio de convênios de prestação de serviços que eram em boa parte, fraudados, ou seja, não eram prestados em sua totalidade, mas contavam com a certificação de servidores dos órgãos contratantes.

Convescote

A primeira fase da operação ocorreu no dia 20 de junho, quando foram cumpridos 11 mandados de prisão temporária, 16 ordens de buscas e apreensões e 4 conduções coercitivas.

No dia 30 daquele mês, a segunda fase foi deflagrada com o cumprimento de 13 mandados de condução coercitiva e busca e apreensão, todos expedidos pela Vara Especializada do Crime Organizado da Capital.

A operação desarticulou uma organização criminosa composta por funcionários da Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (Faespe) para saquear os cofres públicos. As investigações apontam que a fundação tinha contratos com a Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Prefeitura de Rondonópolis e Secretaria de Estado de Infraestrutura.

De 2011 para cá, a Faespe recebeu mais de R$ 70 milhões em contratos com esses clientes. Por enquanto, as investigações já constaram desvio de pelo menos R$ 3 milhões, mas o Gaeco estima que o rombo possa ser de até 10 vezes mais em relação ao valor já apurado até o momento.

Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato, lavagem de capitais e corrupção ativa. 



// matérias relacionadas

Quinta, 09 de novembro de 2017

11:35 - Juíza devolve celulares e livra réus por corrupção de usar tornozeleiras

Segunda, 06 de novembro de 2017

14:27 - Sakamoto nega liberdade a PM que vazou informações do Gaeco

Sexta, 27 de outubro de 2017

18:38 - Juíza revoga prisão de 2 'laranjas' em esquema e retira tornozeleiras

Terça, 17 de outubro de 2017

15:02 - Juíza nega liberdade a policial que vazou informações do Gaeco

Segunda, 16 de outubro de 2017

09:04 - Zaque abre inquérito e apura fraudes entre Unemat e Faespe

Sexta, 15 de setembro de 2017

17:39 - Policial do Gaeco é preso por vazar informações da Operação Convescote

Quarta, 13 de setembro de 2017

09:54 - Frentista 'laranja' em fraude da Faespe se livra de tornozeleira

Segunda, 11 de setembro de 2017

12:10 - Sakamoto manda soltar o 2 últimos presos por fraudes milionárias

Quarta, 06 de setembro de 2017

15:28 - TJ manda soltar servidor do TCE considerado líder de esquema na Faespe

Terça, 05 de setembro de 2017

16:51 - Juíza nega retirar tornozeleira de 'laranja' da Faespe


// leia também

Domingo, 19 de novembro de 2017

13:13 - Assaí terá que pagar R$ 10 mil em multa por cada funcionário assediado

08:55 - Juíza concede mais 10 dias de prazo aos réus por fraudes na Seduc

Sábado, 18 de novembro de 2017

08:00 - Delação de Pedro Nadaf cita aliados de Silval, de Taques e deputados

Sexta, 17 de novembro de 2017

16:27 - Ministro nega liberdade a acusado de fraudar processo da morte de juiz

14:33 - Justiça condena 4 ex-servidores da Sefaz envolvidos na 'máfia do fisco'

12:05 - TJ manda Estado incorporar perdas da URV aos salários de investigadores

10:34 - Maior parte da delação sigilosa de Nadaf está na 7ª Vara Criminal

Quinta, 16 de novembro de 2017

18:26 - Cerca de 2 mil advogados de MT podem ser suspensos por inadimplência junto à OAB

16:33 - TJ não obriga Pedro Taques aposentar Antonio Joaquim do TCE

15:50 - TJ nega recurso do MPE e não afasta prefeita e deputado em MT