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Quarta, 06 de setembro de 2017, 16h40

Grampos ilegais

Secretário é interrogado por 6 horas após suspeita de atrapalhar investigação

Karine Miranda, repórter do GD


O secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, foi interrogado por aproximadamente seis horas, na manhã desta quarta-feira (6), no inquérito conduzido pelo Tribunal de Justiça (TJ) que apura o esquema de escutas clandestinas operado por um núcleo da Polícia Militar.

O interrogatório foi feito pela delegada da Polícia Civil, Ana Cristina Feldner, responsável por comandar a investigação. A decisão de investigar o secretário foi do desembargador do TJ, Orlando de Almeida Perri, que atendeu a representação do promotor de Justiça, Mauro Zaque, que denunciou o esquema dos grampos ilegais.

Chico Ferreira

Jarbas prestou depoimento por seis horas

Leia mais - Perri determina investigação contra secretário Jarbas

No interrogatório, Jarbas teve de se explicar sobre a suspeita de que teria tentado atrapalhar e intimidar as equipes envolvidas na investigação de Feldner na apuração do caso dos grampos.

Isto porque, antes mesmo da instauração de qualquer procedimento, administrativo ou criminal, o secretário resolveu convocar a delegada Alana Cardoso para prestar esclarecimentos, em maio deste ano.

Alana foi a responsável pela condução da ‘Operação Forti’, supostamente utilizada como pretexto para a inclusão de números na interceptação telefônica através da modalidade “barriga de aluguel”, que teve como alvo a ex-amante do ex- secretário Paulo Taques, Tatiane Sangalli, interceptada a pedido do próprio Taques.

O intuito das perguntas feitas por Jarbas a Alana seria o de investigar, por via oblíqua, a participação e a conduta do promotor Mauro Zaque, de modo a encontrar indícios para desqualificar a denúncia que ele fez à Procuradoria Geral da República sobre a existência dos grampos ilegais.

Além disso, Jarbas teria tentado intimidar os envolvidos na investigação. Isto porque ele determinou que a Polícia Civil repassasse uma cópia de uma investigação sigilosa ao ex-secretário Paulo Taques, bem como permitiu que o governador Pedro Taques tivesse acesso a tudo que as investigações vinham apurando.



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