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Quarta, 13 de setembro de 2017, 09h57

desembargador confirma

STF desmembra delação do ex-governador Silval em vários inquéritos

Janaiara Soares, repórter do GD


O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargador Márcio Vidal, afirmou que já chegou ao seu conhecimento o desmembramento da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) pelo ministro Luiz Fux do Supremo Tribunal Federal (STF) o que deve resultar em várias investigações envolvendo agentes públicos e políticos sem mandato e também autoridades com prerrogativa de foro. Com a separação, as investigações serão autorizadas em diferentes instâncias do Judiciário.

“Esses inquéritos já foram desmembrados. A quem não tem competência de foro já foi encaminhado a quem competia e tem autoridade para isso. Não é de um dia para outro que será julgado, tem que se aguardar o trabalho”, disse o desembargador em entrevista à Rádio Capital FM.

Divulgação/ TJMT

Márcio Vidal

O magistrado afirma que o TRE enviou um ofício à Procuradoria Regional Eleitoral com o intuito de instaurar uma investigação que pode culminar na cassação dos políticos com cargos públicos que foram acusados por Silval Barbosa de receberem propina para uso indevido em campanhas eleitorais, o que é considerado caixa 2.

“O TRE-MT já tomou providência nesse caso específico divulgado pela imprensa. Já oficiamos a Procuradoria Regional Eleitoral para providências cabíveis. O órgão vai examinar e se houver provas eventualmente vai propor ações, inclusive eventualmente para uma possível inelegibilidade, cassação. A PRE vai fazer essa análise e vai determinar o que pode ser feito”, relatou o desembargador.

Na delação bomba do peemedebista homologada pelo Supremo, existem vídeos e áudios de deputados estaduais e ex-deputados recebendo e negociando e recebendo propinas. No total, 15 dos 24 deputados da atual legislatura foram citados, além 3 ex-depuatdos que hoje são prefeitos eleitos no pleito de 2016.

“No conjunto tem várias ações. Tem ação de probidade, ações penais, e também no campo eleitoral. Se houve um ato indigno que vá respingar no sistema eleitoral, isso caberá a Procuradoria Regional Eleitoral verificar”, informa o magistrado.



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