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Quarta, 13 de setembro de 2017, 16h57

23 anos de prisão

Justiça condena homem que matou o pai de suplente de vereador

Karine Miranda, repórter do GD


O juiz da 4ª Vara Criminal de Cuiabá, Lídio Modesto da Silva Filho, condenou Edicarlos de Farias Silveira a 23 anos e 4 meses de prisão pelo crime de latrocínio contra Custódio Alves Pereira, pai do suplente de vereador Júlio da Power (PTdoB).

O crime aconteceu em dia 28 de setembro de 2016 no bairro Sol Nascente, em Cuiabá, durante um ato político de Júlio da Power. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), Edicarlos abordou candidato Julio da Power e tentou roubar um anel, sua pulseira de ouro e o relógio de pulso.

Otmar de Oliveira

Edicarlos de Farias Silveira

Ao ver a cena, seu pai reagiu ao assalto e foi alvejado por cinco disparos de arma de fogo enquanto Julio foi ferido por dois disparos. O suspeito fugiu em uma motocicleta e foi localizado em Mato Grosso do Sul, onde estava escondido na casa de parentes.

Ainda segundo MPE, Julio reconheceu Edicarlos como sendo o autor dos crimes “chegando a vítima a se emocionar a ponto de chorar na data de seu depoimento ao lembrar-se do momento terrível que passou”.

Em sua defesa, Edicarlos afirmou que não praticou o crime, pois na data dos fatos encontrava-se dentro de casa cuidando de suas filhas. No entanto, a própria testemunha de defesa indicada por ele afirmou que, no momento do crime, Edicarlos se “encontrava na frente da mercearia tomando refrigerante”.

"Portanto, é notória a contradição existente entre as afirmações do réu e suas testemunhas de defesa, que trouxeram versões distintas e contraditórias, não merecendo credibilidade quando analisadas em conjunto com as afirmações das testemunhas de acusação, que de maneira segura e uníssona dos fatos, trazem a mesma versão do ocorrido", disse o magistrado.

Diante do caso, o magistrado reforçou que houve o reconhecimento “inabalável” por parte da vítima e testemunhas de acusação, bem como denuncias anônimas que apontaram Edicarlos como autor do crime, além de sua localização.

Posto isso, determinou a condenação de Edicarlos a 23 anos e 4 meses de prisão, em regime inicialmente fechado. “Pelo exposto, nota-se que há nos autos mais do que indícios, há provas eficientes de que Edicarlos praticou os delitos e este tentou subtraiu objetos de valor de Júlio e ceifou a vida da vítima Custódio, sendo certo que o risco do resultado morte foi assumido por este, uma vez que dedicou-se a assaltar a vítima, utilizando-se de arma de fogo.”, disse.

Com a decisão, Edicarlos permanece detido na Penitenciária Central do Estado (PCE), no Bairro Pascoal Ramos.



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