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Quarta, 05 de setembro de 2018, 10h59

caravana da transformação

Luiz Soares depõe ao MP sobre irregularidades em contrato para cirurgias - vídeos

Pablo Rodrigo, repórter do GD


O secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares, prestou depoimento nesta quarta-feira (5) ao promotor de Justiça de Mato Grosso, Mauro Zaque, responsável pelas investigações do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público de Cuiabá. Zaque apura supostas irregularidades em cirurgias oftalmológicas pagas pelo Estado que não teriam sido realizadas durante a Caravana da Transformação.

João Vieira

Soares e diversos servidores da Pasta estão sendo ouvidos pelo Ministério Público após a deflagração da Operação Catarata, que cumpriu mandados de busca e apreensão na última segunda-feira (3), em Cuiabá e São Paulo.

Leia também - Secretário diz que MP se baseou em 'equívocos' para deflagrar operação

Agentes do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) apreenderam computadores e documentos na secretaria de Estado de Saúde (SES) e na sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Já em Ribeirão Preto, a sede da empresa 20/20 foi alvo de busca e apreensão. O contrato entre o Estado e empresa é de cerca de R$ 50 milhões.

Os mandados foram autorizados pela juíza Célia Vidotti em ação cautelar proposta pelo Ministério Público. Foi decretada ainda a indisponibilidade de bens de Luiz Soares, e do proprietário da empresa.

A magistrada também acatou o pedido do MPE e determinou a suspensão do contrato e o pagamento de quaisquer valores à empresa responsável pelos serviços de oftalmologia.

Conforme as investigações, só na etapa Cuiabá, diversas irregularidades foram detectadas, como pacientes que teriam feito a cirurgia de catarata de apenas um olho, porém, era lançado que o procedimento cirúrgico teria sido feito nos dois olhos. O MPE chegou a detectar caso em que o paciente não teria realizado nenhuma cirurgia, mas aparecem nos relatórios como beneficiário da ação do governo.

Ainda de acordo com as investigações, o controle da quantidade de cirurgias realizadas durante a Caravana seria feito pela própria empresa, ou seja, ela apresentava a quantidade de cirurgia realizadas e o governo efetuava os pagamentos sem ter nenhum acompanhamento e fiscalização.

O secretário não falou com os repórteres que o esperavam na sede das promotorias.

Outro Lado

Por meio de nota o Estado garante que todos os procedimentos oftalmológicos realizados na Caravana da Transformação são rigorosamente regulados e auditados.

“O Governo do Estado de Mato Grosso informa que está prestando todas as informações necessárias ao Ministério Público Estadual sobre o contrato da Caravana da Transformação e que irá recorrer da decisão que suspendeu o referido contrato”, afirma trecho do documento.

A Caravana da Transformação iniciou em 2016 e teria realizado 88.171 consultas e 66.409 cirurgias oftalmológicas. No total, foram atendidas mais de 350 mil pessoas em serviços de cidadania ao longo de todas as edições.

“O Governo do Estado reitera a lisura e transparência em todos os contratos envolvendo a Caravana da Transformação e se coloca à disposição para prestar todos os esclarecimentos à Justiça”. 

               

 

              



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