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Segunda, 10 de setembro de 2018, 13h20

Política de MT

Mauro Mendes paga 44% das dívidas e pede fim de recuperação judicial

Arthur Santos da Silva, repórter do GD


O Grupo Bipar, que pertence ao candidato a governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), requisitou no dia 3 de setembro o encerramento de sua recuperação judicial. A juíza Anglisey Oliveira, da 1ª Vara Cível de Cuiabá, decidirá sobre o processo.

Chico Ferreira

Mauro Mendes

A recuperação judicial foi autorizada em 2015, ocasião em que as empresas acumulavam cerca de R$ 126 milhões em dívidas. O plano para a repactuação dos débitos foi homologado em 2016.

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“A recuperação judicial começou há 3 anos e o plano foi homologado há cerca de dois anos. Nesse período, a minha empresa pagou contas e quitou fornecedores. Agora em setembro, que completamos dois anos da medida, já poderemos sair da recuperação judicial. Conseguimos dar a volta por cima, graças a Deus e graças a muito trabalho feito pela nossa equipe. Trabalhamos muito e conseguimos nos recuperar”, declarou Mauro

Até o momento, 44% dos débitos já foram quitados. Consta no requerimento que, de acordo com a legislação, quando a empresa/grupo cumpre as obrigações que venceram em até dois anos, passa a ter direito de sair da recuperação judicial.

“Frente ao exposto, é de ser judicialmente reconhecido que o plano de recuperação judicial foi cumprido no que diz respeito às obrigações exigíveis vencidas no prazo de dois anos da concessão da recuperação judicial, nos termos do artigo 61 da Lei n. 11.101/2005, e, com base no artigo 63 da referida lei, decretado o encerramento da recuperação judicial das empresas do Grupo Bipar”, diz trecho do pedido.

Plano cumprido

A crise na do grupo começou em 2014. As empresas tinham uma expectativa de faturamento de R$ 440 milhões, em razão de grandes contratos em Mato Grosso, Rondônia, Acre e Piauí.

Porém, tal cifra não foi atingida por vários fatores, entre eles a demora para receber um aditivo de R$ 55 milhões junto à empresa Matrinchã Transmissora de Energia, que só foi pago em dezembro do ano seguinte.

O fator crucial, segundo Mauro Mendes, foi a deflagração da Operação Ararath, em que ele foi alvo de busca e apreensão.

“Quinze dias depois da operação, todos os bancos cortaram o crédito de todas as minhas empresas. Nós estávamos comprando máquinas, comprando equipamentos, iniciando obras, fazendo uma série de investimentos. Tínhamos garantido o crédito bancário, mas perdemos o crédito por conta disso. E aí ficamos em uma dificuldade muito grande, justamente no momento em que esse crédito deveria ser ampliado, para fazer frente ao crescimento da demanda”.

Por conta da perda do crédito e do comprometimento dos cronogramas de obras e entregas, o grupo acabou por faturar R$ 321,7 milhões dos R$ 440 milhões previstos, fechando o ano com prejuízo contábil e financeiro.



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