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Quinta, 13 de setembro de 2018, 17h16

Defesa diz que Maggi não apagou mensagens de celular e que PF pode ter forjado provas

Karine Miranda, repórter do GD


A defesa do ministro da Agricultura Blairo Maggi protocolou nesta quinta-feira (13), no Supremo Tribunal Federal (STF), uma perícia complementar do Instituto Brasileiro de Peritos que atestaria que o ministro não apagou mensagens dos celulares que foram apreendidos por agentes da Polícia Federal (PF) durante a 12ª fase da Operação Ararath, denominada Malebolge.

João Vieira

Defesa diz que Maggi apagou mensagens de celular e que PF pode ter forjado provas

Maggi foi um dos alvos da operação, que ocorreu em setembro de 2017, por supostos crimes cometidos na época em que era governador de Mato Grosso, em 2009. Após a operação, a PF apontou que as mensagens foram apagadas de maneira remota, a partir de outro dispositivo.

Leia mais - Perícia da PF confirma mensagens apagadas do celular de Blairo após apreensão

Na perícia complementar, assinada por 4 peritos, foram avaliados os registros e o funcionamento do aplicativo "WhatsApp", a metodologia utilizada pela (PF) para realizar a coleta de dados nos 3 aparelhos apreendidos, assim como os laudos emitidos pela polícia.

Conforme a perícia, os laudos apontaram que não foi identificada qualquer sessão de “WhatsApp Web”, que permitisse o acesso remoto às mensagens, através de um computador, aos celulares apreendidos. Além disso, aponta que, caso as mensagens fossem apagadas remotamente, iria constar um alerta "Esta mensagem foi apagada" nas conversas.

No entanto, o próprio laudo da PF diz que "não é possível determinar quando as deleções ocorreram”, segundo a perícia. “O perito informa que há indícios de deleção, porém não apresenta qualquer evidência sobre a autoria ou origem da deleção das mensagens e nem se elas ocorreram local ou remotamente”, diz trecho da perícia.

Ainda segundo a perícia, as informações prestadas nos laudos da PF demonstrariam que os aparelhos foram mantidos ligados após a apreensão, “desrespeitando procedimento recomendado pela Polícia Federal e consequentemente a higidez da evidência”, diz trecho da documento.

Por essa razão, a perícia conclui que, se as mensagens foram apagadas, o ato ocorreu horas depois da operação, com os celulares já em posse da polícia. “Caso tenha ocorrida, é a deleção física, mediante procedimentos locais, isto é, após a apreensão do aparelho celular”, diz trecho da perícia.

Outro lado – Conforme a defesa de Maggi, o advogado Fábio Galindo, o fato é gravíssimo e merece imediata apuração, uma vez que o caso revela possível e erro de procedimentos ou a prova forjada.

“Acredito que a Procuradoria-Geral da República, sempre firme no cumprimento de seu dever, vai instaurar a competente investigação e apurar a autoria e circunstâncias desse gravíssimo fato. Um fato dessa natureza inegavelmente coloca em xeque a investigação, sendo fundamental que se esclareça rapidamente o ocorrido”.(Com informações do Estadão)



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