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Quinta, 24 de agosto de 2017, 10h05

GASTRONOMIA

Gostosuras que refrescam e ainda alimentam

Rita Comini, editora de A Gazeta


Sorvetes Alaska

Sorvetes Alaska completa na próxima semana (dia 28) 38 anos de funcionamento. Desde que o primeiro ponto foi aberto em 1979, na avenida Couto Magalhães, em Várzea Grande, muita coisa mudou.

O maquinário, as instalações, o volume de sorvete produzido. Hoje, os números são grandiosos. Há 2,5 anos instalada no Distrito Industrial, num terreno de 7 mil metros quadrados e 4.100 m2 de área construída, a fábrica opera com 60 funcionários e produz entre 150 e 200 mil litros de sorvete por mês.

É a maior fábrica de sorvetes de Mato Grosso. Faz 182 produtos diferentes, sendo 60 sabores só de caixa de 10 litros, sem falar nas embalagens individuais, nos potes de vários tamanhos, nas linhas de sobremesas, dietéticos, sem lactose, fit e muito mais.

 

Taça premium da Sorvetes Alaska, que vai completar 38 anos

Alaska fabrica 183 tipos de produtos diferentes em embalagens de vários tamanhos

Conversando com o filho

A ideia de montar uma sorveteria nasceu numa conversa despretensiosa entre pai e filho, enquanto saboreavam um sorvete. Adilson Adena, o proprietário, conta que veio para Cuiabá em 1976. Era advogado e enfrentava as dificuldades de início de carreira. Então, seu pai, durante uma visita, sugeriu que montasse uma sorveteria. Não só, sugeriu, como comprou as máquinas italianas em São Paulo.

“Pagou 10% do valor e me disse para quitar o restante da dívida. Montei a sorveteria e o sucesso foi imediato”, conta. Em 90 dias, abriu a segunda unidade na Pedro Celestino, ao lado do Cine Bandeirantes.

Ao longo desses anos, chegou a ter 11 lojas próprias em Cuiabá e Várzea Grande - hoje, são quatro nas mãos da família e outras oito franqueadas. No entanto, são mais de mil pontos de vendas em todo o Estado. Apaixonado por sorvetes, Adilson conta que saboreia um todos os dias depois do almoço.

Além dos sabores clássicos, as novidades não param. A engenheira de alimentos da fábrica, Marina Rebelato Padotti, destaca a linha de sobremesas que está sendo lançada - churros, limão siciliano, choco maltine, banana caramelizada.

Aponta as linhas diet com quatro sabores e a sem lactose com cinco; e a fit - de açaí e maracujá, ambos sem gordura e com baixa caloria.

A ideia -  Sorvete é uma invenção da antiga civilização chinesa há mais de 4000 anos. Tudo começou com uma espécie de doce gelado feito com neve, leite, suco de frutas e mel.

A primeira - Em 1670, o siciliano Francisco Procópio abriu em Paris (França) um café que vendia sorvete. E foi assim que surgiu a primeira sorveteria da história.

Nevaska Sorveteria

Outra empresa que vem escrevendo uma história de sucesso é a Nevaska Sorveteria, aberta há 16 anos. Seu proprietário, Euclides da Silva, tem alma de sorveteiro.

Começou nas extintas sorveterias Pinguim (Seror) e Antártida, onde ficou por anos a fio. “A massa básica é a mesma e tem coisas que nem preciso pesar, coloco ‘no olho’ e não tem erro”, revela.

O mais engraçado é que ele não gosta de sorvetes, só prova para ver se as receitas estão no ponto desejado.

E as invenções são muitas. Ele garante que qualquer coisa pode virar sorvete, frutas, legumes, verduras. Já testou até sorvete de alface.

Fez um de batata doce, desenvolvido com profissionais do curso de engenharia de alimentos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). 

Na Nevaska, os sorvetes são servidos de forma generosa

Com três bolas de sorvete, a banana split é a maior da casa

Inventando receitas

Ao lado da mulher, Gilda Winter, Euclides vai criando e introduzindo novidades. “Tem frutas que não têm sabor. Maçã, por exemplo, é difícil. Estamos testando um sorvete de maçã com pimenta, mas ainda não chegamos a um resultado satisfatório”, revelam, contando que já usaram maçã verde, vermelha, cozida, crua, com casca, sem casca.

Tem o de suco verde que leva couve, maracujá, laranja e limão. O de tangerina, que é uma delícia, assim como o de laranja, sabores difíceis de fazer.

Eles contam que já chegaram a ter 62 sabores, mas reduziram um pouco porque não conseguiam divulgar tudo no quadro e alguns sabores acabavam “esquecidos” no freezer e acabavam sendo descartados.
Como todos os ingredientes são frescos e não há adição de produtos químicos, a durabilidade dos sorvetes é mais curta. Para resolver o problema, Gilda conta que vão instalar um painel eletrônico.

Quando a sorveteria fez 15 anos, foi criado o de furundu, que permanece até hoje. “O sabor limão foi encomendado por um bar de Chapada dos Guimarães para ser usado na caipiríssima. Punham duas bolas de sorvete no copo, vodka e pronto”, conta Euclides de forma divertida.

Os novos sabores vão sendo criados assim, uma ideia aqui, outra acolá, um cliente sugere, outro dá palpite, prova, avalia...

Caso do Bariloche, que leva castanha de caju, chocolate meio amargo, doce de leite e passas, sugestão de uma cliente, e que se tornou um sucesso de vendas. O brownie com leite ninho também é muito pedido.

Entre as taças, comidas primeiramente com os olhos, destaque para a banana split, maior da casa; e a Nevaska, que leva sorvete, frutas em pedaços, castanha-de-cajú, cobertura de menta, chantilly, cereja e biscoito.

Aliás, na Nevaska não tem miséria. As bolas de sorvetes são generosas, grandes mesmo. Segundo Euclides, os clientes gostam assim e ele segue o mesmo espírito das casas onde trabalhou antes. Até mesmo, quando clientes em dúvida pedem para provar, a quantidade oferecida está longe de ser uma provinha.

Made in EUA - As três receitas mais famosas de sorvete são americanas. Sundae, banana split e ice cream soda fazem sucesso até hoje e são símbolos culturais do país.

Mi Paleteria Picolés Mexicanos

Fartas também são as paletas da Mi Paleteria Picolés Mexicanos, aberta em agosto de 2014, em meio ao “boom” das paletas no Brasil. Logo na sequência, muitas casas do gênero foram abertas em Cuiabá, mas poucas sobreviveram.

A Mi Paleteria foi uma das que ficou e continua se destacando por oferecer produtos de qualidade, feitos de forma artesanal, sem aditivos, saborizantes, conservantes e/ou corantes.

O empresário Osvane Ramos faz questão de ressaltar que a paleta não morreu e que o fato de ter produção própria garante o sucesso de seus picolés.

“Não usamos nada industrializado, todos os ingredientes são feitos por nós, o brigadeiro, o beijinho. As únicas coisas que não produzimos são a nutela, o leite condensado e o doce de leite”, reforça. 

Paleta de creme mexicano e brigadeiro, tudo produzido aqui

Grand gateau da Mi Paleteria leva ganache de chocolate, castanha, morango e uma paleta de creme mexicano

Criando sabores

Antes de abrir a casa, Osvane fez curso na Cidade do México para aprender o preparo da base do picolé, o creme mexicano, utilizado em todos os sabores, menos nos frutados. “As receitas têm proporções exatas, tudo é pesado, conferido, qualquer quantidade a mais ou a menos compromete o resultado final”, esclarece. Assim, a criação de novos sabores é um longo processo. Muitas vezes começa com sugestões dos clientes.

“O consumidor quer sempre novidade”, constata. Ciente disso, a cada seis meses apresenta novidades.
Neste mês de agosto, foram lançados o cheese cake de morango, coco queimado e mousse de maracujá com leite condensado. Em setembro, devem chegar as paletas regionais de pequi, bocaiuva e mangaba, que estão em fase de finalização e testes.

Os sabores mais vendidos são creme mexicano com nutela, com brigadeiro, chocolate belga com beijinho, morango com leite condensado, creme mexicano com doce de leite.

Outro destaque é o grand gateau - ganache de chocolate, castanha, morango in natura e uma paleta de creme mexicano. A Mi Paleteria tem também o sabor detox e o belga zero, ambos diets.

A produção, liderada pela mulher de Osvane, Yuli Ramos, é feita mediante demanda. Além da loja em Cuiabá, são muitos pontos de vendas na Capital e no interior, num raio de aproximadamente 200 km. O empresário destaca que os pontos de venda recebem os produtos sempre fresquinhos e que está sempre pronto a atender novos empreendimentos interessados em comercializar as paletas.

Na loja, as paletas têm 123g, mas para os pontos de vendas é produzida uma opção XS, de 80g e 90g (recheadas), oferecidas também para festas de aniversários, casamentos, eventos corporativos, etc. A partir de 100 unidades, a empresa disponibiliza carrinho.

A casa tem ainda serviço de entrega, acima de três unidades (cobra taxa de entrega que varia de R$ 5 a R$ 10, dependendo da localização).

Fotos - Divulgação e Chico Ferreira                     *Página semanal com atualização às quintas-feiras

 

 

 



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