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Sábado, 09 de setembro de 2017, 12h12

dinheiro no paletó

'Quiseram se prevalecer pelo fato de eu ser prefeito', diz Emanuel sobre delação

Celly Silva, repórter do GD


Em sua primeira aparição pública após ter sido mostrado em rede nacional em um vídeo onde aparece enchendo os bolsos de maços de dinheiro recebido das mãos do ex-chefe de gabinete na gestão Silval Barbosa (PMDB), dentro do Palácio Paiaguás, o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) evitou dar explicações sobre o que teria de fato ocorrido naquela ocasião, já que afirma que o vídeo foi mostrado fora de seu real contexto. 

Reprodução

Emanuel Pinheiro foi gravado recebendo dinheiro que Silval Barbosa afirma ser propina

“A imagem está fora de contexto e é isso que nós vamos mostrar na nossa linha de defesa. Eu sou advogado, há uma orientação jurídica pra gente falar no momento certo até porque agora que os elementos estão aparecendo”, disse o prefeito na manhã deste sábado à imprensa, enquanto vistoriava obras de pavimentação no bairro Doutor Fábio 2.

Segundo Emanuel Pinheiro, a acusação feita dentro da delação premiada de Silval Barbosa (que afirma que os valores entregues nos vídeos se tratavam de propina em troca de apoio parlamentar) ocorreu com o intuito de aproveitar o fato dele agora exercer o cargo de prefeito. “São situações do tempo em que eu era deputado, de quatro, cinco anos atrás e que quiseram se prevalecer pelo fato de eu ser hoje também prefeito de Cuiabá”, afirmou.

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No entanto, quando questionado sobre qual motivo o ex-governador Silval Barbosa, que é do mesmo partido que ele e contra quem ele não fez oposição no tempo em que foi deputado, Emanuel não soube explicar. “Isso tem que perguntar pra ele. Eu digo com tranquilidade que não cometi nenhum ilícito”.

Dizendo-se tranquilo em relação às acusações de que teria recebido propina para apoiar o antigo governo do Estado, disse que tem provas que serão apresentadas à Justiça para provar que não cometeu crimes de corrupção. “Eu tenho provas contundentes, eu tenho documentos e tenho uma documentação contundente que no momento oportuno vão provar o contrário, não cometi nenhum ilícito e tenho ações contundentes que vão ser anunciadas em pouco tempo. A verdade vai prevalecer”, garantiu.

Insistentemente questionado pela imprensa sobre a origem, o motivo, a destinação e a legalidade do dinheiro que guardou nos bolsos do paletó, Emanuel Pinheiro limitou-se a dizer que vai tratar do caso dentro do processo na Justiça. “Eu vou falar nos autos. Já que tentaram me arrastar utilizando essas imagens indevidamente, eu tenho que falar nos autos. (...) Peço que vocês entendam isso porque há essa denúncia que vai ser desconstruída. Ela foi construída no intuito de me jogar em uma situação que eu não tenho nada a ver com isso e vai ser provado”, esquivou-se.



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