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Segunda, 11 de setembro de 2017, 17h30

POLÍTICA DE MT

Vereadores cobram do MP celeridade para investigar Emanuel Pinheiro

Janaiara Soares, repórter do GD


Reprodução

Emanuel Pinheiro foi flagrado recebendo maços de dinheiro e colocando no paletó

Os 6 vereadores que assinaram o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a conduta do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), irão se reunir com o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Mauro Benedito Pouso Curvo nesta terça-feira (12), para pedir celeridade no processo de investigação contra o gestor.

Pinheiro foi filmado enquanto deputado estadual recebendo dinheiro do ex-chefe de gabinete Silvio Cézar Corrêa Araújo. O benefício, confirme afirmou o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) em sua delação premiada, era pago a todos os parlamentares da época em troca de apoio político ao peemedebista. 

O chamado de "mensalinho", garantia que os deputados não denunciariam os desvios do Executivo Estadual. O requerimento para a reunião no Ministério Público Estadual (MPE) foi apresentado pelo vereador Gilberto Figueiredo (PSB) e aprovado em plenário. As imagens foram gravadas por Silvio e fazem parte da delação premiada de Silval homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, cujo sigilo já foi levantado pelo relator do caso.

O vereador pediu em plenário que o prefeito fosse até a Casa de Leis para se explicar, porém, o pedido foi negado pelo presidente da Câmara, vereador Justino Malheiros (PV). Segundo ele, o Legislativo não tem prerrogativa de convocar o prefeito e ressaltou que, segundo o Regimento Interno, Pinheiro pode se manifestar apenas por escrito.

Ednei Rosa

Vereador Gilberto Figueiredo apresentou o requerimento para reunião com o chefe do MPE

“Eu fiz uma convocação informal para que o prefeito viesse se explicar sobre o vídeo. Como o presidente barrou esse convite, eu vou fazer as perguntas por escrito, como o Regimento permite, e esperar o posicionamento do prefeito. Esperamos que essas respostas venham esclarecer o que todos querem saber, o porque de ele estar recebendo dinheiro naquele vídeo”, disse Figueiredo.

Silval Barbosa afirma que o dinheiro que Emanuel e pelo menos outros 23 políticos, com e sem mandato, recebiam era propina em troca de apoio polí- tico na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e também para que irregularidades em sua gestão não fossem fiscalizadas pelos parlamentares.

O dinheiro, segundo ele, era desviado de obras pública e arrecadado por meio de esquemas de propina cobrada de empresários que mantinham contratos com o Estado ou venciam licita- ções para diversas obras. Emanuel Pinheiro ainda não explicou em público. Porém, em sua única manifestação em rede social após a veiculação do vídeo, afirmou que as imagens foram deturpadas e que não estava recebendo dinheiro de forma indevida.



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