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Terça, 12 de setembro de 2017, 11h45

precatórios a malouf

'O fato de ser político não significa que me tornei vagabundo', diz Taques

Celly Silva, repórter do GD


O governador Pedro Taques (PSDB) reclamou por ter que dar explicações à sociedade sobre as citações de seu nome na delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). Isso porque, segundo ele, todos os políticos estão sendo “jogados no mesmo buraco” por parte do senso comum. “Agora tenho que explicar coisa que não fiz. Todos estão no mesmo buraco. Todos são vagabundos porque eu sou político até que se prove o contrário. O fato de eu ser político não significa que me tornei vagabundo ou idiota, que sou burro, que não entendo, que esqueci a constituição”, afirmou durante entrevista á Rádio Mega FM, na segunda-feira (11). 

Rodinei Crescêncio

Governador Pedro Taques

A afirmação foi feita ao ser questionado sobre seu possível envolvimento no acordo de pagamento de precatório de R$ 200 milhões à família Malouf, ainda durante a eleição de 2014, conforme consta na delação de Silval.

Conforme o Gazeta Digital, já divulgou, o referido precatório não existe no âmbito do Estado, o que foi reforçado por Taques. “Não existe precatório da família Malouf. Levantamos isso depois que saiu a delação do Silval. Eles não têm precatório a receber do Estado. Eles possuem ação contra o Estado no valor de R$ 46 milhões. Nunca recebi um pedido para pagar precatório”, explicou.

Leia também - Taques desmente Silval e nega acordo para favorecer Alan Malouf

O governador destacou ainda que o Estado, já em sua gestão, conseguiu suspender a ação imposta pelos Malouf para não pagar o valor milionário e relembrou seu passado enquanto procurador da República quando combateu a corrupção.

“Passei minha vida toda combatendo corrupção, enquanto muitos batiam palmas para os vagabundos, inclusive, pro Arcanjo, que chegará em Cuiabá essa semana. Eu estava expondo a minha vida e a da minha família. Como senador, eu combati a corrupção nesse Estado, como senador eu determinei que fosse investigada a administração passada porque não faço acordos com criminosos”, se defendeu.

Entenda o caso

Em sua delação, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) apontou que o empresário Alan Malouf, dono do Buffet Leila Malouf, o procurou na época da campanha eleitoral de 2014 para dizer que tinha um precatório de R$ 200 milhões para receber do Estado e que já havia conversado sobre o assunto com o então candidato ao governo Pedro Taques (PSDB).

Malouf teria dito a Silval que Pedro Taques havia se comprometido em pagar o montante desde que a gestão anterior deixasse parecer favorável.

O caso teria ocorrido em meio às tratativas das doações de campanha, em que Silval teria firmado parceria para ajudar financeiramente o grupo de Pedro Taques. Após o fechamento do acordo, o então secretário de Estado da Casa Civil Pedro Nadaf teria informado a Silval sobre o pleito do empresário, que também teve uma reunião pessoal com o então governador, onde confirmou o caso. 



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