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Quarta, 13 de setembro de 2017, 11h38

política de mt

Beneficiados pela JBS, Fagundes e Galli investigam empresa em CPMI

Celly Silva, repórter do GD


Beneficiados pelo grupo JBS com doações na campanha eleitoral de 2014, o senador Wellington Fagundes (PR) e o deputado federal Victório Galli (PSC) agora fazem parte da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades cometidas em negociações feitas entre a holding J&F e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Chico Ferreira/João Vieira

Deputado Victório Galli e senador Wellington Fagundes

Conforme o Gazeta Digital já divulgou em maio, Fagundes e Galli são, respectivamente os políticos mato-grossenses que mais e menos receberam doações dos irmãos Joesley e Wesley Batista, presos nesta semana por uso indevido de informações privilegiadas para fazer transações no mercado financeiro.

De acordo com a delação premiada do executivo do grupo J&F Ricardo Saud, também preso por crimes financeiros, as doações a políticos eram propinas disfarçadas, uma forma encontrada pela empresa para obter apoio do Legislativo quando fosse necessário.

Na época, o senador Wellington Fagundes recebeu cinco doações que totalizaram R$ 1,85 milhão, sendo duas da marca Seara - uma de R$ 200 mil e outra de R$ 250 mil. Outras três doações chegaram por meio da JBS S/A, sendo duas de R$ 500 mil e uma de R$ 400 mil. Todos os pagamentos ocorreram em cheques, mediados pelo diretório nacional do Partido Republicano (PR).

O deputado federal Victório Galli, por sua vez, recebeu R$ 30 mil em doações da JBS S/A, intermediadas pelo diretório estadual do partido.

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Além de Galli e Fagundes, outros dois parlamentares também compõem a CPMI da JBS. São eles o senador Cidinho Santos (PR), que compõe o bloco moderador juntamente com Wellington, ambos como titulares e o senador José Medeiros (Podemos) como suplente do bloco parlamentar democracia progressista. Victório Galli é titular na ala da Câmara dos Deputados.

Conforme informações da Câmara Federal, desde sua criação, já foram apresentados à CPMI mais de 130 requerimentos de audiências, como a convocação de Joesley e Wesley Batista e Ricardo Saud. Outros pedidos citam os ex-presidentes Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (ambos PT), dos ex-ministros José Eduardo Cardozo e Guido Mantega, do ex-presidente da Câmara de Deputados Eduardo cunha (PMDB) e do ex-procurador da República Marcelo Miller.

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O grupo J&F, dirigido pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, controla o frigorífico JBS e outras companhias. A CPMI vai apurar as operações da holding com o BNDES ocorridas entre os anos de 2007 e 2016. A comissão de deputados e senadores investigará também o acordo de colaboração premiada do Ministério Público Federal com executivos das empresas.



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