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Terça, 04 de setembro de 2018, 16h55

operação catarata

Wellington defende investigação e Mendes cita desvio de comportamento ético

Celly Silva, repórter do GD


Após a deflagração da operação Catarata nesta segunda-feira (3), os candidatos ao governo do Estado Mauro Mendes (DEM) e Wellington Fagundes (PR) se manifestaram a respeito da mais recente ação policial contra ações da gestão Pedro Taques (PSDB), candidato à reeleição. Neste caso, o alvo são as cirurgias oftalmológicas realizadas na Caravana da Transformação.

Chico Ferreira

Wellington Fagundes

Wellington Fagundes defendeu que o caso seja investigado pelo Ministério Público, destacando o fortalecimento do órgão. O republicano afirmou que em seu governo pretende dar continuidade a projetos como a Caravana da Transformação, por ter um alcance grande junto à população, mas criticou o fato de o serviço oftalmológico ser prestado por uma empresa de fora do Estado.

“Um programa como esse não pode ter desvios. Eu acredito que um programa como esse pode ser importante se a gente evoluir exatamente num trabalho de aperfeiçoamento. Agora, quero fazer os mutirões. Nesse caso, porque nós não utilizamos os médicos daqui mesmo?”, questionou.

O republicano apresentou como alternativa utilizar os serviços dos hospitais regionais e filantrópicos em conjunto e também valorizar instituições locais, como o Instituto Lions da Visão. “Nós temos aqui o Instituto Lions de Visão que poderia ser o grande parceiro do governo pra resolver esse problema. Mas o governo resolveu buscar de fora”, criticou.

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Segundo Fagundes, a parceria com a entidade local geraria um custo menor para o Estado, destacando que ele mesmo, enquanto parlamentar, já destinou recursos para a entidade beneficente. “Eu como governador valorizaria o Instituto Lions de Visão porque daria um custo muito menor. Tenho trabalhado e inclusive coloquei recursos pro Instituto Lions, que é órgão respeitado como são as Santas Casas, como são as filantrópicas, que prestam serviços com um custo muito menor”, afirmou.

Cobrando que Taques dê explicações à sociedade, o candidato também defendeu que a gestão da saúde pública fique totalmente a cargo de servidores públicos efetivos e não de terceirizados ou contratados, como tem apontado o Ministério Público Estadual (MPE) no que se refere às cirurgias de catarata, realizadas na Caravana da Transformação.

Chico Ferreira

Mauro Mendes

O candidato Mauro Mendes, por sua vez, lamentou o ocorrido, que classificou como um “desvio de comportamento ético” da atual administração, da qual ele afirma que esperava muito, se referindo ao fato de ter sido apoiador de Pedro Taques na eleição de 2014. “É mais uma frustração de nós mato-grossenses que acreditamos que este poderia ser um governo minimamente ético”, disse.

Questionado se manteria a Caravana da Transformação em seu governo, caso eleito, o democrata admitiu que poderia utilizar o método itinerante, mas não da forma como ocorre atualmente. “Com esses desvios que estão sendo apresentados, certamente não. Nós podemos prestar um serviço de saúde, melhorar, podemos fazer a saúde itinerante, eu não vejo problema nenhum. Nós poderemos sim usar o princípio da saúde móvel pra facilitar alguns acessos no Estado de Mato Grosso mas não nesse formato, muito menos com esses desvios”.

Mendes ainda criticou gastos com o programa da atual gestão e defendeu mais eficiência na forma de geri-lo. “Existem formas mais baratas, mais eficientes, sem papagaiada, sem gastos desnecessários com diárias, com tendas, com papelaria, com muita propaganda e pouco dinheiro efetivamente aplicado naquilo que é o objetivo”, apontou. 



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