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Sábado, 15 de setembro de 2018, 08h26

POLÍTICA DE MT

Waldir Caldas quer mudança na forma de financiamento da educação

Lázaro Thor Borges, repórter de A Gazeta


João Vieira

Waldir Caldas

Assim como um jovem vestibulando, o candidato ao Senado pelo Partido Novo, Waldir Caldas, teve de passar por um processo seletivo, aos 63 anos, para se candidatar nas eleições deste ano. Em sabatina de entrevistas nesta sexta-feira (14), no Grupo Gazeta, o candidato contou que, caso seja eleito, pretende permitir que os estudantes escolham, como ele escolheu, onde fazer o vestibular. “Não vamos obrigar o jovem a se submeter a fazer uma universidade pública”, afirmou.

A ideia é direcionar o mesmo valor de custeio dos estudantes das universidades públicas para as universidades particulares, modelo que pretende aplicar na Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), destinando as verbas destas para faculdades particulares escolhidas pelos estudantes. Leia a entrevista completa.

O senhor se coloca como um candidato com ideias novas e o candidato que lidera as pesquisas hoje é Jayme Campos (DEM), muito mais antigo na política de Mato Grosso. O senhor se vê como um antagonista dele?

Na verdade, nós somos antagonistas do sistema atual. Nossos valores e nossos princípios são diferentes do que é praticado aqui. O único candidato que não usa dinheiro público em sua campanha sou eu. Nós somos o único partido, por exemplo, que fez processo seletivo para candidatos. Somos o único partido que não admite carreirismo na política, o nosso estatuto proíbe mais de uma reeleição. Nós somos o único partido que luta pela redução dos impostos e da burocracia.

Defender uma redução do tamanho de um Estado em que há carência de serviços públicos, não é um pouco contraditório?

Nós não defendemos a retirada absoluta do Estado, nós defendemos que o Estado deva estar presente naquilo que é essencial, como saúde, educação e segurança. Ao nosso entender, o Estado deve se retirar das outras áreas e permanecer nestas áreas essenciais. O que nos preocupa é a quantidade considerável de cargos comissionados. As coligações são feitas hoje e, quem dela participa, é que vai se acomodar na máquina pública, tirando o direito de quem é funcionário de carreira. O que nós defendemos é reduzir os cargos comissionados ao máximo. Na saúde, educação e segurança, o Estado tem que estar cada vez mais presente para devolver ao cidadão um serviço melhor do que o serviço que é entregue hoje.

Recentemente houve uma proposta para tirar a autonomia da Unemat, que é uma universidade que abriga muitos estudantes pobres em todo Estado. O que o senhor imagina que é melhor para esta instituição?

Sim, só que aí tem um detalhe. Na Constituição, diz que é dever da União bancar a educação, o que não quer dizer educação pública. O que nós pensamos, por exemplo, é melhorar a educação básica, fundamental e média. O custo per capita de um aluno do ensino fundamental e médio hoje é de R$ 810. A ideia do partido Novo é continuar investindo o mesmo em Educação, só que este custo per capita que hoje é obrigado a repassar para escolas públicas eu vou deixar para que o pai ou o aluno escolha, se ele quer o filho na escola pública ou na particular, então, vai fazer a matrícula e repassa esses R$ 810 para uma escola particular. O per capita da Unemat é R$ 1.744, um investimento de R$ 390 milhões para 22 mil acadêmicos. Não acho alto, acho até muito pouco. Nós pretendemos, inclusive, aumentar. O fato é que não vou direcionar o dinheiro da Unemat para universidades particulares, vou dizer para o jovem escolher. Se ele dizer que quer ir para a Unemat, beleza, o valor vai para a Unemat. Se diz que não quer, o valor vai para a faculdade particular onde ele estudará. Quem vai decidir para onde ir é o estudante, o cidadão terá a liberdade de estudar onde ele quiser. Agora, as universidades, quer seja públicas ou privadas, que se qualifiquem e melhorem a prestação de serviços para atraírem os estudantes. Nós vamos tirar o monopólio hoje existente, não vamos diminuir um só valor dos recursos da educação. Não vamos obrigar o jovem a se submeter a fazer uma universidade pública.

No que se refere a Lei Kandir, o senhor defende a revisão ou só quer que a compensação ocorra?

Primeiro que, o que é combinado, não sai caro. A lei existe e está previsto lá que o Estado tem que repassar. E vamos fazer uma revisão para reavaliar se o alcance social esperado realmente está se confirmando. Só se justifica qualquer tipo de exoneração fiscal se houver uma contrapartida social importante. Aliás, nós, do Partido Novo, somos contra qualquer tipo de privilégio, seja para o funcionário público, para o político e para a iniciativa privada.

Não é um pouco contraditório defender menos impostos, como o Novo defende, em um Estado em que proporcionalmente os grandes empresários pagam menos impostos?

Não. Como liberais, nós defendemos o livre-mercado. Nós pregamos que todos devem ter as mesmas oportunidades. É, por isso, que nós damos atenção especial aqueles que recebem algum tipo de beneplácito, ainda que da iniciativa privada.

Isto significaria defender a revogação do Prodeic no Senado e a extinção da Lei Kandir?

Se nós concluirmos que não há contrapartida para a sociedade nestes benefícios, sim. E a nossa dificuldade é que não se consegue obter as informações precisas sobre tudo isso. Fora da máquina, há uma dificuldade imensa de saber os valores reais disso tudo. Na hora que nós nos inteirarmos mais da situação, nós vamos fazer prevalecer o nosso princípio, que é de igualdade de oportunidades. Nós somos contrários ao monopólio estatal e também ao monopólio privado. Então, eu não vejo contradição nisto. No agronegócio, o que se precisa é fazer efetivamente uma reforma fundiária para que se dê ao agricultor o título irrevogável de sua propriedade. Evitar, principalmente, que continuem existindo monopólios no agronegócio. Não temos ainda seguro se há ou não estes monopólios, mas entendemos que qualquer tipo que haja será duramente atacado pelo Partido Novo.



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