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Domingo, 16 de setembro de 2018, 08h22

Política de MT

Após um ano, só uma ação de Operação Malebolge foi proposta

Pablo Rodrigo, repórter de A Gazeta


No dia 14 de setembro de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação Malebolge, 12ª fase da Ararath, com a missão de cumprir 64 mandados de busca e apreensão em 9 cidades mato-grossenses, o que incluiu Cuiabá, além de Brasília e São Paulo. Passado um ano da mobilização de 270 agentes e do afastamento de cinco dos seis conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), só uma ação foi proposta, embora os indícios, já na época, apontassem para diversos outros crimes.

Chico Ferreira

Os alvos da ação proposta pela Procuradoria Geral da República (PGR) são o ministro Blairo Maggi (PP) e o conselheiro afastado Sérgio Ricardo. Eles são suspeitos de negociar a venda da vaga no TC ocupada por Sérgio Ricardo. A PGR aponta para os crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro e pede a devolução de R$ 4 milhões.

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Blairo Maggi, no entanto, ainda é investigado por uma suposta tentativa de atrapalhar as investigações em duas situações. A primeira, delas envolvendo a contratação de um mesmo advogado para os investigados no início da Ararath e, a segunda, ao supostamente pagar R$ 3 milhões ao ex-secretário Eder Moraes para que ele mudasse um depoimento ao Ministério Público.

A Malebolge também contempla suspeitas de que os conselheiros Antônio Joaquim, José Carlos Novelli, Valter Albano, Waldir Teis e Sérgio Ricardo cobraram e receberam mais de R$ 50 milhões em propina em troca de aprovar processos de interesse da gestão Silval Barbosa na Corte de Contas. Todos negam a acusação.

Afastados, os conselheiros continuam recebendo salários. Nos últimos 12 meses, Antonio Joaquim recebeu R$ 289,2 mil; Novelli recebeu R$ 286,8 mil; Sérgio Ricardo e Teis receberam R$ 258 mil, cada, e Albano, mais R$ 32,6 mil. Uma quantia que, se somada, chega a R$ 1,4 milhão saídos dos cofres públicos.

Também foram alvos da Malebolge o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), a prefeita de Juara, Luciane Bezerra (PV), e os deputados estaduais Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), José Domingos Fraga (PSD), Baiano Filho (PSDB), Wagner Ramos (PSD), Gilmar Fabris (PSD), Silvano Amaral (MDB), Oscar Bezerra (PV) e Romoaldo Filho (PMDB), assim como o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP) e os ex-deputados Hermínio J. Barreto (falecido), Airton Português, Alexandre César e Antonio Azambuja.

Todos foram citados nas delações de Silval Barbosa, familiares e pessoas próximas, como o ex-chefe de gabinete Silvio Corrêa, depoimentos que deram base para a Malebolge ser deflagrada.

No caso dos deputados, o que pesa são as gravações em que aparecem recebendo dinheiro, propina, de acordo com o ex-governador.



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