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Quinta, 13 de setembro de 2018, 00h30

Motivação

Claudinet Coltri Jr.


Um dos grandes problemas enfrentados pelas organizações é a motivação das pessoas que compõem o seu quadro funcional. Para tentar resolver o problema, muitas vezes os gestores tomam decisões equivocadas, exatamente por não conhecerem os meandros desse processo comportamental.

Duas das teorias motivacionais, quando cruzadas, explicam muito do que é esse processo e como devemos nos comportar perante eles. Maslow divide a motivação em cinco níveis hierárquicos: o fisiológico, o de segurança, o social, o de autoestima e o de autorrealização. Segundo ele, enquanto não temos nossas necessidades fisiológicas satisfeitas, não nos preocupamos com as de segurança. Por conseguinte, só vamos nos preocupar com a autoestima, quando nossas necessidades fisiológicas e de segurança estiverem satisfeitas. E assim sucessivamente.

Herzberg, por sua vez, divide em dois níveis: fatores motivadores e fatores higiênicos (quando a presença do fator não motiva, mas a ausência dele desmotiva).

Cruzando as duas teorias, podemos perceber que os fatores motivacionais de Maslow se tornam higiênicos, quando atingidos, passando o próximo a ser o motivador. Isso até chegarmos ao último, o de autorrealização, onde não há fim, portanto, nunca se tornando higiênico.

Dessa maneira, enquanto gestores, se olharmos por essa ótica, veremos que é preciso pagar um salário justo, dentro dos valores de mercado. Porém, aumentar salário sem que o clima organizacional (nível social), sem que a confiança, sem o reconhecimento pelos resultados (autoestima) e sem a participação do colaborador no processo criativo e decisório (delegado), seja observado, em nada vai motivá-lo mais. Assim como dar tapinha nas costas e dar um salário indigno, também não. É preciso pensar no conjunto todo.

Portanto, se quisermos ter uma equipe motivada, temos que pensar sistemicamente. Não é só reconhecimento, não é só dinheiro, não é só comida. É um todo. O profissional pleno é aquele que faz as coisas com zelo e atenção, buscando sempre a melhor qualidade. E assim será se tiver o que comer, onde morar, um bom salário, um clima organizacional bom, ser reconhecido, de modo a aumentar sua estima própria e, além disso, ser real partícipe do processo de construção da organização. O ser humano é cocriador por natureza. É preciso deixar que isso realmente se concretize no dia a dia do trabalho.

Precisamos, mais do que nunca, parar de acreditar em decisões medíocres em ambientes de alta complexidade. Pense nisso, se quiser, é claro!

Claudinet Coltri Junior é professor, palestrante, consultor organizacional e educacional, professor e diretor da Nova Hévila Treinamentos. Website: www.coltri.com.br - E-mail: coltri@coltri.com.br facebook.com/coltrijunior.



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