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Sexta, 14 de setembro de 2018, 00h00

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Quase na sequência do relatório "O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2018", feito por cinco agências das Nações Unidas com foco na fome e na desnutrição, outro levantamento traz profunda preocupação.

Na quarta-feira, 12, a Agência para a Pesquisa do Câncer, entidade ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou dados alarmantes sobre o avanço da doença no mundo.

O levantamento alerta que, se nada for feito, as incidências de câncer em todo o mundo vão atingir 29,4 milhões de novos casos em 2040, uma expansão de 63% nos próximos 20 anos. A mortalidade deve subir de 9,6 milhões de pessoas hoje para 16,3 milhões em 2040. Desde 2012 não se divulgava novos números. Há cinco anos, eram 14,1 milhões de novos casos e 8,2 milhões de mortes.

Os tipos de câncer mais comuns são os de mama, pulmão e colorretal que representam um terço de todos as incidências. O pulmão continua sendo o mais letal. Em 2018, a estimativa é de que 2,1 milhão de pessoas serão afetadas por câncer de pulmão e 1,8 milhão vai morrer, 18% de todos os casos considerados.

O de mama afeta 2,1 milhões de pessoas e é o mais comum em 154 dos 185 países. Mas, por conta de sua alta taxa de diagnóstico, fica em quinta posição entre os que mais matam, com 627 mil casos por ano. Ainda assim, é o maior responsável por mortes de mulheres entre os diferentes tipos de câncer.

Um dos alertas se refere ao aumento de incidência da doença entre mulheres, onde já é a primeira causa de morte em 28 países. As taxas mais elevadas entre as mulheres estão na América do Norte, Europa (com destaque para Holanda e Dinamarca), além de China e Austrália.

Já o câncer colorretal vem na terceira posição e atinge 1,8 milhão de pessoas, contra 1,3 milhão de incidentes de próstata.

No caso do Brasil, o aumento do número de casos de câncer em geral, em 20 anos poderá ser de 78,5%, acima da média mundial, chegando a 998 mil novos diagnósticos anuais, um dos maiores saltos entre as principais economias.

Em 2018, o volume chega a 559 mil casos de câncer, com 243 mil mortes previstas.

O Brasil ilustra o alerta feito pelas entidades de que os países emergentes é que irão registrar o maior aumento de casos, com um salto de 62% até 2040 e um total de 10 milhões de novos casos.

No entanto, as regiões mais desenvolvidas do mundo são responsáveis por um volume desproporcional de incidentes da doença. A Europa, com apenas 9% da população mundial, conta com 23%. A Ásia, com 60% da população mundial, registra 48% dos casos de câncer no mundo.

Para os cientistas, os efeitos do tabaco, obesidade e falta de atividade física podem explicar em parte esse salto gigantesco e alertam que se não houver uma mudança de hábitos e de estilo de vida, as projeções tendem só a piorar.

Eles apontam a dieta como um dos fatores mais importantes para o avanço da doença, especialmente porque o tipo de câncer que está aumentando mais rapidamente é do trato gastrointestinal, que é ligado à alimentação. O consumo excessivo de alimentos superprocessados, fast-food, bebida, uso de cigarro, baixa ingestão de frutas, legumes e alimentos frescos, falta de atividades físicas e envelhecimento são alguns dos principais fatores.

Os números mostram que muita coisa ainda precisa ser feita para lidar com esse aumento alarmante do câncer e que a prevenção tem um papel importante. No entanto, o próprio monitoramento aponta que menos de 40 países têm capacidade para fazer um diagnóstico de qualidade de câncer para a população. Isso, no mínimo, retarda o início de um possível tratamento o que, no caso da maioria dos tipos de câncer, pode ser fatal.



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