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Sábado, 15 de setembro de 2018, 00h00

Proposta a Bolsonaro

Rapphael Curvo


E vamos que vamos, mesmo com um presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) não apto ao cargo de membro da maior Corte do país e menos ainda, seu presidente, mesmo com facadas em candidatos a presidente e ainda com parte da população com dúvidas por não ter visto sangue nas vestes do esfaqueado, mesmo com a Polícia Federal quieta sobre o atentado e sobre os outros meliantes participes filmados o que caracteriza ser, o ato, premeditado por uma organização criminosa, mesmo com o TSE permitindo absurdamente a aparição em campanha de um presidiário, mesmo com o presidente da República envolvido por mais gravações e provas de malfeitos, mesmo com a confirmação do Palocci de que o presidiário Lula participou diretamente das negociações de propinas, mesmo com os deslavados resultados enganadores de pesquisas para deter a candidatura, provavelmente vitoriosa ainda em primeiro turno, do Bolsonaro que enfrenta gigantesca pressão da grande Imprensa temerosa de sua vitória o que encerrará as mamatas de dinheiro oficial em publicidade e por aí vai, vamos que vamos em busca de tempos melhores que jamais poderão acontecer se continuarmos com essa numerosa gentalha, há exceções, no Poderes da Nação e na política brasileira. O eleitor não pode ser massa de manobra desses bandos de malfeitores.

Isso tudo está acontecendo no Brasil por motivos mais do que "sabidos e conhecidos", mas, como sempre, ignorados pela população que ao longo dos anos, vem pagando cada vez mais caro, com sacrifício de sua existência, pela sua frágil crença de que o salvador do povo é aquele que propõe vida fácil e abundância com pouco trabalho, com pouco esforço. Como dizia meu bisavô Antônio Correa do Couto, nos idos do Império e vivência na Corte do Imperador, a população por desconhecer melhor sorte, ou seja, qualidade de vida, aceita passivamente o que lhe é ofertada sem qualquer exigência. Traduzindo, vivem com as migalhas que lhe caem das beiradas dos pratos. O Brasil precisa de um presidente que tenha compromisso com o Estado brasileiro, com a bem governança, que seja um dirigente que ame a Nação e a tenha no coração para dar ao povo trabalhador possibilidades de conhecer melhor sorte, e não viver de favores e benesses enganadoras, ilusórias.

São esses políticos pilantras e ilusionistas, ressalvados os que são sérios, que levam o Brasil a dados alarmantes na Educação. A população precisa entender que é ela a única via para que saia dessa condição de vida infortunada, sofrida. Ela precisa exigir, como meta número um do candidato, a construção da Educação no Brasil. Não há como desenvolver o país se sua população, sua força de trabalho, não está preparada para atender as exigências do mercado produtivo. Como ter crescimento se somos analfabetos em termos de tecnologia de ponta. Hoje o Brasil tem 184 mil escolas, 113 mil estão nas mãos das prefeituras que tem a responsabilidade de dar o start inicial na vida de milhões de crianças com o ensino infantil e fundamental. É a fase mais importante da vida das crianças brasileiras porque é nessa fase que elas são estimuladas ao saber, ao aprender. Caso ocorram falhas nessa fase de vida em relação a educação, ao ensino, essa criança caminhará com enormes dificuldades em toda sua vida escolar e, provavelmente, será um jovem como muita frustração educacional.

Esta, talvez, seja a maior razão das evasões escolares na juventude. Talvez seja também a razão de ter o Brasil, 52% de sua população adulta entre 25 e 64 anos sem a formação do ensino médio. Daí a razão de meus escritos em defesa e proposta da desvinculação da Educação da estrutura do Executivo, em todos os níveis (municipal, estadual e federal) com funcionamento independente, tanto administrativa como financeiramente. Não pode mais a Educação, via seu Ministério, servir de trampolim político para partidos e seus futuros candidatos ou apaziguados do Poder central ou mesmo dos cupinchas. Há que extinguir o ensino gratuito para quem pode pagar, não é possível que o Estado mantenha, em detrimento de muitos, a gratuidade para quem chega de BMW nas escolas e universidades mantidas com dinheiro público. Como o ensino nunca foi visto pelas famílias como algo a se preocupar com o nascimento do filho, como ocorre nos Estados Unidos onde o ensino é pago, a educação no Brasil nunca foi motivo de valorização ou mesmo ser considerada um bem de elevado valor. Essa pouca valoração, qual seja o nível dado, é que faz acontecer a pouca atenção familiar para a educação que aos poucos está sendo substituída pelo consumismo e a opção de ganho desde a tenra idade e aí assistimos a tudo que está acontecendo. Essa é a minha proposta.

Rapphael Curvo é advogado, jornalista e escreve neste espaço aos sábados



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