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Domingo, 16 de setembro de 2018, 00h00

A energia do futuro

Saulo Gouveia


Era uma segunda-feira, estavam o diretor e os gerentes em uma reunião importante quando, de repente, surge um anjo no meio da sala. O anjo vira-se para o diretor da empresa e diz: "Tenho boas e más notícias para você. A má notícia é que você irá para outra vida dentro de algumas semanas. A boa notícia é que você irá para o Céu. E há outra boa notícia: o Céu tornou-se uma organização centrada no cliente. Portanto, você poderá escolher passar a eternidade sendo muito belo, muito sábio ou incrivelmente rico. Mas você precisa escolher já".

O diretor reflete por um momento e diz para o anjo: "Escolho a sabedoria". Então o anjo continua: "Há mais uma boa notícia. Você não terá de esperar até morrer para se tornar sábio. Será dotado de sabedoria assim que eu deixar a sala". Em seguida o anjo desaparece.

Naturalmente, todos os olhos se voltam para o patrão e veem uma fisionomia mal-humorada. Perguntam: "Chefe, qual é o problema?". O diretor, agora infinitamente sábio, vira-se para os gerentes e responde: "Eu devia ter escolhido o dinheiro".

E você o que escolheria? A sabedoria, a beleza ou a riqueza? Difícil decidir? Então responda outra pergunta mais simples: se você for empresário(a), para fazer sua empresa sobreviver no mercado ela precisa de sabedoria, beleza ou riqueza?

A revista exame pesquisou a opinião pública para saber qual a missão das empresas e o resultado foi o seguinte: 93% pensam que elas existem para gerar empregos. Então a revista fez a mesma pergunta aos empresários e o resultado foi: 82% acham que elas existem primeiramente para gerar lucros. A pergunta ainda está no ar, o que é mais importante?

Existe uma utopia no pensamento reinante de que uma empresa sobrevive sem lucros. Nada sobrevive sem lucros, nem mesmo uma ação beneficente. Se um grupo de amigos se reúne para fazer um festival de pizzas e ajudar uma instituição que cuida de idosos, seu intento só terá êxito se houver lucro. Se o valor da venda for igual aos custos para confecção das pizzas os velhinhos poderão ser sábios, mas famintos e sem agasalho.

Para ter êxito nos negócios é necessário um interesse genuíno e sincero pela rentabilidade. E a maioria das pessoas não o tem. Saber gastar menos do que ganha, ou seja, obter lucro é uma forma de pensar. Lucratividade nos ensina sobre energia financeira. Não ter lucro significa não ter energia, não estar habilitado para jogar no futuro, para construir o futuro.

O processo de planejamento das empresas de sucesso não começa pela tentativa de descobrir como aumentar a participação de mercado e sim por saber onde estão as oportunidades de lucro. Então junte sua equipe, repensem seus empreendimentos e comece a fazer as contas para ver onde está as possibilidades de lucro.

Uma empresa que produz lucros gera empregos e benefícios aos seus funcionários, apóia as ações sociais, consegue recursos sem agredir a natureza, é mais alegre e é bem-vista pela sociedade. Pense nisso, mas pense agora!

Saulo Gouveia é consultor financeiro e organizacional e atua oferecendo novos significados para viver as virtudes em abundância. Articulista de A Gazeta, escreve neste espaço aos domingos. saulocarvalho@seubolso.com.br ou www.seubolso.com.br.



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