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Quinta, 17 de agosto de 2017, 15h24

ECONOMIA

Governo não abre mão de idade mínima e transição na Previdência


O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, disse a jornalistas nesta quinta-feira, 17, que o ideal seria a aprovação da reforma da Previdência conforme o texto que saiu da comissão especial, do relator Arthur Maia (PPS-BA). No caso de novas negociações, o governo não abre mão da idade mínima para a aposentadoria e da regra de transição, dois dos pilares da reforma, declarou.

George Gianni/Divulgação

Mansueto afirmou que o ajuste fiscal não foi adiado para o próximo governo e vai prosseguir. Ele ressalta que a despesa primária do governo federal em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) deve ser menor em 2018, de 19,2%. No ano passado, ficou em 20%. 'Em dois anos há uma queda de quase um ponto do PIB'.

Já a receita em relação ao PIB vai cair neste ano e no próximo, disse o secretário, destacando que o problema fiscal não é o aumento da despesa, mas a queda da receita. A redução 'grande e rápida' da inflação, afirmou Mansueto, retirou R$ 23 bilhões da receita do governo este ano.

Para Mansueto, é cada vez mais importante que a agenda de reformas estruturais avance. No caso da Previdência, ele disse que os líderes políticos estão nesta semana e na próxima conversando com seus partidos para ver, dentro do texto aprovado na comissão especial, onde há consenso e onde não há.

A questão para o prazo de aprovação da reforma da Previdência, disse Mansueto, vai depender do tempo que vai levar para costurar o consenso político. 'Uma vez que se fizer este acordo, imediatamente pode se organizar a votação no plenário da Câmara'.

Perguntado se o governo pode ter que rever a meta de 2018 novamente nos próximos meses, o secretário disse que no Orçamento o governo foi muito conservador com a previsão de arrecadação. Ao mesmo tempo, as despesas previstas para o ano que vem estão no teto dos gastos. Assim, disse ele, se a arrecadação surpreender em 2018, o governo terá que necessariamente reduzir o resultado primário, diminuindo o déficit. 'Espero que a gente seja surpreendido', disse. Já se houver frustração com as receitas, o governo terá que cortar gastos. 



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