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Segunda, 11 de setembro de 2017, 09h22

categoria 1

Ao avançar pela Flórida, Furacão Irma é rebaixado para tempestade tropical


O furacão Irma foi rebaixado na manhã desta segunda-feira, 11, para tempestade tropical enquanto avança pela Flórida, nos Estados Unidos, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês). O fenômeno deve chegar ainda nesta segunda ao Estado da Geórgia.

O centro do Irma estava às 9 horas (horário de Brasília) a 170 quilômetros ao norte de Tampa, com ventos de até 110 km/h, parâmetros muito parecidos com os de um furacão, o que fez o NHC manter os alertas para o potencial devastador da intempérie.

Mais cedo, durante a madrugada, a tormenta já havia perdido força e sido rebaixada para um furacão de categoria 1. A Flórida foi atingida por violentas rajadas de vento e grandes inundações ao lono do fim de semana que deixaram três mortos e milhões de pessoas sem energia elétrica. A situação foi qualificada pelo Estado como catástrofe natural.

"A força de apenas seis polegadas (15 cm) de água pode derrubar uma pessoa", disse o governador Rick Scott em sua conta no Twitter, após o enfraquecimento do Irma. "Permaneçam dentro de casa, permaneçam seguros", completou, insistindo em que "a combinação de uma tempestade perigosa com a maré provoca, normalmente, inundações nas áreas secas próximas à costa".


Imagens de satélites mostram furacão Irma ao se aproximar das Ilhas do Caribe. 

O Aeroporto Internacional de Miami, o mais importante da Flórida e principal porta de saída de voos nos EUA rumo à América Latina, permanecerá fechado nesta segunda-feira em razão dos danos causados pelo Irma, informou seu diretor, Emilio T. González.

Na manhã de domingo, o furacão atingiu a área de Florida Keys como furacão de categoria 4 - em uma escala que vai até 5. Durante a tarde, voltou a tocar a terra em Marco Island como categoria 2.

Quase 6,3 milhões de pessoas receberam ordem para abandonar suas casas em todo Estado, e três milhões de moradores estavam sem energia elétrica, segundo a empresa Florida Power and Light. "Os barcos estão literalmente quebrados, as palmeiras estão no chão, as linhas de energia elétrica estão caindo", relatou por telefone ao canal CNN a socorrista Maggie Howes.

Uma policial e um oficial penitenciário morreram em acidentes de trânsito no domingo nas imediações de Sarasota. Outro homem morreu no sábado, quando seu caminhão bateu em uma árvore em Key West. Ao menos 30 vítimas foram registradas em consequência da passagem do Irma em vários países.

Estado de emergência
O presidente americano, Donald Trump, declarou estado de catástrofe natural na Flórida, medida que permite desbloquear verbas e recursos federais suplementares para socorrer a região varrida pelo gigantesco furacão.

"Mas, neste momento, estamos preocupados com as vidas e não com os prejuízos", destacou o republicano após uma reunião com funcionários da Segurança Nacional e de gestão de emergências. Ele prometeu viajar para a Flórida "muito em breve".

O serviço meteorológico privado Accuweather calculou que os danos provocados pelo Irma devem superar US$ 100 bilhões, e os do Harvey, que devastou o Estado do Texas há duas semanas, devem ser de quase US$ 190 bilhões, o que equivale no total a 1,5% do PIB dos EUA.

As cidades de Naples, Fort Myers e as densamente povoadas penínsulas da baía de Tampa, no oeste da Flórida, enfrentavam ameaças de ondas de até 4,5 metros. Os efeitos do gigantesco furacão, do tamanho do Texas, também foram muito sentidos na costa leste da Flórida.

Inundações em Cuba

Cuba também foi afetada pelo Irma e registrou fortes inundações no litoral noroeste, de Matanzas a Havana, "com ondas de entre 6 e 9 metros", informou o Instituto de Meteorologia cubano.

A água do mar, que atingiu o simbólico Malecón, avançou 500 metros na capital. Ao menos 1,5 milhão de moradores abandonaram suas casas na ilha, onde os ventos derrubaram árvores e postes de energia elétrica. As rajadas de vento superaram 150 km/h. As autoridades não anunciaram vítimas fatais, e sim "danos materiais significativos".

O Irma provocou devastação em muitas ilhas do Caribe e deixou pelo menos 27 mortos: 10 na parte francesa e 4 na área holandesa de Saint Martin; 4 nas Ilhas Virgens americanas; 6 nas Ilhas Virgens britânicas e no arquipélago de Anguilla; 2 em Porto Rico; e 1 em Barbuda.

O aeroporto internacional José Martí de Havana não operará até o meio-dia de terça-feira. O consulado geral da Espanha em Havana também confirmou em sua conta no Twitter que as autoridades cubanas manterão o local fechado até o mesmo horário. 



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