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Terça, 12 de setembro de 2017, 21h43

Especialistas discutem cura da Aids e alertam para diagnóstico da hepatite C


A cura do HIV/aids está cada vez mais próxima, segundo o presidente do 20º Congresso Brasileiro de Infectologia (Infecto 2017), Alberto Chebabo. “A gente hoje sabe que existem locais onde o HIV se esconde e onde a medicação que a gente utiliza não consegue atuar. Consigo controlar a doença, mas não consigo eliminar esses reservatórios onde o vírus fica escondido dentro do corpo humano, dentro do organismo”, explicou.

Segundo Chebabo, nesses locais o vírus fica adormecido, sem se multiplicar, por isso é difícil identificar esses espaços para eliminá-lo. Nesse sentido, várias pesquisas estão em andamento no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa para tirar o vírus do estado de latência. A expectativa, de acordo com Chebabo, é que em até 10 anos essas pesquisas resultem em medicamentos que levem à cura da aids.

No Brasil, instituições como as universidades federais de São Paulo (Unifesp) e do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) vêm desenvolvendo pesquisas de modo colaborativo com esse objetivo.

Hepatite

Além do HIV, o congresso, que foi aberto hoje (12), no Rio de Janeiro, e vai até quinta-feira (15), discute estratégias para prevenção e cura de outras doenças, como a hepatite C. Segundo Chebabo, muitas pessoas infectadas não sabem que têm o vírus, o que dificulta o controle da enfermidade.

Durante o evento, as sociedades brasileiras de Infectologia (SBI) e de Hepatologia (SBH) lançaram campanha conjunta para alertar para a importância do teste de sangue simples para detectar a presença do vírus da hepatite C. Segundo estimativas recentes baseadas em estudos populacionais, a hepatite C atinge 1,5 milhão de pessoas no Brasil e muitas delas não sabem que estão infectadas.

“A gente tem a medicação à disposição. O nosso papel agora é descobrir quem são essas pessoas que são infectadas e não sabem que têm hepatite C”, disse o presidente do congresso. A doença evolui de forma silenciosa durante muitos anos e, em alguns casos, a pessoa só descobre quando está com cirrose hepática, com o fígado já destruído.

Com cerca de 3 mil participantes, o congresso também discutirá temas como as arboviroses, que são doenças transmitidas por vírus cujos vetores são insetos, como a febre amarela; os desafios para controle dos vetores de dengue, zika e chikungunya; as superbactérias e a descoberta de novas vacinas.



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