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Quinta, 24 de agosto de 2017, 00h00

Questões


O trecho da delação de Silval Barbosa, revelado pela TV Centro América na última terça-feira, suscita alguns questionamentos. O suposto ‘acerto’ feito entre Silval e o então senador Pedro Taques, que se lançaria em 2014 como candidato ao governo, teria sido apenas verbal? De boca, como dizem por aí? Se de fato Mauro Mendes pediu que Silval doasse R$ 20 milhões à campanha de Taques, este pagamento foi feito? Quando? E o acordo teria como contrapartida a promessa de que Taques não investigasse as contas e as maracutaias financeiras de Silval. Por que, então, Pedro Taques, ao assumir o Palácio Paiaguás, iniciou uma série de auditorias em todos os contratos, termos e convênios assinados por seu antecessor?

Em família

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso protocolado pela família do ex-prefeito de Itiquira (357 km ao Sul de Cuiabá), Ernani José Sander por contratar empresa de limpeza de fossas sem licitação. A empresa é de propriedade de seu filho, Ernani Velasco Sander Júnior, a época lotado no cargo de secretário municipal de administração, e de sua esposa, Nancy Alves Velasco, que era secretaria municipal de Assistência Social. Os acusados estão proibidos de firmar contratos com o poder público, além de perderem os direitos políticos por três anos e pagamento de multa civil.

Privatização

A onda de privatizações anunciada ontem pelo presidente Michel Temer atingiu Mato Grosso. Estão nos planos do governo para concessões o aeroporto Marechal Rondon, principal de Mato Grosso, e mais quatro terminais regionais no interior. A expectativa fica por conta da melhoria na qualidade dos serviços no Marechal Rondon, bem como a solução de gargalos antigos, como a conclusão da reforma.



A sede do Grupo Gazeta de Comunicação passa a contar a partir de hoje com um espaço destinado à religiosidade. Colaboradores da empresa e convidados terão à disposição uma capela para que façam suas orações e tenham um espaço para reflexão e conexão com sua fé. A inauguração será conduzida, na manhã desta quinta-feira, pelo presidente do grupo, João Dorileo Leal, seguida de uma missa em louvor à Santa Clara, padroeira das comunicações, ministrada pelo arcebispo da arquidiocese de Cuiabá, Dom Milton Antônio dos Santos.

Quando a tarde cai

As conversas que correm nos corredores da Assembleia Legislativa apontam para um ‘interesse’ incomum dos parlamentares pelos telejornais noturnos. Na noite de terça-feira, por exemplo, um grupo de deputados se reuniu em uma das salas do parlamento para assistir à edição local de um telejornal. A expectativa era de que novos fatos envolvendo a delação de Silval Barbosa viessem à tona. De fato foram divulgados, mas, para o alívio de muitos, não tocaram no assunto de supostos vídeos de deputados recebendo propina paga por interlocutores do governo passado. Esta informação foi revelada pelo próprio Silval e divulgada no jornal Folha de São Paulo.

No vácuo

Aliás, a capacidade destruidora da divulgação dos supostos vídeos é tamanha que já há quem sonhe com uma renovação total na próxima legislatura. Teoricamente se a maioria dos parlamentares atingidos pela delação decidirem por não buscar a reeleição em 2018, sobraria mais espaço para novos nomes. Apostando nesta lógica, pelo menos 3 vereadores de Cuiabá já admitem alçar voos maiores no próximo ano, ou seja, topar uma candidatura a deputado estadual. De quebra, se algum deles for eleito, romperia o ‘tabu’ de que vereadores da Capital não conseguem êxito ao tentar uma vaga na Assembleia via voto.

Filiação

O jornalista e ex-senador Antero Paes de Barros filiou-se ao Podemos, partido originado do antigo PTN (Partido Trabalhista Nacional), aumentando o time da legenda em Mato Grosso.
Além de senador, a vasta carreira política de Antero inclui mandatos de vereador, deputado federal e secretário de Estado. Ele entra para o Podemos juntamente com o senador José Medeiros, que deixou o PSD com o objetivo de se manter no Senado. Segundo Medeiros, a filiação de Antero tem influência do senador Álvaro Dias, que pretende sair para a disputa da Presidência da República em 2018.

Farra

O Ministério Público se prepara para ir à Justiça cobrar cerca de R$ 50 milhões de mais de 500 políticos acusados de usar e abusar irregularmente das cotas para passagens aéreas, de acordo com o site Congresso em Foco. A relação dos demandados inclui o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), e mais cinco colegas deles no governo Michel Temer. Engloba os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os ministros do TCU Vital do Rêgo, José Múcio e Ana Arraes e os governadores de Brasília, Rodrigo Rollemberg (PSB), do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e de Sergipe, Jackson Barreto (PMDB). Todos eram deputados em 2009, quando as investigações avançaram.
 



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