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Quarta, 30 de agosto de 2017, 00h00

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O ministro da Agricultura Blairo Maggi recebeu afagos de governadores de estados agrícolas durante o Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), em São Paulo. A ação acontece em um momento em que Maggi está sob pressão por causa da delação do ex-governador Silval Barbosa. Teceram elogios ao ministro os governadores de Mato Grosso do Sul e Goiás. O governador Pedro Taques (PSDB) também se fez presente na cerimônia realizada na noite de segunda-feira, bem como os governadores de Santa Catarina, Raimundo Colombo e de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Prodeic

Também citada por Silval Barbosa em sua delação, a empresa Eletromóveis Martinello, negou ontem ter participado de qualquer esquema ilegal para a concessão de benefícios fiscais via Prodeic. ‘Ficamos estarrecidos com a fantasiosa declaração sobre irregularidade na concessão do Prodeic à nossa empresa e indignados com a tentativa leviana do ex-governador de incutir uma decisão de caráter político ao processo, pois jamais houve pagamento ou favorecimento a quem quer que seja’. Segundo nota, a empresa passou por todos os trâmites regulamentares e cumpriu todas as exigências legais e formais, tendo sido aprovada pelo Conselho Estadual e Desenvolvimento Empresarial.

Participação

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Fazenda (Sefaz), publicou no Diário Oficial desta terça-feira (29), os percentuais definitivos do Índice de Participação dos Municípios (IPM). As informações que foram utilizadas para elaborar o índice estão na Portaria nº 151/2017 e determinam o valor do repasse que cada município irá receber referente à arrecadação do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), durante o exercício de 2018. O prazo para as prefeituras contestarem os dados utilizados e os índices foi concedido obedecendo ao período de 30 dias.

Questionamento

Indignado com a presença maciça de servidores e apoiadores de Emanuel Pinheiro logo cedo nas galerias da Câmara, o vereador Abilio Júnior (PSC), um dos 6 que votaram pela abertura da CPI, fez uma transmissão on-line pelo Facebook. No vídeo, ele percorre o hall e depois sobe até as duas galerias. Pergunta para os presentes: ‘Quem aqui apoia o prefeito?’ e a maioria responde sim. Mas quando a pergunta é se alguém ali trabalhava no Executivo Municipal e se concordavam que o gestor havia roubado dinheiro, o silêncio é misturado a manifestações negativas. Por fim, o vereador deixa o local sob protestos dos ocupantes das galerias e reclama da manobra.

Tropa de choque

Na sessão que praticamente enterrou a tentativa de abertura de uma CPI para investigar o prefeito Emanuel Pinheiro, chamou a atenção o clima favorável ao gestor. Enquanto que no hall de entrada da Câmara Municipal, o barulho era grande por parte de quem defendia até a prisão do prefeito, lá no plenário, as galerias eram quase que totalmente tomadas por apoiadores de Emanuel. Havia servidores da Prefeitura ocupando os espaços internos desde antes das 7h, horário em que iniciava a mobilização em frente ao Legislativo. Sem pressão, os vereadores optaram por não abrir investigação.

Publicidade

Citado na delação de Silval Barbosa, o ex-prefeito de Cuiabá, Roberto França, explicou, por meio de nota, a origem de um débito que o governo teria com ele, por conta de pagamentos legais de inserções publicitárias em seu programa de TV. França é acusado por Silval de ter recebido R$ 1,5 milhão em propina. Ele nega e afirma que o governo de Silval lhe devia R$ 830 mil em inserções, mas deu o ‘calote’ e não pagou. ‘Essa foi a cobrança que fiz e de forma pública e transparente no ar, ao ex-governador referente aos pedidos de inserções, que é o documento onde o Estado através da agências de publicidade solicita a veiculação de publicidade. Se alguém recebeu R$: 1,5 milhão esse alguém não fui eu e nem a TV Rondon’.

Preocupação

Antonio Joaquim se mostra preocupado com seu futuro político, uma vez que se despediu do Tribunal de Contas do Estado com a pretensão de se dedicar ao processo eleitoral de 2018. Mas no mesmo mês em que decidiu tomar o seu rumo, uma avalanche de denúncias veio à tona e o conselheiro acabou atingido. Ontem, em sua última sessão, Joaquim desafiou Silval a provar o que está na delação e cobrou pressa do Ministério Público em investigar os citados pelo ex-governador. A preocupação tem razão de ser, já que qualquer fato potencialmente mais grave pode abater qualquer tentativa de voo mesmo antes da decolagem.

Milho

Ex-ministro da Agricultura, Neri Geller tomou emprestado R$ 1 milhão do atual vice-governador Carlos Fávaro para custear sua campanha a deputado federal em 2010. Segundo a delação de Silval, Neri não teve como pagar essa conta e então ele e Fávaro recorreram a Silval para buscar um meio de receber o dinheiro, incorrendo em ilegalidade. Em nota, Geller disse que a dívida toda foi paga com milho e maquinário agrícola. ‘Em momento alguma negociação envolveu o senhor Silval Barbosa, que hoje, no afã de justificar seus atos ilícitos, tenta envolver pessoas de bem’.
 



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