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Quinta, 31 de agosto de 2017, 00h00

Afastamento


A ONG Moral ingressou ontem, no Ministério Público Estadual, com uma petição na qual pede ‘ação urgentíssima’ no sentido de investigar todos os deputados e ex-deputados, além de secretários citados na
delação monstruosa de Silval Barbosa. O documento solicita ainda que todos os envolvidos sejam afastados cautelarmente dos cargos que ocupam. Além de todos os deputados mencionados por Silval, a ONG pede investigação contra o atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Avalone, acusado de receber valores indevidos relacionados à operação de uma hidrelétrica no Estado.

Nem conhece

Único deputado que não apareceu nas planilhas de propinas pagas por Silvio Cezar, Zeca Viana se manifestou ontem sobre o caso.Quanto à informação de que teria cobrado os valores de propina, Zeca esclarece que nunca cobrou propina do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), muito menos do seu ex-chefe de gabinete Sílvio César, pessoa que nunca conheceu e com quem jamais manteve qualquer conversação.

Longe da tormenta

Por outro lado, o silêncio dos deputados pode ser necessário neste momento em que o Poder está na
berlinda. Certamente haverá uma tentativa de contornar a crise ética, unificar os discursos e buscar uma
reparação ao estrago institucional que já foi feito. Note-se que o presidente da Casa, Eduardo Botelho
(PSB) tirou providencialmente uma licença de 10 dias, na semana passada, e se mantém longe da encrenca
de ter que responder questionamentos sobre a índole de seus pares. Não retornará no olho do furacão, mas é provável que não escape da missão de ter que convencer a sociedade de que no Legislativo ainda tem gente séria e honesta.

Presença

Viria a calhar, neste momento, a medida proposta pelo deputado Oscar Bezerra (PSB) no início do ano, que previa o desconto de salário de deputados que não registrassem frequência razoável nas sessões da
Assembleia Legislativa. Tanto na sessão noturna de terça-feira quanto na matutina de ontem, pouquíssimos parlamentares deram as caras no plenário. E logo esses poucos também encerraram os trabalhos e deixaram o local. É a batida tática de esperar a poeira baixar, assim como a revolta dos cidadãos de bem, na esperança de que tudo volte a ser como era antes da onda de denúncias.

Flores da discórdia

Alvo de um pedido de afastamento processual por suspeição, o ministro do STF, Gilmar Mendes, está fora
do Brasil, mas segue tendo que explicar que não teria laços de amizade com a família de Jacob Barata
Filho. Ele é empresário do ramo de transportes do Rio de Janeiro e foi preso sob acusação de fraudes e
propinas no governo do Rio e depois libertado por Mendes. O ministro do STF foi padrinho de casamento da
filha de Jacob, que depois enviou flores à esposa do ministro, Guiomar Mendes. ‘Sei lá porque ele mandou
flores. Não recebo apenas flores, também xingamentos’, disse.

Resposta

Sobre a abertura de investigação contra o secretário da Casa Civil, José Adolpho, determinada pelo
desembargador Orlando Perri, o governo de Mato Grosso afirmou lamentar, mais uma vez, ‘que procedimentos judiciais e do Ministério Público envolvendo apuração de condutas de secretários de Estado sejam ‘vazados’ para a imprensa antes da notificação formal das partes’. Por esta razão, o governo e o
secretário só irão se manifestar quando tomarem conhecimento formal do procedimento. A investigação tem como objetivo apurar a conduta do secretário quanto a uma possível fraude no protocolo da Casa Civil, no caso da ‘grampolândia’.

Banqueiro

O jornal O Globo deu destaque ontem ao fato de que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, entrou no
seleto grupo de brasileiros donos de instituições financeiras. A reportagem afirma que Maggi ganhou um
banco ‘de presente’ de Michel Temer e exalta a diversidade de negócios da família, como empresas
agrícolas e de navegação. Mas considera estranho o ex-governador de Mato Grosso por dois mandatos ser
dono de um banco comercial se hoje ele responde a acusações de crimes como lavagem de dinheiro e
corrupção envolvendo ao menos 3 bancos privados.

Ressurgindo

Habituado a aparecer politicamente apenas quando concorre a algum cargo eletivo, o Procurador Mauro
ressurgiu ontem em vídeo postado em suas redes sociais. Na gravação de pouco mais de 3 minutos, o eterno candidato do Psol discorre sobre o escândalo que envolve o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, a quem chama de ‘cadáver político’, e lembra que jamais terá a ‘experiência’ de seus adversários em eleições porque não faz alianças espúrias ou compactua com a tática do ‘toma lá dá cá’. Por fim, conclama a população cuiabana a sair às ruas quantas vezes forem necessárias para pedir a cassação de Emanuel do cargo.
 



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