WhatsApp Twuitter

Sexta, 01 de setembro de 2017, 00h00

Ameaças


Perri descreve as tentativas de ameaças veladas ao seu trabalho de conduzir as investigações da chamada ‘grampolândia pantaneira’. A acusação feita pelo coronel Siqueira seria o meio encontrado para enviar as ameaças ao desembargador, com o recado implícito de que Perri poderia sofrer dissabores judiciais caso avançasse na condução do inquérito dos grampos ilegais. Um emissário do governo, inclusive, teria tentado ‘mandar recado’ a Perri por meio de outro desembargador. Na petição de defesa, o magistrado pede que o coronel Siqueira seja inquirido na mesma sindicância, assim como várias testemunhas. Requer ainda que o Ministério Público Estadual e a OAB-MT acompanhem o processo.

Não pega bem

A abertura de crédito suplementar para a Câmara Municipal de Cuiabá (veja matéria neste caderno) está prevista em lei e é constitucional. Porém, o momento político não era o mais propício para isso. O valor é de R$ 6,72 milhões e será remetido ao Legislativo de imediato, conforme consta no Diário Oficial de Contas do Estado que circulou ontem. Alguém com um pouco mais de tato político na Prefeitura de Cuiabá poderia sugerir que a medida fosse tomada em outro período. Afinal de contas, a pressão está toda em cima dos vereadores quanto a abrir ou não uma CPI para investigar o prefeito Emanuel Pinheiro.

Coisa de cinema

Daria filme? A sucessão de ‘bombas’ relatadas pelo ex-governador Silval Barbosa, numa delação que envolve uma pilha de documentos, gravações e depoimentos, tem potencial de sobra para ser explorada pelo cinema. No roteiro há traições políticas, negociatas as mais diversas, compra de apoio e até uma trama surreal para forjar um atentado contra o ex-deputado José Riva. Não faltam elementos policiais para que a história seja contada com emoção. É uma pena que, caso isso ocorra, Mato Grosso seja pano de fundo para um filme de drama, terror e repleto de obscenidades proibidas para menores.

Desabafo

Citado na delação como suposto beneficiário de valores que teriam sido injetados em sua campanha de 2014, o governador Pedro Taques desabafou em sua página no Facebook. Taques ressaltou que seu governo é diferente das gestões anteriores e reclama que muitos tentam jogar sua gestão “na mesma vala deles”, mas pondera que a verdade sempre prevalece. Sendo assim, o jeito é esperar os desdobramentos e decisões que serão tomadas pelo Supremo Tribunal Federal e pelos demais tribunais de instâncias superiores, visto que Silval delatou geral, desde ex-deputados, senador, deputado federal até ministro do presidente Michel Temer (PMDB).

De novo

Como virou rotina nas últimas semanas, as informações são de que novamente uma equipe do programa Fantástico da Rede Globo está em Cuiabá para produzir reportagem especial. Um repórter estaria percorrendo gabinetes dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa, provavelmente em busca de respostas para as denúncias apresentadas pelo ex-governador Silval Barbosa em delação premiada. Resta saber se ainda há mais bomba a ser detonada e qual o potencial destrutivo da mesma.

Envergonhado

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, postou um texto em um grupo de WhatsApp no qual se diz ‘extremante triste, desconfortável, constrangido, envergonhado e deprimido’ por ver o irmão, deputado estadual José Domingos (PSD), recebendo suposta propina das mãos de Silvio Cézar, ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa. Neurilan relata que Domingos está transtornado e ‘chora igual criança’ pedindo perdão pelo ato. Apesar de demonstrar compaixão pelo irmão e exaltar sua longa carreira política, o presidente da AMM defende que Domingos pague pelo que fez, a Deus e a Justiça.

Resposta

O desembargador Orlando Perri apresentou sua defesa na sindicância aberta a pedido dele próprio no Tribunal de Justiça, para apurar acusações de que teria agido de forma ilegal ao investigar o chamado ‘Escândalo da Maçonaria’. Na peça de defesa, Perri explica todos os passos da apuração interna que resultou na aposentadoria compulsória de magistrados, acusados de usar recursos do TJ para ‘socorrer’ uma instituição financeira ligada à loja maçônica da qual faziam parte. O desembargador argumenta que não fez grampo ilegal para investigar magistrados, como acusou o secretário de Justiça, coronel Airton Siqueira, e que os requerimentos partiram do Gaeco, sendo absolutamente legais.

Defesa

Ex-deputada estadual e federal, Teté Bezerra (PMDB), também citada no rol de políticos delatados por Silval Barbosa como recebedores de propina em sua gestão para diferentes finalidades como garantir apoio político, não fiscalização de irregularidades ou negociação de projetos e liberação de emendas parlamentares, divulgou nota negando as acusações. Segundo ela, ao longo dos três mandatos como deputada federal e do mandato de deputada estadual nunca negociou com quem quer que seja para a aprovação de projetos na Câmara dos Deputados ou Assembleia Legislativa e que essa é uma prática que abomina e não faz, nem nunca fez, parte de sua vida pública.
 



// leia também

Domingo, 24 de setembro de 2017

00:00 - Asfalto

Sábado, 23 de setembro de 2017

00:00 - Interpretações

Sexta, 22 de setembro de 2017

00:00 - Bloqueio

Quinta, 21 de setembro de 2017

00:00 - Vem de longe

Quarta, 20 de setembro de 2017

00:00 - Cura gay

Terça, 19 de setembro de 2017

00:00 - Discrição

Segunda, 18 de setembro de 2017

00:00 - Inquéritos

Domingo, 17 de setembro de 2017

00:00 - Retratação

Sábado, 16 de setembro de 2017

00:00 - Tentáculos

Sexta, 15 de setembro de 2017

00:00 - Malebolge