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Domingo, 03 de setembro de 2017, 00h00

Blindado




Em requerimento à Procuradoria-Geral da República, a defesa do ex-governador Silval Barbosa comunica a venda de bens patrimoniais da família com o objetivo de saldar o valor restante no acordo firmado com o MPF. Entre eles, há um carro importado, avaliado em R$ 145 mil, cuja venda, segundo o advogado que os representa, teria também outro objetivo. ‘O veículo está sendo vendido para providenciar um veículo blindado por razões óbvias de segurança’. Ou seja, Silval já imaginava os efeitos que sua delação traria e que potencialmente sua lista de inimigos se multiplicaria.

Rotina

Outro que se acostumou a viver com escolta há um bom tempo é o governador Pedro Taques. Todo chefe de Executivo requer segurança individual, como é de praxe, mas esta rotina começou para ele muitos anos antes. no início dos anos 2000, Taques era procurador da República e alvo constante do crime organizado, comandado pelo ‘comendador’ João Arcanjo Ribeiro. O perigo era tanto que Taques teve que adotar um estilo de vida pessoal restrito, para reduzir as chances de sofrer um atentado.

Boataria

A ‘central da boataria’ tem funcionado com frequência no Estado quando o assunto é a prisão de autoridades. Na chamada grampolândia pantaneira, os boatos se espalharam no dia 4 de julho dando conta de que o desembargador Orlando Perri havia decretado as prisões do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, e do coronel Airton Siqueira Júnior, atual secretário de Justiça e Direitos Humanos. Logo nas primeiras horas do dia seguinte, ambos teriam procurado o delegado Flavio Stringueta para prestar depoimento, temendo serem presos. Mas o delegado não foi encontrado, pois estava investigando outro ‘braço’ do esquema, em Lucas do Rio Verde. Ainda assim, Siqueira e Paulo Taques foram ouvidos às pressas pelo coronel Catarino, que conduzia o Inquérito Policial Militar.

Mercado

A delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), embora seja desqualificada por quem está nela, ou seja, dezenas de políticos com e sem mandato e autoridades com foro privilegiado, tem agradado e bastante, um grupo de pessoas: os advogados criminalistas.
Bastou a confirmação de que a delação foi homologada pelo ministro do STF, Luiz Fux, e os primeiros nomes dos denunciados surgirem na imprensa para a procura por advogados disparar em Cuiabá. Alguns juristas estão comemorando essa boa fase já que o mercado andava meio estagnado nos últimos meses.

Chapada

O vereador e advogado Luciano Augusto Neves (PSDB), mais conhecido como Dudu, assumiu na sexta-feira (01), o cargo de diretor-presidente do Sistema Autônomo de Água e Esgoto SAAE. Na sua vaga assumiu na Câmara Municipal, o suplente Paulo César de Carvalho (PSDB), da comunidade rural de João Carro. A ex-diretora Sara Suely Attilio Caporossi entregou o cargo no dia 23 de agosto para se dedicar a projetos de ordem pessoal. Interinamente assumiu o procurador-geral do município.

À espera

O cidadão cuiabano aguarda uma manifestação mais concreta do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) sobre o vídeo em que aparece recebendo maços de dinheiro do governo Silval. Até então, o chefe do Executivo municipal tem evitado falar sobre o assunto ou mesmo dar as caras publicamente por aí, para não ter que se explicar para a imprensa. Até o momento, Pinheiro enviou apenas uma nota na qual diz que as imagens foram deturpadas, mas não se aprofunda na defesa. Por ter sido eleito pelo voto popular, o prefeito está devendo uma explicação mais completa.

Interino

Também na última sexta-feira, o empresário José Carlos Jób assumiu interinamente, a presidência do Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt). Ele exercerá o cargo até o dia 11 de setembro, na ausência do presidente Jandir Milan, que se afastará em função de viagem internacional.
José Carlos Jób responderá pelas instituições Serviço Social da Indústria (Sesi-MT), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT) e Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MT), além da própria Fiemt.

Vazamentos

A boataria vira caso de polícia quando informações oficiais são vazadas diretamente aos envolvidos, com o objetivo de alertá-los previamente sobre as medidas. Foi o que ocorreu com a prisão de Silval Barbosa em setembro de 2015, que foi ‘vazada’ por dois policiais civis ao próprio Silval. O ex-governador seria preso nas dependências da Assembleia Legislativa, onde era esperado para ser ouvido na CPI das Obras da Copa. Mas, avisado antes, sequer compareceu, foragindo. Três dias depois, Silval se entregou. Os dois policiais respondem a processo interno na corporação.
 



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