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Terça, 05 de setembro de 2017, 00h00

Descuido


Atuando na condução de sete ações penais em que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) é réu, a juíza Selma Arruda, da 7ª Vara Criminal, disse em entrevista ao jornal O Globo que o descuido dele e de seus comparsas acabaram ajudando as investigações. “(...) acredito que eles foram muito descuidados. Parece que não trabalhavam nem cinco minutos por dia para o Estado. Era só fazendo fraudes. Isso acabou facilitando a investigação”.
A magistrada se referia ao fato das diversas fraudes terem sido descobertas após auditorias em contratos determinados pela atual gestão e a instauração de várias apurações por parte do Ministério Público.

Modus operandi

 Na Prefeitura de Cuiabá já há quem veja na licença concedida ao secretário de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo, uma estratégia para, publicamente, amenizar o impacto de uma exoneração. O mesmo ‘modus operandi’ foi usado na demissão da então secretária de Educação, Mabel Strobel, que se licenciou do cargo para tratamento de saúde, mas em poucas semanas foi substituída por Rafael Cotrin. Segundo notícias de bastidores, a gestão de Antenor não estaria agradando o Palácio Alencastro, sobretudo em relação ao tão propagado sistema de monitoramento no trânsito, que até hoje não funciona de acordo com o que se previa.

Explicações

E está previsto para hoje o retorno do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, ao cargo, após um período de mais de uma semana de licença. Botelho pretende conceder uma entrevista coletiva para que o Legislativo se manifeste de forma institucional sobre a onda de denúncias que pesam sobre 13 deputados estaduais da atual legislatura. Desde que as imagens de parlamentares recebendo dinheiro vieram à tona, a Casa tem estado praticamente às moscas. Poucos mostram a cara publicamente. É necessário que alguém se posicione porque o cidadão-eleitor merece uma explicação. Ainda que não acredite em nada do que for falado.

Entenda bem

Para entender melhor o turbilhão de denúncias de corrupção reveladas pelo ex-governador Silval Barbosa, a edição impressa do jornal A Gazeta compilou os nomes de todos os políticos e operadores financeiros citados na delação em um ‘glossário’ publicado na edição de domingo (3). Ontem, o glossário do impresso migrou para a internet e as redes sociais em vídeos cuidadosamente preparados pela equipe do site Gazeta Digital. Nele, surge cada personagem citado por Silval com a respectiva acusação, para melhorar o entendimento Confira no site www.gazetadigital.com.br.

Surpreende?

Alguma denúncia de corrupção ainda causa espanto em Mato Grosso? O nível de indignação com a classe política está tão alto que nada mais parece ser capaz de surpreender. Nem mesmo o fato, revelado por Silval Barbosa, de que na Assembleia Legislativa o chamado ‘mensalinho’ faz parte da rotina dos parlamentares há, pelo menos, 28 anos. E que a propina chegou a ser institucionalizada, mediante o reajuste no valor do duodécimo e da verba indenizatória. Ou seja, nas palavras de Silval, a honestidade passa longe daquela Casa há muito tempo.

Água em Chapada

No cargo de diretor-presidente do Sistema Autônomo de Água e Esgoto do município de Chapada dos Guimarães (64km de Cuiabá) desde a última sexta-feira (01), o vereador e advogado Luciano Augusto Neves (PSDB), mais conhecido como Dudu, terá um desafio e tanto pela frente. Conduzir a última etapa das obras da Estação de Tratamento de Água de Chapada dos Guimarães, obra que pretende resolver definitivamente o problema de falta de água em Chapada. De 50 litros por segundo de água tratada, a vazão subirá para 100 litros de água. A falta de um sistema eficaz de distribuição é apontado como o grande gargalo para o turismo e o desenvolvimento do município, que é um dos cartões-postais do Estado. O problema é histórico e só começa a ser realmente resolvido agora, na gestão da prefeita Thelma Oliveira (PSDB).

Mais bomba

A ‘delação monstruosa’ de Silval Barbosa dificilmente será superada, em nível de escândalo, por qualquer outra em Mato Grosso. Isso é o que se pensa hoje. No entanto, alguém imaginaria o que poderia vir à tona em uma eventual colaboração premiada do ex-deputado estadual José Riva? Pois, este dia não está longe de chegar. A própria defesa de Riva admite que ele está negociando com o Ministério Público Federal os termos de uma delação, que pode ser assinada em breve. Certamente o ex-presidente da Assembleia tem muito a revelar. E muita gente não quer nem pensar nisso.
 



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