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Quarta, 06 de setembro de 2017, 00h00

Jurupari


O ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Silvio Cézar, relatou à Procuradoria-Geral da República que responde a duas ações penais por suposto envolvimento na Operação Jurupari, deflagrada pela Polícia Federal em 2010 para apurar crimes de extração e venda ilegal de madeira na região norte de Mato Grosso. Esta foi uma das maiores operações para coibir crimes ambientais da história do país, que resultou em danos ao meio ambiente avaliados em R$ 900 milhões. Entre os denunciados estavam proprietários de terra, servidores públicos, engenheiros florestais e até políticos com cargos no Executivo Estadual, Assembleia e Câmara Federal

Reunião

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) sedia pela primeira vez nesta quarta-feira (06), a reunião mensal da Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso, com os representantes de vários órgãos públicos estaduais e federais na sede da instituição em Cuiabá. Será a oportunidade para os representantes da Rede de Controle conhecerem a novo espaço físico da PGE. O principal objetivo da Rede de Controle é desenvolver ações direcionadas à fiscalização da gestão pública

No ar

Inicia hoje às 6h a programação definitiva da Cultura FM 90.7, rádio incorporada ao Grupo Gazeta de Comunicação, que estava operando havia 1 mês em caráter experimental. Com o slogan ‘sinta o som!‘, a nova proposta da rádio, cuja marca é tradicional na comunicação mato-grossense, é adulta contemporânea, tendo como foco ouvintes com idade acima dos 25 anos e que gostam de boa música, brasileira e internacional, atual ou sucessos inesquecíveis - os flashbacks. Também haverá espaço para informações sobre acontecimentos relevantes, trânsito e clima.

Acusações

Uma das ações ainda está em fase de instrução criminal e os crimes atribuídos por Sílvio são os de formação de quadrilha, advocacia administrativa e crimes ambientais. A outra ação já está em fase de alegações finais e o rol de crimes é o mesmo. Em 2010, Sílvio Cézar era chefe de gabinete de Silval, na época, vice-governador. Contra ele pesam acusações de entrar em contato com servidores da Sema para agilizar processos de particulares. A defesa de Sílvio sempre negou haver qualquer conduta criminosa nestes casos. Em alguns processos correlatos, o próprio Ministério Público Federal pediu a absolvição dele.

Aparição

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB), a exemplo dos demais políticos que ele citou em sua delação premiada como beneficiários em diferentes esquemas de corrupção, tem evitado ao máximo, aparecer em locais públicos.
Porém, no dia 18 deste mês, o peemedebista terá que comparecer ao Fórum de Cuiabá para audiência em uma ação penal, às 13h30. Será a primeira aparição do ex-governador desde que sua delação foi homologada pelo Supremo e o teor das denúncias vem estampando manchetes de veículos da imprensa nacional e estadual diariamente.

Novo?

Quando decidiu deixar o cargo de procurador da República para se candidatar pela primeira vez, o governador Pedro Taques assumia o papel de ‘novato’ na política. Agora, segundo ele próprio, esta alcunha já mudou um pouco. Ontem, durante bate-papo descontraído com jornalistas em almoço no Palácio Paiaguás, Taques foi questionado se ainda se sentia como ‘fato novo’ no meio político. ‘Sou usado-novo’, disse ele, lembrando de uma antiga propaganda de concessionária de veículos, arrancando risadas dos repórteres.

Mansão

Dois personagens que surgem com frequência como operadores dos esquemas de Silval Barbosa são donos de bens patrimoniais atribuídos ao ex-governador. Consta na lista de ‘bens de Silval em nome de terceiros’ uma mansão em Jurerê Internacional, região de alto padrão de Florianópolis, em nome do empresário de factoring Valdir Piran. O imóvel está avaliado em R$ 3 milhões. Já a Fazenda Pantanal, localizada em Poconé, com 10 mil hectares e avaliada em R$ 15 milhões, está em nome do empresário Vanderlei Torres. O imóvel foi dado em garantia ao Banco Rural para garantir empréstimo em que Torres consta como avalista.

Mais um

O deputado federal Victorio Galli (PSC) volta a cair na boca do povo por conta de suas convicções. Mas desta vez cristalizou parte de suas opiniões pessoais em um projeto de lei que prevê a criminalização de quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas ilícitas. Ou seja, busca a punição para o usuário de drogas com prisão de até 1 ano. Com o sistema carcerário brasileiro abarrotado, imagina-se que a prisão de usuários de droga vai somente piorar a situação, além de não reduzir o poderio do tráfico de drogas. É só aguardar pela repercussão, que promete ser barulhenta.
 



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