WhatsApp Twuitter

Quinta, 07 de setembro de 2017, 00h00

Preocupação


O pedido do vereador Felipe Wellaton (PV) para que seja aberto um processo de cassação do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) pode ser entendido como um gesto para não jogar a opinião pública contra a Câmara Municipal. Além de ficar na mira do povo por teoricamente se omitir sobre o vídeo comprometedor de Emanuel, a Casa de Leis ainda pode sofrer desgaste caso não explique o repasse suplementar de R$ 6,7 milhões feito pelo Executivo no fim de agosto. O crédito na conta da Câmara foi executado um dia após a maioria dos parlamentares rejeitarem a abertura de uma CPI para apurar os atos do prefeito.

Ida ao MP

Os parlamentares municipais se reunirão com o procurador-geral de Justiça do Estado de Mato Grosso, Mauro Benedito Pouso Curvo, na próxima quinta-feira (14), às 14h, na sede do Ministério Público do Estado (MPE), em Cuiabá. Os vereadores querem pedir celeridade nas investigações que envolvem o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) em recebimento de dinheiro, em tese, proveniente de propina.

Convocado

Ele, Eder Moraes! Segundo a delação de Silval Barbosa, Maggi recorreu a Eder, que na época trabalhava na agência MT Fomento, para buscar uma solução. Foi então que Eder teve a ideia de acionar instituições financeiras para propor um negócio fraudulento, de acordo com Silval. A ideia era que os bancos fizessem financiamento perante as construtoras que tinham créditos a receber do Estado. O Estado, por sua vez, saldaria a dívida com os bancos Bic, Dacoyval e BMG. Como garantia, o governo emitiria cartas garantindo o pagamento dos financiamentos. O mesmo sistema foi usado para pagar não só as construtoras, mas vários tipos de credores, segundo Silval.

Trator

Conhecido como um ‘trator’ durante o governo de Blairo Maggi por ter habilidade para resolver os mais diversos gargalos estruturais no Estado, o ex-secretário Luiz Antônio Pagot, foi citado com menos deferência por Silval Barbosa em sua delação. Diz Silval que entre 2005 e 2006, Pagot tinha total autonomia no governo Maggi, mas que usou dessa prerrogativa para executar várias obras irregulares em Mato Grosso, muitas inclusive sem qualquer processo licitatório. Por conta desta situação, segundo Silval, no início de 2006, a dívida do Estado com construtoras passava de R$ 130 milhões e o Executivo não tinha como saldá-las, porque ficaria no ‘vermelho’ se o fizesse. Quem poderia resolver esse problemão?

Corrupção

Um grito coletivo contra a corrupção em Mato Grosso foi bradado por representantes de mais de 40 entidades da sociedade civil organizada durante reunião, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT). No encontro, teve início uma mobilização social de combate aos contínuos atos praticados contra o patrimônio público no Estado - como os oriundos da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa.
Tal manifestação de indignação contou com o apoio da Associação Mato-grossense de Magistrados (Amam), representada pelo presidente José Arimatéa Neves Costa.

Alerta

O ‘caso Joesley’ deixa um ensinamento especialmente ao Ministério Público: não se deve partir para o vale-tudo para firmar um acordo de delação premiada. O dono da JBS tripudia sobre as leis, poderes e instituições brasileiras ao se manter ‘inimputável’ mesmo agindo como um verdadeiro gângster. Sem limites, planejava pegar em suas armadilhas até mesmo membros do Supremo Tribunal Federal. Os novos áudios revelados esta semana são elementos suficientes para anular os benefícios da delação e levá-lo, juntamente com seu irmão Wesley, para a cadeia.

Ligações perigosas

Outra conexão imprópria delatada por Silval seria a relação entre os setor sucroalcooleiro do Estado com campanhas políticas. O ex-governador afirmou ao Ministério Público Federal que os empresários do ramo sempre contribuíram com campanhas, em doações legais, mas também em Caixa 2. Segundo Silval, os pagamentos de propinas ocorriam todos os anos e tiveram início no governo de Blairo Maggi. O valor mensal repassado pelo sindicato das empresas do setor seria de R$ 2 milhões, de acordo com o delator, e seria operado pelo ex-secretário Pedro Nadaf, que ficaria com um percentual de 10% a 15% desses valores.

Estigma

Diante disso, já tem vereador preocupado com a reputação da Câmara perante a sociedade. Teme-se dar justificativa ao estigma de ‘Casa dos Horrores’, que persegue o Legislativo municipal por anos, em razão de gestões desastradas e uma pilha de casos de corrupção. O vereador Abilio Júnior (PSC) culpa o prefeito por ‘jogar a bomba’ para cima da Câmara ao fazer a suplementação milionária, uma vez que, desta forma, desviaria o foco momentaneamente de sua crise de imagem. Para a nova legislatura, ser comparada aos seus antecessores no que se refere a atos suspeitos parece não ser um bom negócio.
 



// leia também

Sexta, 24 de novembro de 2017

00:00 - Me segura

Quinta, 23 de novembro de 2017

00:00 - Mundial

Quarta, 22 de novembro de 2017

00:00 - Luto na UFMT

Segunda, 20 de novembro de 2017

00:00 - Burburinho

Domingo, 19 de novembro de 2017

00:00 - Varou a noite

Sábado, 18 de novembro de 2017

00:00 - Drama

Sexta, 17 de novembro de 2017

00:00 - Competência

Quarta, 15 de novembro de 2017

00:00 - Repasses

Terça, 14 de novembro de 2017

00:00 - À espera

Sábado, 11 de novembro de 2017

00:00 - Escalonado