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Segunda, 11 de setembro de 2017, 00h00

Débito




De acordo com a delação, tudo teria começado em 2009 com débitos do governo com servidores da Secretaria de Fazenda do Estado em alguns direitos e, como não houve condições de saldar a dívida, o Executivo passou a emitir cartas de crédito em nome dos beneficiários. Eram pagamentos reconhecidos judicialmente, no valor de R$ 400 milhões, a maior parte emitida no governo de Blairo Maggi. Silval, em sua gestão, emitiu R$ 170 milhões, mas apenas para cumprir formalidades do governo anterior. A negociação teria sido coordenada pelo sindicato dos agentes de tributos da Sefaz com a participação de Fabris, De Vitto, Eder e da PGE. “A Assembleia tinha muito interesse neste processo e ouviu dizer que houve um retorno de R$ 60 milhões”, disse Silval em sua delação.

Negociação

Chama a atenção na delação de Silval Barbosa a quantidade de vezes em que surge o ex-deputado José Riva pedindo para que o ex-governador pagasse dívidas. E mesmo que os débitos não dizessem respeito a nenhum dos dois, era dado ‘um jeito’. Silval relata que foi procurado por Riva em 2012 ou 2013 para ajudar a pagar uma dívida de R$ 7 milhões, que seria de Eder Moraes, mas teria ‘repassado’ para o ex-deputado. A dívida seria com o empresário Claudio Luiz Teixeira, o ‘chumbinho’. Silval, então, disse que o empresário teria uma dívida de R$ 50 milhões com a Sefaz e que poderia reduzir multas, juros e acessórios para quitar o débito. Chumbinho pediu um tempo para pensar, mas não retornou mais para negociar.

Encontro

No mesmo dia em que Joesley era preso, viralizada nas redes sociais uma foto envolvendo personagens importantes de toda da trama. Nela, dois homens conversam em uma mesa de bar, nos fundos do estabelecimento, saboreando cerveja artesanal. Não haveria problema algum se os citados não se tratassem do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e do advogado de Joesley Batista, Pierpaolo Bottini. Um encontro no mínimo estranhíssimo, ainda mais após uma semana em que novos audios de Joesley colocaram o MPF em maus lençóis.

Salgadeira

O maior destaque no setor de infraestrutura para este início de semana fica por conta da retomada das obras do Complexo da Salgadeira, histórico ponto turístico de Chapada dos Guimarães. O local está fechado há pelo menos 7 anos, desde que foram constatadas irregularidades ambientais. As obras de adequação jamais evoluíram, o que tem levado muita gente a burlar a proibição e se banhar na cachoeira e rios.

Traque

Mais de duas semanas depois de sua imagem aparecer nacionalmente guardando dinheiro no paletó, o prefeito Emanuel Pinheiro pôs fim à reclusão e surgiu publicamente em agenda oficial no último sábado. Fez sua assessoria convocar a presença da imprensa, uma vez que existia a expectativa de que se pronunciaria pela primeira vez sobre o video. Mas foi feito muito barulho por nada. Emanuel não explicou a origem daquele dinheiro, tampouco aproveitou para se defender.

‘Retorno’

Em termos de valores, um dos ‘eventos criminosos’ que teria rendido propina mais volumosa seria o das fraudes com cartas de crédito, segundo a delação de Silval Barbosa. O volume de ‘retorno’ teria somado R$ 60 milhões, mas não teria beneficiado Silval em nenhum centavo e sim membros da Assembleia Legislativa e outras pessoas do governo da época. São citados pelo ex-governador como responsáveis por negociar o pagamento das cartas de crédito o deputado estadual Gilmar Fabris, os ex-secretários Geraldo de Vitto e Eder Moraes e ainda a Procuradoria-Geral do Estado.

Antes tarde..

A prisão de Joesley Batista e do executivo do grupo JBS neste domingo reduz um pouco o sensação de que nós, brasileiros, fomos mais uma vez passados para trás. Era absolutamente impensável manter livre e sem monitoramento algum um réu confesso (Joesley) de diversos crimes abjetos relacionados à corrupção nas altas rodas do poder. Alguém que debochou das autoridades brasileiras e recebeu ‘salvo conduto’ para embarcar em seu avião e rir da desgraça alheia lá nos Estados Unidos. A Procuradoria-Geral da República tem que admitir que foi condescendente ao excesso com um criminoso.

Nomeações

Ex-vereador por Santo Antônio do Leverger e candidato derrotado nas eleições de 2016, quando disputou a prefeitura daquele Município, o tucano Franklin Luís Carvalho Silva, ganhou um cargo na gestão do governador Pedro Taques (PSDB). Também ex-presidente da Câmara de Vereadores de Leverger, Franklin foi nomeado como assessor especial lotado na Casa Civil. O mesmo ato, assinado por Taques e publicado no Diário Oficial do Estado, também nomeia num cargo comissionado na Casa Civil outro político sem mandato. Trata-se do suplente de vereador Zidiel Coutinho Júnior (PV) que já assumiu a Câmara de Cuiabá por alguns períodos durante rodízios combinados com os titulares das cadeiras.
 



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