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Terça, 12 de setembro de 2017, 00h00

Cubículo


As viagens a paraísos, os jantares nos restaurantes mais caros do mundo, as animadas conversas regadas a doses de whisky de primeira já fazem parte do passado. Assim como ocorreu com Eike Batista, o empresário Joesley Batista (não são parentes) foi obrigado a trocar a luxuosa vida por uma cela de 9 metros quadrados na carceragem da Polícia Federal em Brasília, um espaço provavelmente menor do que um closet na mansão do empresário. O cidadão comum, embora leigo, sabe reconhecer uma situação de absurda injustiça, que era manter um criminoso debochado à solta e desfrutando da vida. O acordo com o Ministério Público Federal, que corre o risco de ser anulado, mostrou que os membros do órgão não são incorruptíveis (vide o exemplo do ex-procurador da República Marcello Miller) e que nem sempre o delator entrega tudo o que sabe. A prisão, mesmo que dure apenas os 5 dias previstos no decreto temporário, servirá de aviso para Joesley e outros delatores que se acham espertalhões.

FPM

As prefeituras mato-grossenses receberam na última sexta-feira (08) mais um repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), referente ao 1º decêndio do mês de setembro. Em valores brutos, foram repassados R$ 48.581.883,06. Se consideradas as deduções do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), o montante fica em R$ 38.865.506,45.
O FPM é uma transferência constitucional da União, cuja distribuição é baseada no número de habitantes de cada cidade, estimado anualmente pelo IBGE e por outros indicadores que formam o índice de distribuição do fundo.

Comunicação

A relação de bens patrimoniais de Antônio Barbosa, irmão do ex-governador Silval Barbosa, mostra sua forte presença no setor de comunicação. Ele é detentor de outorgas de rádios FM em diversos municípios, dentre os quais, Peixoto de Azevedo, Carlinda, Guarantã do Norte, Confresa, Mirassol do Oeste, Terra Nova do Norte e Pontes e Lacerda, todas pertencentes ao grupo Continental Comunicações Ltda. As cotas de cada estação de rádio variam entre R$ 60 mil e R$ 237 mil. Antonio também aparece como responsável por uma retransmissora de televisão de Guarantã do Norte.

Pampa querida

Conhecido como Toninho Barbosa, o irmão do ex-governador Silval Barbosa possui investimentos altos em diversas outras áreas, como a rural. É atribuída a ele a propriedade de uma área avaliada em R$ 15 milhões em Marcelândia, norte do Estado, mais de 4 mil cabeças de gado, avaliadas em R$ 4,3 milhões, 8 caminhões novos comprados em 2017, tratores e escavadeiras hidráulicas, sendo que apenas uma delas custa R$ 300 mil. Em meio a tantos bens e cifras, há espaço para produtos de valor sentimental, ao que parece. Na lista entregue ao Ministério Público Federal consta um veículo Ford Pampa ano 1987, avaliado em R$ 4 mil.

Acordo

Mischur fechou um acordo com o Ministério Público Estadual para devolver cerca de R$ 500 mil aos cofres públicos e, assim, conseguir benefícios e até o perdão judicial em ações civis. Além de aceitar o pagamento de propinas para não perder o contrato com o governo, o empresário também se envolveu na compra fraudulenta de um terreno localizado na avenida Beira Rio, cujo objetivo seria lavar dinheiro ilegal. A ‘coordenação’ do esquema, de acordo com o MPE, ficava a cargo do ex-secretário estadual César Zilio. Em cumprimento a mandado de busca e apreensão, o Gaeco encontrou cerca de R$ 1 milhão em cédulas em uma das casas de Mischur.

Pressão

Depois de resolver o problema do Reajuste Geral Anual (RGA), que em 2016 lhe rendeu muitas dores de cabeça, o governador Pedro Taques (PSDB) volta a sofrer pressão relativa à questão salarial de servidores públicos. Desta vez, no entanto, a trincheira foi montada apenas pelos servidores do Detran, que cruzaram os braços e prometem radicalizar caso a pauta de reivindicações não seja atendida. Os esforços do Executivo estão concentrados no objetivo de quitar toda a folha de pagamento dentro do mês, como ocorria antes do agravamento da crise econômica.

Baile

O empresário Williams Paulo Mischur parece ter superado o período mais difícil de sua vida até então. Um dos alvos da Operação Sodoma, acusado de pagar propinas mensais ao grupo de Silval Barbosa de R$ 500 mil para manter contratos com o governo do Estado, o empresário chegou a ser preso por um bom tempo em 2016. Depois de confessar os crimes e conseguir a liberdade, Mischur se voltou para a família. Agora, por exemplo, prepara um baile de debutantes especial para a filha nos próximos dias, em Cuiabá, com direito a muita sofisticação. Fala-se nos bastidores que a comemoração não sairá por menos de R$ 1,5 milhão.
 



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