WhatsApp Twuitter

Quarta, 13 de setembro de 2017, 00h00

Criminalização


É inegável que a delação monstruosa de Silval Barbosa, inserida num contexto de total descontrole na vida pública nacional, com a Operação Lava Jato e afins, geraram uma percepção de criminalização da classe política brasileira. Em Mato Grosso, isso se amplificou, uma vez que, por exemplo, diversos deputados estaduais, além de detentores de outros cargos no Legislativo e Executivo, aparecem entre os delatados. A situação levou o governador Pedro Taques (PSDB) esbravejar e reclamar das ilações feitas com seu nome na delação. “ O fato de eu ser político não significa que me tornei vagabundo ou idiota, que sou burro, que não entendo, que esqueci a Constituição”, disse o chefe do Executivo.

Crédito

A Secretaria de Gestão da Prefeitura de Cuiabá elaborou um novo conceito para aquisição de crédito consignado para servidores de carreira ativos e inativos. O novo sistema integra prefeitura, previdência municipal e bancos.
Os servidores vão poder contar com outras opções bancárias que farão parte da nova estrutura de crédito consignado municipal. Além do Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, Sicoob, Daycoval e o Santander surgem como novas opções de subsídios financeiros. A partir de novembro, o novo sistema estará dentro do portal do servidor, no site da prefeitura (www.cuiaba.mt.gov.br),

Rédeas

O governo do Estado, graças à sua equipe técnica, finalmente tomou as rédeas definitivas do processo que culminou com a apresentação da versão final da PEC do Teto de Gastos. Os secretários ligados diretamente à área desfizeram todas as dúvidas relativas ao texto, colocando um ponto final nas interpretações enviesadas e nas incompreensões que geraram confusão no Legislativo. Essa análise mais aprofundada, é bom que se diga, poderia ter sido feita com maior antecedência, até porque a demora no trâmite do texto não ajudou em nada. Agora, com os detalhes mais polêmicos devidamente explicados, a PEC dificilmente encontrará problemas para ser aprovada.

Argumento

Os números servem como argumentação positiva para o Judiciário de Mato Grosso no debate sobre as remunerações dos magistrados brasileiros. Até mesmo para parte da população, existe a noção de que o juiz deve ganhar relativamente bem para desempenhar sua atividade jurisdicional com independência, logicamente sem incorrer em exageros, como o caso do juiz Mirko Vicenzo, que chegou a receber R$ 500 mil em apenas um mês. A boa produtividade dos juízes do Estado é um instrumento de defesa para combater a ideia de que trata-se de uma classe excessivamente privilegiada dentro do serviço público.

Produtividade

Em 2016, o índice de produtividade do magistrado mato-grossense foi de 2.084 processos. Isto significa que - sem excluir sábados, domingos e feriados - foram resolvidos ou arquivados 5,7 processos no Sistema Judiciário mato-grossense, por dia, no ano passado. Com esse desempenho e outros fatores positivos, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso ficou em primeiro lugar em produtividade entre os tribunais de médio porte de todo o país.
Este é o resultado do Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-jus) que consta no ‘Relatório Justiça em Números 2017 (ano-base 2016)‘, divulgado na última semana pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Tomando a frente

Braço direito de Silval Barbosa para muitas das ‘operações’ ilegais, o ex-secretário Pedro Nadaf por vezes iniciava por contra própria as negociatas e depois, com pagamentos já em andamento, avisava o chefe. Um desses casos teria ocorrido com propinas pagas pelo setor de biodiesel de Mato Grosso, segundo a delação de Silval. A partir de 2012 ou 2013, empresas deste segmento passaram a pagar por volta de R$ 1,5 milhão anuais em propina para que fossem beneficiadas com um regime tributário menos pesado. Nadaf recolhia o valor da propina e negociava com um irmão do senador Cidinho Santos, de acordo com a delação. Não houve a participação do senador, segundo Silval.

Amigos e negócios

Uma amizade em especial levou o filho de Silval, Rodrigo Barbosa, para o ‘buraco’. Em delação, Rodrigo conta que chegou em Cuiabá em 2009 após cursar Medicina em Presidente Prudente (SP) e conheceu Pedro Elias Domingos, que mais tarde se tornaria secretário-adjunto de Administração do Estado. Aliás, foi o próprio Rodrigo quem indicou o amigo para cargos no governo do pai. Como ‘gratidão’, Pedro Elias começou a cobrar propina de empresas e repassava parte expressiva delas (até 70%) para o filho de Silval. O acordo vigorou em vários contratos, entre eles, o de locação de veículos. Após ser preso, Pedro Elias, se comprometeu a devolver cerca de R$ 2 milhões aos cofres públicos.

Conversa suspeita

O gravador de Rodrigo Barbosa, pelo jeito, guarda muita história para ser contada. Agora, vem à tona uma longa conversa entre ele, seu tio Antônio Barbosa e o deputado estadual Romoaldo Júnior, com diálogos muito suspeitos sobre as ‘motivações’ para a votação das contas do governo Silval Barbosa. A conversa dá a entender que existia - ou que se negociava -um grande acerto entre os deputados para que as contas fossem aprovadas, mediante o pagamento de propinas. O bate-papo ocorreu dentro do carro de Rodrigo, no estacionamento da Assembleia.
 



// leia também

Sábado, 23 de setembro de 2017

00:00 - Interpretações

Sexta, 22 de setembro de 2017

00:00 - Bloqueio

Quinta, 21 de setembro de 2017

00:00 - Vem de longe

Quarta, 20 de setembro de 2017

00:00 - Cura gay

Terça, 19 de setembro de 2017

00:00 - Discrição

Segunda, 18 de setembro de 2017

00:00 - Inquéritos

Domingo, 17 de setembro de 2017

00:00 - Retratação

Sábado, 16 de setembro de 2017

00:00 - Tentáculos

Sexta, 15 de setembro de 2017

00:00 - Malebolge

Quinta, 14 de setembro de 2017

00:00 - Lentidão