WhatsApp Twuitter

Sexta, 15 de junho de 2018, 00h00

Aprovação...


Depois de praticamente um semestre inteiro na base da falta de quórum, a Assembleia Legislativa aprovou duas matérias importantes para o governo do Estado em um intervalo de menos de 10 dias: as contas de 2016 e o fundo fiscal. “Coincidentemente”, o Diário Oficial do Executivo desta quinta-feira (14) trouxe publicação sobre um repasse de R$ 10 milhões ao Parlamento.

...R$ 10 mi na mão

O dinheiro, segundo o documento, é fruto de “crédito suplementar por anulação”, ou seja, havia sido destinado para uma finalidade, ela foi cancelada e a verba foi remanejada.
E como os próprios deputados já não têm mais vergonha de dizer que só votam projetos na base da chantagem - se não tem emenda, não tem quórum; se não tem repasse, não tem votação - ninguém vai poder reclamar das conclusões obvias que esses dois fatos sugerem.

Caso estranho

O processo sobre as supostas irregularidades nas obras do estacionamento da Assembleia Legislativa está mesmo repleto de curiosidades. Depois de a conselheira do TCE Jaqueline Jacobsen revelar que foi a própria AL que começou a investigar o caso, olhares atentos perceberam que o advogado que defende a empresa responsável pelo empreendimento também advoga para os servidores do Parlamento que deveriam ter fiscalizado a obra, ou seja, aqueles que deveriam ter identificado as falhas supostamente cometidas pela empreiteira. Vai entender...

Cara de pau

E por falar em cara de pau, durante a entrevista coletiva em que foi feito um balanço dos resultados da Operação Ararath - uma das maiores ações de combate à corrupção que Mato Grosso já viu - Sérgio Savares, coordenador de fiscalização da Receita Federal, afirmou haver indícios de que, mesmo após a deflagração da quinta fase das investigações, os crimes continuaram ocorrendo.

Quinta de muitas

Vale lembrar que a quinta fase foi a que levou o ex-deputado José Riva e o ex-secretário Eder Moraes para a cadeia. Na época, o ex-governador Silval Barbosa também foi preso pelo porte ilegal de uma arma de fogo encontrada em seu apartamento durante cumprimento de mandado de busca e apreensão.
As prisões deram noção aos mato-grossenses da gravidade dos crimes que já vinham sendo investigados, na época, há algum tempo.

E continuou

Aliás, segundo os envolvidos na investigação, a Operação Ararath não foi exatamente uma continuação da Operação Arca de Noé, deflagrada anos antes, mas ambas possuem ligação, por isso receberam estes nomes.
A relação está no modus operandi dos crimes apurados nas duas ações, que era o mesmo. A diferença de que na Ararath os criminosos haviam “aperfeiçoado” o esquema desarticulado pela Arca de Noé.

Cumprindo ordens

A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de orientar magistrados de todo o país sobre as manifestações político-partidárias em redes sociais fez juízes mato-grossenses deixarem grupos de WhatsApp nesta quinta-feira (14). Alguns eram conhecidos por se envolverem em debates, em especial, travados em grupos criados por portais de notícias de Mato Grosso.

Um VLT inteirinho!

A Receita Federal também afirmou durante a coletiva que, só de sonegação de impostos entre 2008 e 2014 do dinheiro ilícito movimentado e não declarado pelos acusados de envolvimento nos crimes investigados pela Ararath, o governo já recuperou mais de R$ 1,4 bilhão.
É dinheiro mais que suficiente, por exemplo, para construir o VLT, que (oremos!) quem sabe fique pronto até a Copa do Mundo de 2022.
 



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