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Domingo, 17 de junho de 2018, 00h00

Traição


O período das convenções partidárias nem começou, as candidaturas nem foram oficialmente lançadas e a baixaria já começou a rolar nas eleições deste ano.
Desde que o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM), disse que ia trabalhar seu nome, a palavra que mais se ouve sair da boca dele e de seu principal adversário, o governador Pedro Taques (PSDB), é ‘traição‘.

O primeiro

O que ninguém sabe responder é quem traiu quem primeiro.
Publicamente, Mauro Mendes abandonou o barco tucano no início deste ano, quando começou a fazer críticas à gestão Taques na imprensa. Mas a situação se escancarou mesmo quando ele assinou o tal manifesto contra a reeleição junto com outros 30 ex-aliados.

Ou o segundo?

Nos bastidores, no entanto, a conversa que rola é que Pedro Taques, ainda em 2016, mandou emissários de alto escalão tentarem convencer Emanuel Pinheiro (MDB), então deputado, a se candidatar prefeito de Cuiabá. Isso tudo antes de Mendes anunciar que não disputaria a reeleição. O suposto fato, inclusive, teria incentivado o hoje democrata a desistir do projeto.

Apoio?! Sei...

E por falar em Mauro Mendes, causa vergonha a falta de pudor com que o democrata expõe que o ‘trabalhar sua candidatura‘ significa buscar dinheiro para bancar a campanha que, todo mundo sabe, custa milhões. Não faz muito tempo, essa expressão era usada quando os políticos discutiam ideias e procuravam aliados que compartilhassem do mesmo propósito. Com a ‘revelação‘ de Mendes, fica claro que quem estiver junto com ele, estará apenas por questões de dinheiro e não de ideias. Mais chance de o discurso de ‘traição‘ se repetir daqui a alguns anos.

Quanto tempo?

Quanto tempo uma lei leva para sair do papel? Essa é uma pergunta que nem os próprios parlamentares sabem responder. Depende da importância, da urgência do assunto, da complexidade do que é pedido e, lógico, da boa vontade dos políticos que, quase sempre agem como se estivessem fazendo um favor para a população quando, na verdade, são pagos (muito bem pagos) pelo (mau) serviço que prestam.

Três anos

Pois bem, em Cuiabá, uma proposta que visava melhorar a infraestrutura dos pontos de ônibus da Capital, portanto um assunto urgente e importante para a população, levou três anos, desde a aprovação da lei, até ela ser colocada em prática.

E era urgente

A ideia de conceder à iniciativa privada a possibilidade de explorar os pontos de ônibus para fazer propaganda e, em troca, fazer a manutenção do local, reduzindo gastos do poder público, foi de Faissal Calil, que nem está mais na Câmara de Cuiabá.
 



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