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Quinta, 23 de agosto de 2018, 00h00

O plantador


Uma fonte segura revelou a esta coluna que o “plantador” da notícia da delação premiada de Alan Malouf na Folha de S. Paulo foi Cidinho Santos (PR). O republicano, evidentemente, tinha um objetivo em mente: atingir as candidaturas de Pedro Taques (PSDB), beneficiando Mauro Mendes (DEM), cuja campanha está sob sua coordenação; e de Nilson Leitão (PSDB), para fazer um “agrado” ao (quase) compadre Adilton Sachetti (PRB), que disputa a mesma vaga.
O que Cidinho, provavelmente, não esperava era matar (ou pelo menos deixar bem atordoados) dois coelhos com uma cajadada só.

Climão

É que, como já revelado por essa coluna, o clima de desconfiança na chapa Pedro Taques/Nilson Leitão/Selma Arruda acabou fazendo com que a candidata ao Senado do PSL se tornasse a principal suspeita pelo vazamento para alguns tucanos.
A notícia de que Cidinho seria o autor do “plantio” pode até amenizar os ânimos, mas será que só isso seria o suficiente para pôr fim aos desentendimentos que têm acontecido com uma certa frequência nessa chapa?

Requentado

Aliás, o que foi publicado na Folha de S. Paulo pode ser novidade para o restante do país, que não acompanha tão de perto os acontecimentos da política mato-grossense, mas para quem vive aqui, não trouxe praticamente nada de novo, a não ser a informação de que a delação teria sido homologada.
Alan Malouf já tinha feito todas aquelas acusações à própria Selma Arruda, na Sétima Vara Criminal, em audiência da ação penal oriunda da Operação Rêmora. Relembrar o caso no meio de uma campanha eleitoral, com repercussão nacional, contudo, é claro que causa bem mais barulho. Então, ponto para Cidinho.

Números

Relatório da Secretaria do Tesouro Nacional que avalia a situação financeira de todos os entes federados aponta para tempos (ainda) sombrios para Mato Grosso nos próximos dois anos, se medidas de austeridade não forem adotadas pelo próximo governador.
Segundo o levantamento, de cada R$ 100 pagos em forma de imposto pelos cidadãos, sobram apenas R$ 2 - isso mesmo, R$ 2 - para investimento voltado à população, ou seja, todo o resto (R$ 98) vai para pagar salários, dívidas e repasses para os Poderes.

Quanta delicadeza

Recebendo oficialmente nesta quarta-feira (22) o apoio do deputado estadual Baiano Filho, que se prepara para deixar o PSDB para apoiar sua candidatura ao governo, Mauro Mendes (DEM) demonstrou uma completa falta de traquejo e sensibilidade política para falar de certas coisas.
Perguntado sobre a situação jurídica do ainda tucano - que é um dos filmados recebendo dinheiro, segundo Silval Barbosa, de propina no Palácio Paiaguás -, Mendes respondeu: “Ter cometido ou não alguma coisa errada, isso não torna essa pessoa um leproso”. Uma escolha, no mínimo, infeliz de palavras para uma frase que poderia ser resumida em “ainda não há provas e Baiano Filho sequer teve oportunidade de apresentar sua defesa”.

Pegou mal

A recente notícia publicada na Folha de S. Paulo de que o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, anda armado no serviço, já que é coronel da Polícia Militar, teria causado uma reação negativa no Palácio do Planalto. A atitude teria sido considera exibicionista e com um tom de abuso de autoridade. E teria sobrado até para o titular da vaga, o ministro Blairo Maggi (PP), por conta de sua aparente apatia e inércia diante da situação.

Enchendo a bola errada

Sem querer, o candidato ao governo Wellington Fagundes (PR) acabou levantando a bola de seu adversário, Pedro Taques (PSDB), na campanha. Em visita recente a Tangará da Serra, onde prometeu mais atenção ao setor da saúde, o republicano disse que o município tem 84 mil habitantes, mas nenhuma UTI que atenda pelo SUS.
Não é exatamente mentira, mas tem detalhe: segundo o governo Taques, a cidade tem, sim, UTIs (41, mais precisamente) e elas, de fato, ainda não estão habilitadas junto ao Ministério da Saúde. Por conta disso, é a gestão do tucano quem banca todos os custos, repassando, mensalmente, cerca de R$ 1,7 milhão para esta finalidade.
 



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