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Sexta, 24 de agosto de 2018, 00h00

Sem luz, sem cerimônia


Acabou ficando para esta sexta-feira (24) a cerimônia em que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) divulgaria o tempo que cada partido e coligação terá para fazer propaganda eleitoral no rádio e na televisão. O motivo foi a queda de um poste na Avenida do CPA, onde a sede da Corte é localizada. O imprevisto fez todo o prédio ficar sem energia elétrica, o que impossibilitou a continuidade do expediente.

Sem dinheiro, sem programa

Mas a julgar pela quantidade de doações financeiras que os candidatos ao governo alegam que (não) receberam, o TRE não precisa ter pressa para definir o tempo de propaganda de cada um. Afinal de contas, não tem como fazer programa eleitoral sem dinheiro, não é mesmo?
Dos cinco que concorrem ao Paiaguás, só dois declararam ter recebido algum recurso e, até agora, desses dois, só Pedro Taques (PSDB) declarou ter investido uma quantia que pode chegar perto de financiar uma equipe de produção de TV.

Clima pesado

Dono das críticas mais duras ao governo Pedro Taques, Mauro Mendes (DEM) tem visto o tom de sua campanha refletido nas reuniões políticas que realiza em seu gabinete. As reuniões com lideranças dos mais variados setores acabaram se transformando em um festival de lamentações. Tem mais gente reclamando do que está errado do que, efetivamente, pedindo para que o democrata faça algo para resolver a situação, se eleito.
O clima pesado também acabou se estendendo para o escritório de Jayme Campos (DEM), que disputa o Senado na chapa. E a coisa anda tão negativa que Mendes resolveu passar a pedir uma oração em cada encontro e evento público que realiza.

Que situação!

Como um soco na boca do estômago. Assim foi recebida no PSDB a notícia de que Fábio Garcia, filiado ao DEM de Mauro Mendes, é quem vai coordenar a campanha do presidenciável tucano, Geraldo Alckimin, em Mato Grosso.
O deputado federal e candidato a 1º suplente de senador foi indicado pelo presidente nacional do DEM, o prefeito de Salvador (BA) e um dos coordenadores nacionais da campanha de Alckimin, ACM Neto. E o que dizem por aí é que o próprio tucano e sua vice, a senadora Ana Amélia (PP), é que fizeram questão de que um democrata fosse escolhido para o “cargo”.

Constrangimento geral

A situação foi tão constrangedora que até interlocutores de Fábio Garcia, no lugar de contar vantagens, têm amenizado, dizendo que o parlamentar é só um dos prováveis vários coordenadores que a campanha de Alckmin deve ter no Estado ou, pelo menos, na Região.
Presidente do PSDB em Mato Grosso, Paulo Borges seguiu a mesma linha, sustentando que a colaboração de Fábio Garcia é muito bem-vinda e também dando a entender que nomes de outros partidos, inclusive o PR de Wellington Fagundes, devem ser escolhidos.
O tucano reconheceu, entretanto, que o próprio PSDB não apresentou ninguém, mas garantiu que o partido será protagonista.

Rapidez e generosidade

Aliás, nisso (prestar contas) a equipe do governador está bem rápida. Recebeu as doações na terça-feira (23) e, nesta quinta (23), cerca de 48 horas depois, os dados já estavam no sistema de divulgação das candidaturas na internet. O prazo que os candidatos têm para fazer essa declaração é de 72 horas depois do recebimento do dinheiro.
E por falar em dinheiro, os doadores do tucano têm sido bem generoso. Taques disse que já recebeu R$ 638,1 mil, sendo que desse total, R$ 138,1 mil foram doados por pessoas físicas. Sim, eleitores como você, que está lendo essa coluna agora.

Só isso?

O outro candidato ao governo que declarou ter recebido doação foi Wellington Fagundes (PR), mas não dá para chamar de doação exatamente. É que os R$ 15 mil declarados partiram do bolso do próprio republicano. Nem o partido, até agora, repassou nada para a campanha.
Mas o que chama atenção mesmo é quanto Wellington disse que já gastou na campanha: R$ 40. Isso mesmo, quatro notas de R$ 10, aquela da arara. O dinheiro bancou a criação de páginas na internet, segundo o republicano.

De novo?

E se os tucanos não estavam esperando por essa de Fábio Garcia, esperavam menos ainda que Selma Arruda (PSL) voltasse a declarar a seus eleitores que “não tem problema nenhum” se eles votarem nela e escolherem os demais candidatos de outros grupos políticos.
Só que dessa vez, a juíza aposentada foi mais longe ainda. Em entrevista ao site O Livre, citou nominalmente o candidato ao Senado Procurador Mauro (PSOL) como essa segunda opção. Mais! Disse que se coligar com Pedro Taques era seu “plano B”, já que preferia não coligar com ninguém, e que só pede votos para Nilson Leitão (PSDB) “por força da coligação”.
Em outras palavras, se alguém ainda tinha alguma dúvida de que não rola nenhum pingo de afinidade nesse grupo, não tem mais motivos para duvidar.
 



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