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Sábado, 25 de agosto de 2018, 00h00

Aniversário


Nesta sexta-feira (24), Mato Grosso viveu o “aniversário” de um ano da divulgação dos vídeos entregues pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo de delação premiada. E a sensação de fazer “papel de trouxa”, como dizem popularmente os memes de internet, foi revivida em grande estilo. Se há um ano, o eleitor se sentiu assim por ter esfregado na sua cara o que todo mundo já imaginava, mas nunca tinha visto; ontem, recordou o sentimento por saber que, até agora, absolutamente nada foi feito.

Papel de trouxa

Aliás, absolutamente quase nada. É preciso reconhecer que o Ministério Público Estadual até que tem se esforçado. Conseguiu o compartilhamento de parte da delação e os flagrados recebendo maços e maços de dinheiro que, segundo Silval, são de propina já foram acionados, pelo menos, na esfera cível.
É compreensível, no entanto, que diante daquelas imagens as pessoas se sintam frustradas por não terem visto ninguém sequer ser acusado criminalmente, até o momento. A maioria, nem os cargos públicos que ocupam tiveram que deixar. Quem vai se afastar da política, não disputando a reeleição neste ano, o fez por vontade própria.

Na mira

Depois da operação desta sexta-feira (24), em que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente foi alvo da Polícia Civil, o Ministério Público Estadual é que estaria se preparando para deflagrar mais uma investida contra a atual gestão. Segundo fontes, um intocável secretário estaria prestes a receber uma vista de investigadores. E, pelo que dizem, a mira está apontada nele faz tempo. Muita gente não vê a hora e a notícia de outra operação pode acontecer a qualquer momento.

Falta muito

Se o deputado estadual Mauro Savi estava achando que bastava sair da cadeia para conseguir a candidatura à reeleição, parece ter se enganado redondamente. Dentro do Democratas, o buraco é bem mais embaixo. E o problema não passa nem pelo fato de que alguém precisa, primeiro, desistir para, só então, Savi entrar na disputa.
Presidente do partido, Fábio Garcia fica visivelmente incomodado ao tratar da questão. Lembra que, pela lei, o correligionário tem direito de substituir alguém, mas destaca que a Executiva também tem poder de decisão, uma decisão que ninguém, muito menos ele, está interessado em arriscar antecipar.

Desistência

Mas Mauro Savi tem motivos para ter esperança. É que nos bastidores da política o comentário que rola é que Júlio Campos (DEM) desistiu de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa para favorecer outro ex-presidiário e que nem filiado ao DEM é mais. Trata-se do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), apadrinhado do cacique do democrata há alguns anos.
De acordo com essas conversas, Fabris sentiu que poderia acabar prejudicado na disputa pela reeleição se tivesse Júlio Campos concorrendo (diga-se de passagem, com uma viabilidade considerável) ao mesmo cargo. O pessedista, então, teria feito um “apelo/ameaça” que acabou, prontamente, atendido pelo padrinho.

Bola da vez

E por falar em Silval Barbosa e em eleição, o ex-governador nunca esteve tão em evidência. Seu nome é tão citado entre os candidatos a governo do Estado, um acusa o outro de tê-lo em sua campanha que, por vezes, parece que o próprio é quem está disputando novamente o cargo de chefe de Palácio Paiaguás.
O risco disso é o eleitor acabar procurando o nome e número dele para votar, quando estiver na frente da urna.

Assinando...

A proposta, digamos, inesperada (para não correr o risco de cometer uma grosseria) do deputado Ademir Brunetto (PT) de retirar a autonomia financeira da Unemat, apresentada na Assembleia Legislativa nesta semana, revelou outra coisa que muita gente já imaginava sobre os parlamentares, mas não tinha provas. A maioria assina documentos sem ler.

...sem ler

Só depois que o projeto de Brunetto virou polêmica, ao passar pelos olhos bem mais atentos de jornalistas, é que deputados (três mais especificamente) perceberam do que se tratava. Acabaram retirando suas assinaturas de apoio à mensagem. E olha que nem tinha tanta coisa assim para ler. O petista sequer se preocupou em escrever uma justificativa para a proposta.
 



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