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Quarta, 29 de agosto de 2018, 00h00

Vergonha alheia


E a Câmara de Cuiabá foi palco de mais uma cena de vergonha alheia nesta terça-feira (28). Abílio Júnior (PSC) deu uma aula de preconceito e intolerância durante discurso em que criticou uma proposta da Prefeitura pelo uso de práticas alternativas à medicina - como a fitoterapia (que usa plantas) e técnicas orientais - nas unidades do Sistema Único de Saúde.
Abílio não só chamou tais práticas de “charlatanismo” e as classificou como “magia esotérica”, como ainda teve a audácia de afirmar que nunca viu o poder público “incentivar as salas de oração, que curam muito mais que isso aí”.
Em tempo, o parlamentar é evangélico, ou seja, se fosse para sua fé, tudo bem o município investir dinheiro público?

Resposta à altura

Para quem teve o desgosto de presenciar tal cena, ao menos, sobrou o conforto do posicionamento do vereador Dr. Xavier (PTC), que destacou um fato importante de que muitas doenças hoje são ligadas mais à mente do que ao corpo e que tais práticas não são substitutas, mas aliadas da medicina tradicional. O parlamentar acrescentou ainda que algumas dessas práticas seriam benéficas para o próprio Abílio Júnior, “para ele ser mais ponderado e equilibrado, já que essa técnica é para buscar isso nas pessoas”.

Fazendo fila

E na Assembleia Legislativa, não foram apenas três deputados que assinaram sem ler o projeto que pretendia acabar com a autonomia financeira da Unemat. Na sessão desta terça-feira (28), faltou os parlamentares formarem uma fila para subir na tribuna para “avisar” que estavam retirando seu apoio à proposta.
Se para assinar um documento eles são relapsos desse jeito, imagina como que as propostas não são votadas no plenário?!

Altos e baixos

Durante este fim de semana, a ex-juíza Selma Arruda (PSL) pensou novamente em jogar a toalha e desistir da candidatura ao Senado, dizem fontes. Pessoas próximas e que atuam na equipe de campanha é que teriam feito ela segurar a onda e resistir, pelo menos, por enquanto.
Entre os fatores que estariam incomodando a ex-magistrada estariam a falta do dinheiro que a coligação prometeu para seu projeto e que, até agora, não teria chegado; o incomodo com as denúncias que pesam contra seus companheiros de chapa e se chocam o discurso que ela fez antes de se filiar a um partido; além dos números da última pesquisa Ibope. E olha que ela nem estava tão mal assim no levantamento.

Pesquisa

E por falar em pesquisa do Ibope, as assessorias jurídicas da coligação de Pedro Taques (PSDB) e da campanha de Carlos Fávaro (PSD), ou estão sem ter o que fazer, ou andam um tanto desinformadas. Entraram com uma representação junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e deram trabalho ao juiz auxiliar da propaganda Jackson Coutinho para requerer uma coisa que o Instituto deixa público para quem quiser ver. Bastava acessar o site e fazer o download do teor completo da pesquisa divulgada na última sexta-feira (24). E se a intenção é ver o que não foi registrado na Justiça Eleitoral e, por isso, não está no site, convenhamos, se não foi registrado, nem existe.

Alfinetadas 1

E por falar da Câmara de Cuiabá, Diego Guimarães (PP) desistiu de tentar a eleição à Mesa Diretora - viu que não teria votos suficientes sequer para o cargo de último secretário -, mas não deixou por menos. Fez um discurso para explicar a decisão e, nele, distribuiu alfinetadas a torto e a direito.
De forma sutil (ou nem tanto) citou nominalmente colegas como Adevair Cabral (PSDB) ao firmar que as prerrogativas dos vereadores devem ser reforçadas e não diminuídas. O tucano é autor do projeto que visa coibir o “excesso” de fiscalização.

Alfinetadas 2

Diego Guimarães afirmou ainda que “nos diálogos [para encontrar apoio dos colegas] não negociei cargos, espaços, votos para as eleições de outubro” e citou o vereador Sargento Joelson (PSC), que teria trocado apoio na eleição da Mesa por apoio à sua campanha ao cargo de deputado estadual.
E sobrou também para Ricardo Saad (PSDB). Citando ele, o progressista afirmou: “minha palavra e meus posicionamentos não mudam”, uma referência a uma determinada situação envolvendo a CPI da Saúde e servidores supostamente indicados por vínculos políticos e não por qualidade profissional.

Desenvoltura

Em um certo inquérito do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), membros do Ministério Público afirmam que, ao menos parte, dos “esquemas” que eram encabeçados pelo ex-deputado estadual José Riva não tiveram continuidade depois que ele abandonou a política por conta da “pouca desenvoltura” de sua filha, a deputada estadual Janaína Riva (MDB), para mantê-los.
Se a parlamentar demonstrou não ter habilidade para continuar os “negócios” do pai, o mesmo não aconteceu com a parte “republicana” da política.
 



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