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Sexta, 31 de agosto de 2018, 00h00

Campanha


Ainda não existiria uma decisão sobre a questão, mas Mauro Savi não está parado no tempo. Segundo dizem por aí, ele já está fazendo o material de sua campanha à reeleição. Assim, quando (se) o DEM permitir que ele seja candidato, na vaga de alguém que eventualmente desista de concorrer ao cargo de deputado estadual, já vai estar tudo pronto para ser colocado na rua. A estratégia indica que o parlamentar tem mesmo fé de que vai conseguir o registro, afinal, quem é que, em tempos de crise, quer correr o risco de gastar dinheiro à toa?

Candidato solo

O único candidato que não contou, em momento algum durante o debate, com o auxílio de assessores de campanha foi Moisés Franz, do PSOL. Nos intervalos, enquanto os demais recebiam orientações de suas respectivas equipes, o servidor público repassava consigo mesmo suas estratégias. E não deixou a desejar. Pela primeira vez participando de um evento do tipo, superou o nervosismo inicial e chegou a ter tiradas como quando rebateu Pedro Taques afirmando que os números que o tucano citava não representavam muita coisa para a população, que quer saber de ter médico e atendimento quando precisa.

Banquinho

Ainda em recuperação por conta do rompimento do tendão de aquiles, no início da pré-campanha, Mauro Mendes precisou de um acessório extra durante o debate: um banco para se sentar nos momentos em que não estava sendo filmado.
O ex-prefeito, aliás, não abriu mão de se vestir formalmente, de terno e gravata, mas foi obrigado a adicionar ao look um par, ou melhor, um pé de tênis.

Discurso

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), está definitivamente na campanha de Wellington Fagundes (PR) ao governo do Estado. Inclusive, deve ter ajudado o republicano a construir o discurso que foi usado no primeiro grande debate entre os candidatos ao Paiaguás da TV Vila Real, realizado nesta quinta-feira (31).
A insistência de Wellington em dizer que um governante tem que ser “humano”, tem que pensar mais e estar mais próximos das pessoas foi o que entregou a parceria. É exatamente o mesmo mote da gestão Emanuel Pinheiro à frente da Capital.

‘Estilo’

E não foi só Emanuel Pinheiro que a participação de Wellington Fagundes no debate fez recordar. O republicano estava nervoso no “estilo” Janete Riva, em 2014. Alguns arriscam dizer que até mais do que ela, que, quatro anos atrás, disputava pela primeira vez um cargo eletivo. Nem parecia que o senador já havia participado de um evento semelhante em eleição anterior, justamente quando disputou o cargo que ocupa hoje.

Confusão

O nervosismo foi tanto que, em determinado momento, Wellington Fagundes fez confusão na réplica de uma pergunta a Mauro Mendes, acabou a redirecionando para Pedro Taques, foi advertido pelo mediador, Antônio Carlos Silva, e, na tentativa de corrigir, acabou chamando o ex-prefeito de governador.
Mendes, diga-se de passagem, não deixou passar batido. Aproveitou a situação e disparou que o republicano dava provas de que não está preparado para ocupar um cargo no Executivo.

Amor (quase) no ar

O governador Pedro Taques foi ao debate acompanhado de assessores e da namorada, a publicitária Marina Marchio. Ela, que segundo fontes palacianas andava sumida do Paiaguás a ponto de levantar suspeitas sobre um possível fim do relacionamento, acompanhou tudo de perto, mas mantendo a discrição. Em momento algum foi vista qualquer cena que remetesse a um casal apaixonado.

Aliados?

E por falar em Mauro Mendes e Wellington Fagundes, quem ainda esperava algum sinal de uma eventual aliança entre os dois, se enganou redondamente. O republicano estava muito mais para o lado de Pedro Taques. Em diversas ocasiões, Wellington fez elogios - ainda que discretos - a ações do governo tucano e a “troca de passes” entre eles ficou bem evidente, apesar de algumas tentativas de “disfarçar” como citações à gestão Silval Barbosa, da qual o republicano foi aliado, e apontamentos de problemas que o Estado atualmente enfrenta.

Será?

Pros lados de Várzea Grande, o que se comentava nesta quinta-feira (30) era que toda a equipe de saúde do município estaria prestes a pedir demissão. Ninguém se atreve a arriscar o motivo, mas o rumor é de que os insatisfeitos vão de cargos de chefia - e dos grandes - até subordinados mais da ponta.
 



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