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Quinta, 06 de setembro de 2018, 00h00

Nunca visto, sempre lembrado


Candidato a vice-governador na chapa de Mauro Mendes, Otaviano Pivetta está se transformando quase que em uma entidade sobrenatural. Nunca é visto em evento de campanha nenhum, mas sempre é lembrado pelos que estão presentes.
Nos programas eleitorais de Mauro Mendes, Pivetta tem espaço reservado. O mote da campanha toda tem sido na experiência de ambos como ex-prefeitos de duas importantes cidades do Estado. Já nos atos corpo a corpo com o eleitor ou mesmo os mais formais, como foi a sabatina realizada pela Famato... nesses o pedetista nunca aparece.

Sem Lula

A decisão da Justiça Eleitoral de impedir os candidatos da coligação “A Força da União” de apresentarem em seus programas eleitorais o ex-presidente Lula como candidato ao Palácio do Planalto só não vai atingir um dos petistas que estão na disputa por cargos proporcionais: o ex-vereador Lúdio Cabral.
Enquanto todos os demais candidatos do PT aparecem falando sobre um fundo que expõe, não apenas o nome de Lula, mas do candidato ao governo que o partido defende, Wellington Fagundes (PR), Lúdio fala em um cenário completamente diferente, livre de qualquer outra informação que não seja seu próprio rosto e número.

Pop Star

Candidato ao Senado disparado nas pesquisas de intenção de voto realizadas até agora, Jayme Campos (DEM) tem “emprestado” um pouco de seu prestígio para outros nomes de sua coligação. Tem pedido votos não apenas para si próprio como para um tanto de outros democratas e até filiados a outras legendas. Já apareceu no programa eleitoral ao lado de Mauro Mendes, ao lado de Carlos Fávaro, ao lado de Eduardo Botelho. Se continuar assim, daqui a pouco não vai ter tempo para fazer a própria campanha.

Operação Eleição 1

A Operação Catarata pegou algumas pessoas de surpresa e fez o governo do Estado reagir afirmando se tratar de uma ação eleitoreira, um discurso que acabou não pegando entre os próprios defensores da atual gestão escalados para falar com a imprensa a respeito do assunto.

Operação Eleição 2

A verdade é que os políticos já não deveriam mais se assustar com situações assim. Ano de eleição, já está virando praxe, tem que ter operação policial. Em 2014, por exemplo, foram deflagradas as duas maiores de que se tem notícia até hoje: em Mato Grosso, a Ararath, e em nível nacional, a famosíssima Lava Jato.

Duodécimo

A afirmação do presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho de que a PEC do Teto dos Gastos, por si só, já resolve a questão do valor dos duodécimos dos Poderes revela, das duas, uma: ou os candidatos ao governo - praticamente todos - estão propondo uma redução desses montantes apenas da boca para fora, para fazer promessas que o eleitor gostaria de ouvir, mas que não serão cumpridas, ou não conhecem a realidade com a qual estão lidando.
Isso porque, se Botelho, que é filiado ao DEM, um partido cujos dois principais candidatos têm defendido essa redução, está falando isso, é de se imaginar que os chefes dos demais Poderes também não vão ceder tão fácil assim, se o assunto for trazido ao debate novamente.

Desconforto

Enquanto o secretário de Saúde, Luiz Soares, principal atingido pela Operação Catarata, parece ter reagido muito bem à investida do Ministério Público - estava só sorrisos, tanto no dia em que a ação foi deflagrada, quanto nesta quarta-feira (5), quando prestou depoimento ao promotor Mauro Zaque -, o secretário-chefe da Casa Civil, Domingos Sávio, não cabia em si de tanto desconforto durante a entrevista coletiva convocada pelo governo, na terça-feira (4), para tentar explicar a situação.
A inquietação de Domingos Sávio, que já ocupa cargo no Estado há algum tempo, mas, até então, nunca havia precisado lidar com algo parecido, foi flagrado em uma sequência de fotos do fotógrafo Chico Ferreira.

Despesas

O sistema da Justiça Eleitoral que reúne informações sobre os gastos de campanha de quem está disputando um cargo eletivo neste ano tem uns dados, digamos, curiosos. Carlos Fávaro, candidato ao Senado pelo PSD, por exemplo, já gastou nada mais, nada menos do que R$ 33 mil para impulsionar publicações no Facebook.
Enquanto isso, Adilton Sachetti (PRB), que concorre ao mesmo cargo, investiu a bagatela de R$ 1,4 mil com uma empresa que fornece água mineral. Essa despesa, aliás, é a única registrada até agora pelo deputado federal.
 



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