WhatsApp Twuitter

Sexta, 07 de setembro de 2018, 00h00

Sem noção...


Alguns político são um tanto quanto “sem noção” quando o assunto é mídias sociais. Recentemente, o deputado estadual e candidato à reeleição Wilson Santos (PSDB) entrou para este não tão seleto grupo. Experiente na política, o tucano acabou à beira do ridículo: criou um grupo no WhatsApp chamado “WS Amigos”, adicionou algumas centenas de pessoas, mas, à medida em que elas eram incluídas, logo saíam. Algumas, inclusive, fizeram questão de deixar claro que não gostaram da abordagem, deixando mensagens grosseiras - o que incluiu palavras de baixo calão - antes de sair do grupo.

...e persistente

Mas como o que Wilson Santos tem é persistência, não se deu por vencido. Depois de perder muito mais seguidores do que somar, decidiu criar um novo grupo, agora chamado “Apoio ao Wilson Santos”. Resultado, foi obrigado a receber mais mensagens de pessoas dizendo que não queriam estar ali. Entre elas, uma dizia: “por favor, eu já saí do grupo uma vez. Não gostaria de ser add e nem receber propaganda política”.
Será que o parlamentar vai colocar a culpa em sua assessoria?

Enfim, juntos

Aliados mais que improváveis, sob uma série de suspeitas e, até agora, pouco vistos juntos durante a campanha, Mauro Mendes (DEM) e Carlos Bezerra (MDB), enfim, pisaram no mesmo palanque. E o mérito dessa união é do candidato a deputado estadual Kalil Baracat (MDB).
O clique foi feito durante o lançamento da campanha do emedebista, neto de Sarita e filho de Nico. A largada oficial ocorreu em Várzea Grande e também contou com o apoio de Jayme Campos, já que Kalil foi secretário da prefeita Lucimar, que também pede votos para ele.

Reação

Atingidos indiretamente, servidores da Secretaria de Estado de Saúde resolveram se manifestar a respeito da Operação Catarata, que apura a existência de fraudes no pagamento de cirurgias (supostamente não) realizadas na Caravana da Transformação.
Em nota, destacaram que a ação do Ministério público foi embasada em um relatório escrito por um membro suplente do Conselho Estadual de Saúde e colocaram em xeque os conhecimentos dele sobre as etapas burocráticas do setor. Pontuaram ainda que muito mais pessoas - do que apenas funcionários da empresa 20/20 - estão envolvidos na documentação dos passos que cada paciente dá até ser operado. Entre os envolvidos estão, por exemplo, servidores das secretarias de saúde das cidades em que essas pessoas vivem.

Partido pra quê?

Filiado ao PDT, legenda que está na chapa cujos candidatos ao Senado são Jayme Campos (DEM) e Carlos Fávaro (PSD), o ex-deputado e ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, entrou para a lista dos políticos que não estão nem aí para as composições que suas agremiações fizeram nas eleições deste ano. Resolveu apoiar a candidata da chapa adversária, professora Maria Lúcia (PCdoB), na corrida pelo mandato de senadora. E a atuação tem sido bem mais enfática do que outros políticos que também têm um pé fora de seus partidos. Percival até gravou vídeo, que circula pelas redes sociais.

Agilidade

Mais rápido do que as notícias da facada que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) levou nesta quinta-feira (6), circularam as notas de repúdio de políticos mato-grossenses ao ato. O curioso é que Nilson Leitão (PSDB), se não foi o primeiro a se manifestar - sua nota já rodava os grupos de WhatsApp antes mesmo de muita gente saber do que se tratava -, o fez antes de sua ex-aliada, agora apenas adversária na disputa ao Senado, Selma Arruda, correligionária e uma das mais aguerridas defensoras de Bolsonaro no Estado.

Nova lei 1

A Assembleia Legislativa aprovou recentemente um projeto lei que, trocando em miúdos, obriga empresas que recebem dinheiro público, ou seja, que possuem contratos com órgãos do governo, a assinarem um documento em que se comprometem a comunicar a ocorrência ou indícios de irregularidades no curso da execução desses contratos. Caso não cumpram a cláusula, elas podem ter os pagamentos interrompidos na hipótese de o suposto caso de corrupção vir a ser investigado.

Nova lei 2

Parece interessante, mas tem alguns ‘poréns’. Primeiro, ninguém comete ato de corrupção esperando ser descoberto, o que torna o documento assinado, na melhor das hipóteses, um blefe. Segundo, para quem já firma um contato pensando em como corrompê-lo, assinar um documento como esse e não cumpri-lo é o de menos. Terceiro, quase sempre a própria Justiça determina a suspensão de pagamentos de contratos sob suspeita, então ter ou não um documento que preveja esse corte de repasses pode não fazer muita diferença.
 



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