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Domingo, 09 de setembro de 2018, 00h00

Sindicância 1


Duas sindicâncias instauradas na Assembleia Legislativa revelam a bagunça que é o departamento pessoal do Parlamento. Um dos casos trata-se de uma servidora que foi nomeada, trabalhou e recebeu salário durante um mês inteiro na vaga de outra pessoa. O caso ocorreu em 1999, ou seja, há quase 20 anos, e só foi descoberto em setembro de 2016 porque a própria servidora solicitou uma certidão sobre o tempo de contribuição com a previdência. Pior, a sindicância para investigar e punir os culpados só foi instalada na semana passada.


Sindicância 2

O segundo caso que está sendo apurado na Assembleia é ainda mais estarrecedor. Uma servidora recebeu dois salários por mais de um ano, entre setembro de 1999 e janeiro de 2001. Segundo a portaria que determinou a investigação do caso, a tal mulher tinha duas matrículas - número de registro no RH do Parlamento - diferentes e salários eram depositados em contas bancárias também distintas. Ainda não há informações sobre quem eram os titulares dessas contas.

Agora vai?

Restando pouco mais de um mês para a eleição de outubro, a 1ª Turma do STF, enfim, começou a julgar o recurso do conselheiro afastado do TCE Antonio Joaquim sobre seu pedido de aposentadoria. Um pedido que foi feito por Joaquim no intuito de ser candidato ao governo do Estado neste ano. A apreciação do caso será feita de forma virtual, uma modalidade relativamente nova na Suprema Corte. Será que até o dia do pleito o conselheiro consegue uma solução para esse caso?

Uma dupla e tanto

Os debates entre Wilson Santos (PSDB) e Janaína Riva (MDB) na Assembleia Legislativa têm se transformado em um capítulo - diga-se de passagem dos bem divertidos - à parte das sessões plenárias. Na semana passada, em discurso, o tucano comparou o atual governador Pedro Taques com o falecido Dante de Oliveira. Disse que ambos foram injustiçados com denúncias de corrupção no final de seus mandatos. Quando menos esperava, recebeu como resposta da emedebista a afirmação de que Dante, naquele momento, se revirava no túmulo por conta da associação.

A moda pegou

A “moda” da eleição deste ano entre os candidatos, em especial os que estão concorrendo à vaga na Assembleia Legislativa ou Câmara Federal, onde a disputa é mais acirrada pelo número de adversários, é dizer que é ficha limpa.
Muitos fazem essa afirmação antes de a Justiça Eleitoral julgar seus pedidos de registro, ou seja, antes de terem, de fato, uma confirmação de que nada os impede de disputar um cargo eletivo.
Outros até têm os registros deferidos, mas “esquecem” que ainda pesa sobre eles investigações que, não nesta, mas em eleições futuras, têm potencial para toná-los fichas sujas.

Efeito conveniência

Em tempos de campanha eleitoral um fenômeno curioso costuma ocorrer: a palavra de quem, até então, era considerado mentiroso ou pessoa honesta passa a valer ou não ser mais digna de atenção. Tudo depende de a quem interessa o que é dito.
Um bom exemplo é o do ex-governador Silval Barbosa. A depender de quem ele afirma que estava envolvido em supostos atos corruptos durante seu governo, gente que nunca deu crédito ao que ele dizia, por se tratar de um “criminoso confesso”, passa a ter aquela afirmação com a mais absoluta verdade e que precisa ser propagada aos quatro ventos.

Ficha limpa

Na lista dos candidatos que aderiram a essa “moda” está o deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), que disputa a reeleição. Ele, de fato, teve o registro deferido pela Justiça Eleitoral, portanto, até tem o direito de afirmar que é um ficha limpa. E tem feito isso em vídeos publicados nas redes sociais.
O progressista, no entanto, continua sendo investigado, por exemplo, sob a suspeita de ter usado notas fiscais frias para fraudar o recebimento de verba indenizatória na época em que atuava na Assembleia Legislativa.
 



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