WhatsApp Twuitter

Terça, 11 de setembro de 2018, 00h00

Campanha sobre trilhos


Em mais um capítulo da série “promessas eternas de todas as eleições”, o deputado federal e candidato ao Senado Nilson Leitão (PSDB) participou de mais um fórum pró-ferrovia em que o assunto foi a (quem sabe um dia) chegada dos trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo até Cuiabá. Dessa vez, o encontro foi promovido pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) da Capital. Nele, o tucano falou o que todo mato-grossense já ouviu, pelo menos, uma vez na vida de um político: que a chegada dos trilhos até Cuiabá é uma necessidade para o desenvolvimento do Estado e que muito trabalho tem sido feito nesse sentido. Muito trabalho que, pelo que se vê, só não inclui construir, de fato, os trilhos.

Nem se quisesse

Candidato ao governo, o senador Wellington Fagundes (PR) defendeu nesta segunda-feira (10) que a Assembleia Legislativa não aprove o orçamento do Estado para 2019 antes de conhecer quem vai governar Mato Grosso pelos próximos quatro anos. Uma defesa um tanto quanto desnecessária, já que, pelo andar da carruagem, nem se todos os candidatos ao governo pedissem, juntos, o contrário, a AL aprovaria a peça orçamentária antes do pleito.
Além de já terem estabelecido que não vão trabalhar até o dia 7 de outubro, os deputados estaduais sequer conseguiram se reunir em um número considerável para realizar todas as sessões plenárias que estavam previstas para esta segunda.

Peça de ficção

Alias, o argumento de Wellington Fagundes para que o orçamento não seja aprovado por agora dá mais um capítulo para a série “promessas eternas de todas as eleições”. O republicano argumentou sobre o fato de as leis orçamentárias nunca refletirem a realidade da arrecadação. Usou, inclusive, a expressão “peça de ficção”, que já está ficando batida de tanto que os políticos falam nisso. O curioso é que todo mundo concorda, mas ninguém consegue - ou tem interesse real de - fazer com que isso mude.

Um amigos desses...

Nilson Leitão, diga-se de passagem, deu uma escorregada daquelas na propaganda eleitoral veiculada nesta segunda-feira (10). Muita gente demorou a entender que o caos na saúde pública ao qual ele se referia não era uma crítica direta à atual gestão do Estado, que está sob o comando de seu companheiro de chapa e de partido, Pedro Taques.
A verdade é que Nilson foi traído pela ordem em que os programas eleitorais foram transmitidos - o que é definido por meio de sorteio. Antes dele, a professora Maria Lúcia (PCdoB) também criticou a saúde, ela sim, a do Estado. Por isso, quando o tucano apareceu falando mal do sistema nacional, ficou parecendo que Taques tinha sido traído de novo.

Poder da adivinhação

Simpático à afirmação de que não tem o “poder da adivinhação”, o governador Pedro Taques (PSDB) tem presumido que seu adversário, Mauro Mendes (DEM), embora não tenha dito quais, quer extinguir as secretarias de Agricultura Familiar e de Cultura. Por conta disso, em reunião com o segmento cultural do Estado, nesta segunda-feira (10), decidiu antecipar que, se reeleito, vai manter a Pasta intacta.
A proposta de Mauro Mendes é reduzir o número de secretarias, das atuais 23 para um número próximo de 15. O democrata, no entanto, tem dito que o estudo que vai definir quais Pastas serão atingidas só ficará pronto depois do período de transição, que só vai acontecer se ele for eleito.

Contradições

Desde que assumiu a condição de candidato ao governo, Mauro Mendes adotou uma postura de certo otimismo com a situação do Estado, bem diferente do que demonstrava em meados de fevereiro, quando começaram a surgir os rumores de que ele enfrentaria o governador Pedro Taques nas urnas.
No início do ano, o discurso do democrata era que Mato Grosso estava arrasado financeiramente, não só pela crise, mas pela - palavras dele - má gestão e que, por isso, decidir disputar o governo era algo que precisava ser muito bem pensado.
Agora, o ex-prefeito afirma com todas as letras que, se eleito, vai voltar a pagar os salários no dia 30 de cada mês, que vai pagar a RGA dos servidores, que vai gerar empregos, construir, reformar... tudo como se tivesse plena confiança de que vai encontrar dinheiro em caixa o suficiente para tudo isso. E se acredita mesmo nisso, quer dizer então que Mauro Mendes reconhece - ainda que veladamente - ser verdade a afirmação do adversário tucano de que a casa foi colocada em ordem.

Fazendo escola

A postura da candidata ao Senado Selma Arruda (PSL) continua fazendo “escola” entre os adversários, só que, no caso, é de como não se portar numa campanha.
Depois dos dois episódios em que Selma disse a seus eleitores que poderiam votar em candidatos de outras chapas, que não a que ela pertencia, agora a regra entre os candidatos ao Senado é deixar claro, claríssimo, que estão pedindo votos, sim, a seus companheiros.
Jayme Campos (DEM) - que, aliás, já virou o maior cabo eleitoral dessa disputa - fez isso no programa eleitoral exibido nesta segunda-feira (10). Foi mais que enfático ao afirmar que “quem vota em Jayme Campos, tem que votar em Carlos Fávaro também”.E ai de quem desobedecer.
 



// leia também

Domingo, 16 de setembro de 2018

00:00 - Palanque

Sábado, 15 de setembro de 2018

00:00 - Ciúmes

Sexta, 14 de setembro de 2018

00:00 - Compliance

Quinta, 13 de setembro de 2018

00:00 - Mão fechada

Quarta, 12 de setembro de 2018

00:00 - Em sigilo

Segunda, 10 de setembro de 2018

00:00 - Planilha

Domingo, 09 de setembro de 2018

00:00 - Sindicância 1

Sexta, 07 de setembro de 2018

00:00 - Sem noção...

Quinta, 06 de setembro de 2018

00:00 - Nunca visto, sempre lembrado

Quarta, 05 de setembro de 2018

00:00 - Inferno astral