WhatsApp Twuitter

Sexta, 14 de setembro de 2018, 00h00

Compliance


Candidato a deputado federal, o ex-secretário de Educação Marco Marrafon (PPS) resolveu contratar um programa de compliance e auditoria para sua campanha. Traduzindo para o português, significa que um código de conduta foi estabelecido e precisa ser seguido pelas pessoas que trabalham no projeto eleitoral. Entre as medidas previstas está, por exemplo, a inclusão de cláusulas anticorrupção nos contratos com os prestadores de qualquer tipo de serviço. A ideia é tentar garantir que nenhum esquema nasça onde a maioria dos esquemas envolvendo políticos nascem, ou seja, na campanha.

Perícia

Deu no Estadão que um laudo do Instituto Brasileiro de Perícias apontou que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), não tinha as ferramentas necessárias para apagar mensagens de seu aparelho celular após ele ter sido apreendido, durante a Operação Malebolge, como suspeita a Polícia Federal.
De acordo com o tal laudo, Blairo não havia instalado a ferramenta WhatsApp Web Desktop e, portanto, não teria como deletar conteúdo do aparelho sem estar com ele em mãos. O documento já foi, segundo o Estadão, protocolado ao ministro do STF, Luiz Fux, que é quem cuida do caso.
Só tem um porém nisso tudo, essa perícia foi contratada pela defesa do próprio Blairo Maggi.

Falta do que fazer?

Na liderança quando o assunto é a quantidade de ações que já protocolou no TRE, o candidato ao governo Mauro Mendes (DEM) parece estar querendo testar a paciência dos juízes eleitorais. Resolveu reclamar, na Justiça, das cores que o site RDNews usou para ilustrar um gráfico de uma pesquisa publicada na última terça-feira (11).
De acordo com uma nota publicada no próprio RDNews, a defesa de Mendes questionou o cinza que coloriu o pedaço do gráfico que mostrava o percentual de intenção de votos de Wellington Fagundes (PR). Isso porque o republicano adotou o verde para sua campanha.

Relator

Citado na delação do ex-governador Silval Barbosa por supostamente ter cobrado propina - junto com os deputados Silvano Amaral (MDB), José Domingos Fraga (PSD) e Romoaldo Júnior (MDB) - para aprovar contas do governo passado na Assembleia Legislativa, Wagner Ramos (PSD) foi mais uma vez escolhido como relator desses balancetes anuais.
Dessa vez, vai ter que dar parecer sobre as contas de 2017 da gestão Pedro Taques (PSDB), cuja análise no TCE resultou no apontamento de 17 irregularidades, uma série de recomendações, mas acabou recebendo orientação pela aprovação.
Em tempo, todos os parlamentares citados nesta nota negam as acusações feitas pelo ex-governador.

Neutro?

E por falar em Silval Barbosa, de tão citado por Mauro Mendes e Pedro Taques nesta campanha, o ex-governador acabou questionado por jornalistas - quando saía de mais um depoimento acerca de mais um caso de corrupção em seu governo - em quem, afinal, votaria nas eleições deste ano. Respondeu afirmando que sequer vai poder escolher alguém, já que está com os direitos políticos suspensos.
De acordo com o TSE, pessoas nessa situação não podem votar, nem serem votadas, assim como filiar-se a partido político ou exercer cargo público, mesmo que não eletivo.

Duelo

Depois da guerra judicial para “descobrir” em quem Silval Barbosa cola mais, Pedro Taques e Mauro Mendes passaram a duelar sobre o tema trabalho escravo e calote em funcionários (tanto públicos quanto privados).
Acusado pelo candidato democrata de não pagar os servidores do Estado em dia, o governador resolveu usar na campanha a ação na Justiça do Trabalho em que Mendes é acusado de também não pagar os contratados de uma de suas empresas.

Bate e rebate

A estratégia de Pedro Taques foi “posta na rua” na quarta-feira (12) e, desde então, os dois candidatos ao governo começaram a divulgar notas (tentando) desmentindo o outro.
Primeiro, Mauro Mendes rebateu as declarações do tucano. Depois o tucano revidou, apresentando trechos de decisões judiciais contra o democrata. Resta saber agora quais serão as cenas dos próximos capítulos.

Haja paciência!

E ao que parece a paciência dos juízes dos TRE está longe de chegar ao limite. Pelo menos a de Mário Kono de Oliveira que tinha motivos mais que óbvios para indeferir o pedido de Mauro Mendes, mas, mesmo assim, apontou seus argumentos na decisão.
Segundo o juiz, a demanda sobre as cores foi negada porque, além de não haver qualquer indício de irregularidade, “apenas conjecturas”, segundo suas palavras, se aprofundar na questão levaria tempo demais, um tempo que inexiste devido ao próprio prazo para a realização das eleições.
 



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