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Domingo, 16 de setembro de 2018, 00h00

Palanque


Apesar de sua visita ao novo Pronto-Socorro de Cuiabá ter sido cancelada, o ministro Carlos Marun chegou a vir para Mato Grosso e almoçar na casa do também ministro Blairo Maggi, como estava previsto. A decisão de não completar o cronograma foi tomada, justamente, neste encontro e teve como motivo a disputa pelo governo de Mato Grosso. É que se Marun fosse à unidade de saúde, acabaria “dando palanque” para Wellington Fagundes (PR) e Pedro Taques (PSDB), mas não para Mauro Mendes (DEM).

Envolvidos

Wellington Fagundes acabou sendo um dos principais intermediadores da liberação dos R$ 100 milhões para a conclusão da obra, que Marun vinha anunciar. Embora, Blairo Maggi tenha feito a articulação pelo recurso, foi o republicano quem cuidou dos trâmites para garantir que o repasse fosse concretizado. Dessa forma, seria inevitável que o ministro da Secretaria de Governo não citasse seu nome em uma eventual solenidade no local. Já Pedro Taques é governador, colocou dinheiro do Estado na obra até agora e, por isso, também estaria presente.

Fugindo

Além de Carlos Marun, Blairo Maggi acabou tendo que fazer uma passagem relâmpago por Mato Grosso na quinta-feira (13). O ministro da Agricultura saiu praticamente fugido do Estado porque, depois do tal almoço, a conversa acabou descambando para uma série de pedidos de ajuda - financeira, é óbvio - para campanhas eleitorais. Como já disse que, neste ano, não pretende desembolsar um centavo sequer, com quem quer que seja, Maggi decidiu ir embora o mais rápido possível e, provavelmente, só volta no dia 7 de outubro, para votar.

Penetras?

Em tempo, o tal do almoço foi servido para a bancada federal, cuja maioria dos membros disputa a reeleição ou algum outro cargo no pleito deste ano. Mas, pelo que dizem os que estavam presentes, surgiu emissário até de políticos que não ocupam cadeira no Congresso Nacional para aproveitar a presença de Blairo Maggi em Mato Grosso.

É a crise?

Quem também parece estar firme no propósito de não doar dinheiro para a campanha de ninguém é o empresário Eraí Maggi, que a exemplo do primo ministro, em eleições anteriores também foi um dos principais financiadores. A mudança drástica de postura leva a conjecturas: ou os Maggi foram atingidos pela crise econômica no país ou acabaram não vendo o retorno que esperavam das doações para os candidatos que escolheram.

Alternativa

E em tempos em que os principais doadores de campanhas eleitorais estão com as mãos e os bolsos fechados e a crise tem dificultado a missão de encontrar quem os substitua, tem candidato apelando até para “jantar de arrecadação”. Vários já aderiram à estratégia que consiste em oferecer um jantar e cobrar daqueles que têm interesse no cardápio. Os “ingressos” são vendidos individualmente, mas também é possível comprar uma mesa inteira. Em alguns casos, o custo-benefício até vale a pena. Só é preciso paciência para aguentar os pedidos de doação enquanto a comida é servida.

Escanteio

Mauro Mendes, por sua vez, embora tenha sido o prefeito que iniciou o projeto de construção do novo pronto-socorro, agora não passa de um mero candidato ao governo e, por conta disso, não teria motivo aparente para se fazer presente no evento com os ministros. Sendo assim, o deputado federal Fábio Garcia (DEM) resolveu intervir e acabou se transformando no responsável pelo cancelamento da agenda oficial de Carlos Marun em Mato Grosso. Pelo menos o dinheiro, dizem, vai chegar.

Delação

Nos bastidores do Poder Judiciário, a informação que corre é que mais uma delação - se já não foi - está prestes a ser homologada em processos oriundos da Operação Ararath. Segundo o que dizem, trata-se de um empresário.
Se a conversa se confirmar, esse será o 18º acordo de delação firmado depois da operação, considerada já há algum tempo a maior que Mato Grosso já viu em termos de combate à corrupção.
 



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