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Sexta, 10 de fevereiro de 2017, 09h40

Praça da Mandioca

Moradores reclamam de barulho e grande movimento

Redação do GD


A movimentação cultural na Praça da Mandioca irá sofrer restrições.

Para atender à reclamação de quem mora na região de um dos pontos de encontro mais agitados de Cuiabá, na região central e histórica da cidade, o Ministério Público Estadual chamou a Prefeitura de Cuiabá, a Polícia Militar e as associações de moradores e comerciantes para um acordo entre as partes.

O principal problema para os moradores é o barulho, a grande circulação de pessoas no local, fechando inclusive o trânsito nas vias de entorno, e a grande circulação também de usuários de drogas, oriundos da Ilha da Banana e do Beco do Candeeiro.

Marcus Vaillant

Moradores reclamam da multidão e som alto.

Na época de Carnaval, para os moradores, todos estes problemas aumentam, na região da praça, onde haverá baile carnavalesco, com palco montado e comércio ambulante de alimentos, além dos bares locais.

O resultado da reunião é que a Secretaria de Ordem Pública fará um levantamento das ilegalidades existem no local para tomar providências cabíveis e fará também um calendário de fiscalizações para monitorar o local. Será estabelecido também um horário de funcionamento.

A Associação de Moradores da Praça da Mandioca reclama de situações constrangedoras presenciadas frequentemente. Vera Lúcia Marques, moradora da região há oito anos, diz que é difícil cuidar do esposo deficiente, com a música alta de vários bares simultâneos. “Ele não dorme, fica inquieto e aflito. Além disso, instalaram banheiros químicos bem ao lado da minha casa, o que complica tudo ainda mais”, reclama do mal cheiro.

Marcus Vaillant

PM vê risco de confusão.

Para Ricardo José de Simões, tendas são montadas na Praça, dificultando a trafegabilidade dos caminhões de lixo. Segundo o proprietário de 18 imóveis históricos espalhados pela região central, as residências também têm sido roubadas. “Estamos diante de uma situação calamitosa e se não atuarmos de forma conjunta para coibir este descontrole, a degradação do marco da cuiabania será iminente”, disse.

Segundo Patricia de Oliveira, vice-presidente da Associação de Comerciantes da Praça da Mandioca, é importante atender as necessidades dos moradores, sem prejudicar o comércio local. “Pedimos o prazo de 90 dias à Prefeitura para fazermos um projeto macro que contemple um levantamento detalhado da região. Assim, saberemos propor medidas que não afetem negativamente nenhum dos lados”, salientou.

A Prefeitura posicionou-se pelo equilíbrio entre todas as partes. O secretário de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo, disse porém que "é preciso intervir já para que o problema não se estenda”.

Segundo a Polícia Militar, a região não comporta eventos de médias e grandes dimensões, considerando que as vias são estreitas e qualquer necessidade de evacuação geraria uma logística complexa e inviável, podendo acarretar em fatalidades. Para o coronel Maurício Monteiro Domingues, a situação se apresenta como uma bomba-relógio, que eventualmente pode colocar em risco a vida de todos.

“Não vamos entrar no mérito comercial ou político, mas sim nos aspectos ligados à segurança. A Praça da Mandioca não tem estrutura para acomodar a enorme quantidade de frequentadores e mesmo com policiamento até às 1h da manhã, além de varreduras na região, as circunstâncias estão insustentáveis. A intervenção pública se faz mais que necessária, é uma questão de bem-estar comum”, falou.


Carnaval 2017

A fim de evitar grandes aglomerações na Praça da Mandioca, a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo redimensionou o Carnaval 2017, com a presença de um trio elétrico que ficará na Avenida Mato Grosso e se dirigirá para a Orla do Porto.

“A escolha foi feita para garantir maior mobilidade e facilidade de deslocamento para qualquer outro ponto da cidade, evitando obstruções permanentes durante o feriado, conforme aconteceu em 2016. Com o caminhão terminando sua rota no Porto, teremos a garantia de lá há espaço suficiente para acomodar a todos, sem causar transtornos como no passado”, concluiu Junior Leite, secretário-adjunto de Cultura. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Cuiabá)



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