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Sábado, 09 de setembro de 2017, 10h46

MORTES NO CAMPO

Comissão parlamentar e CUT cobram apuração das mortes de ex-vereadora e marido

Keka Werneck, repórter do GD


Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), em Brasília, e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) pedem, oficialmente e por nota, a responsabilização dos mandantes e investigações sobre as circunstâncias do assassinato a tiros de ex-vereadora e o companheiro dela, em sítio no município de Nossa Senhora do Livramento, na quinta-feira (7).

Os corpos de de Terezinha Rios Pedrosa, 55, e Aloísio da Silva Lara,56, foram encontrados por um dos filhos do casal, já entrando em estado de decomposição.

Ex-vereadora e companheiro são executados a tiros em sítio

A CDHM oficiou ontem (8) o governador Pedro Taques (PSDB) e o secretário de segurança estadual, Rogers Elizandro Jarbas, para que informem o colegiado parlamentar sobre as providências que estão sendo tomadas para localizar os mandantes e executores do assassinato de Teresinha, militante histórica da agricultura familiar em Mato Grosso, e o marido dela, Aloísio.

Deputado federal Paulão (PT-AL), presidente da CDHM, manifesta nos ofícios encaminhados às autoridades locais preocupação com o fato destas mortes terem relação com a violência dos grandes fazendeiros no campo, uma vez que as vítimas eram do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Terezinha, inclusive, chegou a ser vereadora de Nossa Senhora do Livramento, município onde foi morta.

Já a CUT emitiu nota de "pesar, revolta e indignação pelo assassinato brutal da companheira Teresa Rios e do seu esposo, Aluísio da Silva Lara, que viviam da agricultura familiar e lutando pelo direito à terra".

De acordo com a CUT, Tereza Rios foi presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, vereadora pelo Partido dos Trabalhadores, Secretária Municipal de Agricultura em Nossa Senhora do Livramento, e, atualmente, presidia a União Nacional das Cooperativas da Agricultura familiar e Economia Solidária (Unicafes-MT).

"Nosso respeito e homenagem a esta liderança feminina que sempre será lembrada pela sua luta em defesa da agricultura familiar, direito a terra aos pequenos agricultores, sindicalista em defesa dos trabalhadores trabalhadoras do campo e também como vereadora, defendeu os trabalhadores da cidade. Uma militante das causas populares. Uma referência de mulher trabalhadora do campo", diz trecho da nota.

A nota diz ainda, se referindo à Teresa, que "sua trajetória de vida nos leva a acreditar que pode ter sido vítima de conflito agrário, por isso ao mesmo tempo em que prestamos nossa solidariedade, também exigimos investigação e punição dos culpados. Exigimos do Estado de MT (Executivo, Legislativo e Judiciário) e dos órgãos federais que façam valer a justiça e o direito dessas famílias. A Impunidade não pode perpetuar até que haja mais uma chacina como a ocorrida, no dia 20 de abril, em Colniza/MT" - cobra a Central.



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